Prancha botânica de Malus sylvestris com pequena árvore caducifólia espinhosa, folhas ovais glabras, flores brancas rosadas e maçãs pequenas amarelo-esverdeadas
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Árvore Guia de cultivo Exigente

Macieira-brava

Malus sylvestris · Rosaceae

A planta chamada Macieira-brava corresponde a Malus sylvestris e é uma planta com ciclo descrito como fanerófito arbóreo caducifólio. O local deve oferecer sol a meia-sombra aberta.

Para Macieira-brava, o terreno deve ser profundo, húmico e drenado. A rega deve ser fresco na primavera, moderado no verão. Para Malus sylvestris, use apenas material de origem conhecida e mantenha os dados que permitem confirmar identidade, sanidade e circulação legal. Não trate um sintoma isolado de Macieira-brava como diagnóstico. Identifique a causa e verifique as medidas autorizadas no momento. No porte adulto de Malus sylvestris, reserve espaço, mantenha suportes e distâncias seguros e entregue trabalhos em altura a profissionais.

ExposiçãoSol a meia-sombra aberta
ÁguaFresco na primavera, moderado no verão
CicloFanerófito arbóreo caducifólio
SoloProfundo, húmico e drenado
pHÁcido moderado a neutro
Espaço5–7 m sob plano de conservação

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Macieira-brava (Malus sylvestris) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Macieira-brava (Malus sylvestris) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Malus sylvestris Mill.

Nome aceite
Nome publicado
Malus sylvestris
Sinónimos relevantes
Malus communis subsp. sylvestris · Pyrus malus subsp. sylvestris

O nome publicado coincide com Malus sylvestris Mill., aceite no GBIF Backbone. As combinações históricas permanecem pesquisáveis, mas a autoridade taxonómica não exclui introgressão de macieira doméstica nem autentica uma população silvestre sem voucher e contexto.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Núcleos continentais pouco registados em orlas e bosques; confirmar identidade e introgressão de Malus domestica antes de colher, propagar ou reforçar.
Enquadramento
Flora-On documenta ocorrência autóctone em Portugal continental. Esta avaliação não infere proteção legal específica nem ausência de restrições; recolha, propagação, poda, obra em domínio público ou intervenção em área protegida exigem verificação própria.

Restringir propagação a árvores-mãe documentadas e manter lotes separados; material de pomar, árvore abandonada ou fruto pequeno não prova identidade silvestre.

Avaliado em 25 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar caráter silvestre

    Apenas 22 registos constam na fonte consultada; folhas, flores, frutos, espinhos e contexto devem ser revistos.

  2. Avaliar introgressão

    Não recolha semente junto de pomares sem estudo, porque Malus domestica cruza com populações silvestres.

  3. Propagar sob programa

    Registe árvore-mãe, local, fenologia e lote; mantenha material de núcleos diferentes separado.

  4. Plantar em orla compatível

    Use clareira de bosque húmido com espaço e mantenha o solo sem mobilização profunda.

Momento dependente do local

Calendário

Propagar e instalar apenas na janela indicada pela referência da espécie, ajustada ao estado da planta, geada, calor, chuva, humidade do solo e capacidade de acompanhar o enraizamento.

Jan–Dez
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

A ausência de meses destacados é deliberada: confirme material, finalidade, estado da planta, previsão, altitude, geada, solo, água e microclima antes de decidir o momento de instalar ou intervir.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Poda sanitária mínima

Desinfete ferramentas e evite transformar a copa numa árvore de pomar.

Monitorizar floração cruzada

Registe macieiras domésticas próximas e sobreposição de floração.

Conservar madeira morta segura

Pequenas cavidades e ramos mortos sustentam fauna, desde que não criem risco de queda.

Separar sebe, jardim e restauro

Ocorrência em Portugal, recomendação PRODI ou valor para fauna não tornam qualquer lote adequado a restauro. Confirme identidade, proveniência, sanidade, estatuto local, solo, água, largura e finalidade antes de plantar.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Fogo bacteriano suspeitoFlores e rebentos negros em forma de báculo.Não mover material; contactar DGAV para confirmação e medidas oficiais.
Hibridação domésticaFrutos grandes ou caracteres intermédios junto de pomar.Não usar semente em conservação sem análise.
Dano por cervídeosCasca comida e rebentos terminais cortados.Usar proteção ventilada, larga e revista regularmente.

A ficha assume incerteza e conservação genética. Uma macieira abandonada não é automaticamente Malus sylvestris.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Macieira-brava: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Norte interior Macieira-brava: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Centro litoral Macieira-brava: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Centro interior Macieira-brava: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Lisboa e Vale do Tejo Macieira-brava: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Alentejo Macieira-brava: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Algarve Macieira-brava: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Açores Macieira-brava: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.
Madeira Macieira-brava: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar Malus sylvestris taxonomicamente identificado e de fornecedor ou planta-mãe rastreável. Usar planta ou semente de origem documentada e adequada à finalidade, sem confundir macieira-brava, macieira cultivada, híbridos ou porta-enxertos. Uma fotografia, nome comum ou ocorrência espontânea não autentica material de plantação.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Propagar e instalar apenas na janela indicada pela referência da espécie, ajustada ao estado da planta, geada, calor, chuva, humidade do solo e capacidade de acompanhar o enraizamento.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A cultura exige «Sol a meia-sombra aberta». Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade publicada na ficha é «Fresco na primavera, moderado no verão». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência é «Profundo, húmico e drenado». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

O valor não deve ser copiado de outra cultura: Ácido moderado a neutro. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não existe compasso doméstico universal: 5–7 m sob plano de conservação. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Confirmar espaço adulto, exposição, drenagem e solo antes de plantar; preservar raízes e colo, regar o volume radicular e manter etiqueta e origem durante o estabelecimento.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Ajustar água pela humidade real, conservar o solo permeável, podar ou dividir apenas segundo o ciclo da espécie e diagnosticar sintomas antes de qualquer tratamento ou substituição.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas descritos — Fogo bacteriano suspeito, Hibridação doméstica, Dano por cervídeos — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: Tolera frio, mas seca estival, solo raso ou saturado, proveniência, polinização, fogo bacteriano e transferência para ilhas exigem avaliação local. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.