Prancha botânica da pereira Carapinheira com flores precoces, folha e peras pequenas achatadas de epiderme verde com lentículas
Fruteira Exigente

Pereira Carapinheira

Pyrus communis 'Carapinheira' · Rosaceae

Pereira regional de fruto pequeno, achatado e verde, muito precoce na floração e historicamente usada como polinizadora da cultivar Rocha.

ExposiçãoSol pleno, fora de baixas de geada
ÁguaRegular da floração à colheita
CicloÁrvore caducifólia enxertada
SoloProfundo, fértil e drenado
pH6,0–7,5, conforme porta-enxerto
Espaço3–5 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar a identidade clonal

    O INIAV descreve pera pequena, achatada e verde; não confundir com “Carapinheira Roxa”, nome associado a Coxa de Freira. Compre árvore enxertada com cultivar, porta-enxerto, fornecedor e lote identificados; uma semente não conserva fielmente a variedade.

  2. Escolher local e porta-enxerto

    Escolha uma parcela com boa drenagem de ar e água, porque a abertura floral precoce aumenta o risco de perder vingamento em baixas frias. Confirme profundidade, drenagem, calcário, disponibilidade de água, vigor desejado e histórico de Rosaceae antes de escolher o porta-enxerto.

  3. Plantar durante o repouso

    Plante fora de solo encharcado ou gelado, abrindo uma cova mais larga que as raízes. Mantenha a união de enxertia acima do solo, regue para assentar, coloque tutor sem estrangular e cubra sem encostar ao tronco.

  4. Planear a polinização

    Em 14 anos de observações em Alcobaça foi a primeira variedade a entrar em floração, com cerca de 23 dias de fase floral. Não use apenas o nome da época: confirme sobreposição local de floração e compatibilidade genética com material identificado.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Formar sem atrasar a árvore

Construa eixo ou vaso arejado conforme vigor e escala, com ângulos resistentes. Pode moderadamente no inverno e corrija ramos vigorosos no verão sem retirar toda a madeira frutífera.

Regular água, carga e nutrição

Regue profundamente no estabelecimento e do vingamento ao enchimento do fruto, evitando alternância seca–excesso. Baseie a fertilização em análise e monde quando uma carga excessiva comprometer calibre ou retorno floral.

Colher por passagens e registar

A maturação média observada foi 24 de julho. Colha em várias passagens e consuma ou transforme rapidamente, porque as peras regionais precoces têm conservação curta. Registe floração, maturação, sanidade, origem do enxerto e resposta ao microclima; estes dados são essenciais porque a evidência disponível vem de coleções e territórios específicos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Geada e psila na fase precoceFlores necrosadas, vingamento irregular, folhas enroladas com melada e ninfas achatadas nos rebentos.Evitar baixas, conservar auxiliares, controlar vigor azotado e monitorizar desde o abrolhamento; confirmar o agente antes de qualquer intervenção.
Fogo-bacterianoFlores e lançamentos escurecem como queimados, pontas curvam em cajado e pode surgir exsudado.Não transportar nem enxertar material suspeito; isolar a ocorrência, evitar cortes sem orientação e contactar os serviços fitossanitários para diagnóstico e medidas aplicáveis.
Perda de identidade ou incompatibilidadeEtiqueta ausente, fruto e época não coincidem, surgem ladrões abaixo da enxertia ou a união engrossa e enfraquece.Remover ladrões rente à origem, conservar registos e não renomear por semelhança; confirmar cultivar e combinação de enxertia junto do fornecedor ou coleção de referência.

É referida como polinizadora de Rocha, mas compatibilidade e sobreposição floral devem ser confirmadas no pomar; o nome não garante clone, sanidade ou floração idênticos.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, ponderar frio disponível, humidade e pedrado; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Norte interior No Norte interior, ponderar geada tardia, frio e água de verão; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Centro litoral No Centro litoral, ponderar humidade, ventilação e risco de fogo-bacteriano; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Centro interior No Centro interior, ponderar geada, amplitude térmica e rega; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, ponderar calor, frio invernal e água; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Alentejo No Alentejo, ponderar frio insuficiente, escaldão e défice hídrico; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Algarve No Algarve, ponderar baixo frio no litoral e reservar cotas frescas; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Açores Nos Açores, ponderar vento, humidade e maturação do fruto; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.
Madeira Na Madeira, ponderar altitude, baixo frio e pressão de doenças; a floração muito precoce exige drenagem de ar e avaliação local de geada.