Prancha botânica da pereira Coxa de Freira com flores, folha e peras médias achatadas verdes com rubor, pequeno hilo e pedúnculo inserido
Fruteira Exigente

Pereira Coxa de Freira

Pyrus communis 'Coxa de Freira' · Rosaceae

Pereira regional também referida como Carapinheira Roxa, de fruto médio achatado, verde manchado e sabor agridoce descrito como inconfundível.

ExposiçãoSol pleno com ventilação
ÁguaRegular da floração ao início de agosto
CicloÁrvore caducifólia enxertada
SoloProfundo, fértil e drenado
pH6,0–7,5
Espaço3–5 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar a identidade clonal

    O INIAV descreve fruto médio, achatado, verde manchado, com pequeno hilo na inserção do pedúnculo e sabor agridoce. Compre árvore enxertada com cultivar, porta-enxerto, fornecedor e lote identificados; uma semente não conserva fielmente a variedade.

  2. Escolher local e porta-enxerto

    Instale em local com boa drenagem de ar e água, testando primeiro uma árvore; faltam ensaios públicos suficientes para prometer produtividade por região. Confirme profundidade, drenagem, calcário, disponibilidade de água, vigor desejado e histórico de Rosaceae antes de escolher o porta-enxerto.

  3. Plantar durante o repouso

    Plante fora de solo encharcado ou gelado, abrindo uma cova mais larga que as raízes. Mantenha a união de enxertia acima do solo, regue para assentar, coloque tutor sem estrangular e cubra sem encostar ao tronco.

  4. Planear a polinização

    Use registos do viveiro e do pomar para escolher polinizadora, porque nome regional e calendário de outra coleção não provam compatibilidade local. Não use apenas o nome da época: confirme sobreposição local de floração e compatibilidade genética com material identificado.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Formar sem atrasar a árvore

Construa eixo ou vaso arejado conforme vigor e escala, com ângulos resistentes. Pode moderadamente no inverno e corrija ramos vigorosos no verão sem retirar toda a madeira frutífera.

Regular água, carga e nutrição

Regue profundamente no estabelecimento e do vingamento ao enchimento do fruto, evitando alternância seca–excesso. Baseie a fertilização em análise e monde quando uma carga excessiva comprometer calibre ou retorno floral.

Colher por passagens e registar

A maturação média observada foi 4 de agosto. Colha por firmeza, sementes e sabor, sem deixar toda a carga amolecer na árvore. Registe floração, maturação, sanidade, origem do enxerto e resposta ao microclima; estes dados são essenciais porque a evidência disponível vem de coleções e territórios específicos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Confusão varietal e colheita tardiaFruto não apresenta forma achatada ou rubor esperado, amadurece noutra época, perde firmeza ou cai antes da colheita prevista.Conservar etiqueta e origem, fotografar descritores e comparar com coleção de referência; antecipar passagens quando firmeza e sabor indicarem maturação.
Fogo-bacterianoFlores e lançamentos escurecem como queimados, pontas curvam em cajado e pode surgir exsudado.Não transportar nem enxertar material suspeito; isolar a ocorrência, evitar cortes sem orientação e contactar os serviços fitossanitários para diagnóstico e medidas aplicáveis.
Perda de identidade ou incompatibilidadeEtiqueta ausente, fruto e época não coincidem, surgem ladrões abaixo da enxertia ou a união engrossa e enfraquece.Remover ladrões rente à origem, conservar registos e não renomear por semelhança; confirmar cultivar e combinação de enxertia junto do fornecedor ou coleção de referência.

“Coxa de Freira” e “Carapinheira Roxa” são apresentados como sinónimos no artigo do INIAV; não confundir com a cultivar Carapinheira de epiderme verde.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, ponderar frio disponível, humidade e pedrado; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Norte interior No Norte interior, ponderar geada tardia, frio e água de verão; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Centro litoral No Centro litoral, ponderar humidade, ventilação e risco de fogo-bacteriano; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Centro interior No Centro interior, ponderar geada, amplitude térmica e rega; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, ponderar calor, frio invernal e água; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Alentejo No Alentejo, ponderar frio insuficiente, escaldão e défice hídrico; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Algarve No Algarve, ponderar baixo frio no litoral e reservar cotas frescas; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Açores Nos Açores, ponderar vento, humidade e maturação do fruto; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.
Madeira Na Madeira, ponderar altitude, baixo frio e pressão de doenças; a evidência de maturação vem de Alcobaça e deve ser recalibrada por altitude e exposição.