Prancha botânica da pereira de São Bartolomeu com flores tardias, folhas e grupos de pequenas peras verdes ovadas de pedúnculo comprido
Fruteira Exigente

Pereira de S. Bartolomeu

Pyrus communis 'São Bartolomeu' · Rosaceae

Pereira tradicional do Centro cuja pequena pera verde amadurece perto de 24 de agosto e sustenta a rara tradição da Pêra Passa de Viseu.

ExposiçãoSol pleno e verão seco na maturação
ÁguaRegular até ao enchimento, reduzida sem stress na colheita
CicloÁrvore caducifólia enxertada
SoloProfundo, drenado e fértil
pH6,0–7,5
Espaço4–6 m, conforme vigor

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar a identidade clonal

    A DGADR descreve fruto pequeno, esverdeado com lentículas, arredondado a ovado, pedúnculo comprido recurvado e grupos de cerca de cinco. Compre árvore enxertada com cultivar, porta-enxerto, fornecedor e lote identificados; uma semente não conserva fielmente a variedade.

  2. Escolher local e porta-enxerto

    No Centro interior, escolha local com frio de inverno, água de primavera e verão suficientemente seco para maturação; não confunda aptidão da árvore com aptidão para secagem ao ar. Confirme profundidade, drenagem, calcário, disponibilidade de água, vigor desejado e histórico de Rosaceae antes de escolher o porta-enxerto.

  3. Plantar durante o repouso

    Plante fora de solo encharcado ou gelado, abrindo uma cova mais larga que as raízes. Mantenha a união de enxertia acima do solo, regue para assentar, coloque tutor sem estrangular e cubra sem encostar ao tronco.

  4. Planear a polinização

    No ensaio do INIAV, S. Bartolomeu e Cristo iniciaram floração mais tarde; ainda assim, instale polinizadora compatível e preserve insetos na flor. Não use apenas o nome da época: confirme sobreposição local de floração e compatibilidade genética com material identificado.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Formar sem atrasar a árvore

Construa eixo ou vaso arejado conforme vigor e escala, com ângulos resistentes. Pode moderadamente no inverno e corrija ramos vigorosos no verão sem retirar toda a madeira frutífera.

Regular água, carga e nutrição

Regue profundamente no estabelecimento e do vingamento ao enchimento do fruto, evitando alternância seca–excesso. Baseie a fertilização em análise e monde quando uma carga excessiva comprometer calibre ou retorno floral.

Colher por passagens e registar

O INIAV observou maturação média a 5 de agosto; a tradição de Viseu colhe nas três últimas semanas de agosto, perto do dia de S. Bartolomeu. Ajuste por maturidade local. Registe floração, maturação, sanidade, origem do enxerto e resposta ao microclima; estes dados são essenciais porque a evidência disponível vem de coleções e territórios específicos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Feridas e podridão antes da secagemPancadas, fissuras, zonas moles, bolor ou odor estranho em fruto colhido ou durante o processamento.Selecionar apenas fruto são, separar imediatamente o danificado e, para secagem, seguir práticas de higiene e segurança alimentar em vez de improvisar o método tradicional.
Fogo-bacterianoFlores e lançamentos escurecem como queimados, pontas curvam em cajado e pode surgir exsudado.Não transportar nem enxertar material suspeito; isolar a ocorrência, evitar cortes sem orientação e contactar os serviços fitossanitários para diagnóstico e medidas aplicáveis.
Perda de identidade ou incompatibilidadeEtiqueta ausente, fruto e época não coincidem, surgem ladrões abaixo da enxertia ou a união engrossa e enfraquece.Remover ladrões rente à origem, conservar registos e não renomear por semelhança; confirmar cultivar e combinação de enxertia junto do fornecedor ou coleção de referência.

A ficha documenta a cultivar viva. “Pêra Passa de Viseu” designa um produto tradicional obtido por descasque, secagem e espalmagem; segurança alimentar exige higiene e controlo próprios.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, ponderar frio disponível, humidade e pedrado; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Norte interior No Norte interior, ponderar geada tardia, frio e água de verão; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Centro litoral No Centro litoral, ponderar humidade, ventilação e risco de fogo-bacteriano; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Centro interior No Centro interior, ponderar geada, amplitude térmica e rega; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, ponderar calor, frio invernal e água; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Alentejo No Alentejo, ponderar frio insuficiente, escaldão e défice hídrico; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Algarve No Algarve, ponderar baixo frio no litoral e reservar cotas frescas; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Açores Nos Açores, ponderar vento, humidade e maturação do fruto; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.
Madeira Na Madeira, ponderar altitude, baixo frio e pressão de doenças; a secagem tradicional requer verão estável, mas cultivar a árvore não obriga a reproduzir esse processamento.