Prancha de Agave americana com grande roseta azulada armada, espiga floral alta, cápsulas, sementes e rebentos ligados por rizoma
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Suculenta Não plantar

Piteira — não plantar

Agave americana · Asparagaceae

A orientação desta ficha é não plantar piteira em Portugal continental; os regimes dos Açores e da Madeira são distintos e não são inferidos daqui. Na Madeira, a exceção indicada na ficha não elimina o estatuto invasor nem autoriza uso ornamental. O porte escultórico não compensa a dispersão por rebentos e sementes nem o risco físico dos espinhos.

Não toque nos espinhos, corte folhas ou tente remover um exemplar adulto, sobretudo em declive, espaço público ou junto de redes. Afaste pessoas e animais e peça uma equipa habilitada. Rebentos, cápsulas, terra e partes cortadas não devem ficar no solo, ser compostados ou transportados sem o acondicionamento e destino definidos pelo plano competente, que também deve prever nova inspeção.

Nome científicoAgave americana
FamíliaAsparagaceae
Categoria editorialSuculenta
Identidade taxonómicaNome aceite: Agave americana
Ocorrência / estatutoExótica invasora
Orientação da fichaNão plantar — prevenção e controlo

Top 300 em Portugal · posição 148

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Piteira — não plantar (Agave americana) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Piteira — não plantar (Agave americana) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Agave americana L.

Nome aceite
Nome publicado
Agave americana
Sinónimos relevantes
Aloe americana

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Avaliação territorial 1 de 2

Não plantar

Exótica invasora
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Portugal continental. Nos termos do artigo 28.º, confirme a autoridade competente e o plano territorial antes de intervir; os regimes autónomos são avaliados separadamente.
Enquadramento
Agave americana consta do anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019. Nos termos dos artigos 16.º e 19.º, são interditos, designadamente, a introdução na natureza, o repovoamento, a detenção, cedência, compra, venda, oferta de venda, transporte, cultivo, criação e utilização ornamental.

Não comprar, propagar ou instalar. Focos existentes exigem identificação confirmada, contenção de propágulos, método adequado ao local e monitorização repetida.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Avaliação territorial 2 de 2

Cultivo rastreado

Exótica invasora
Jurisdição
Região Autónoma da Madeira
Âmbito
Região Autónoma da Madeira, apenas nos espaços expressamente abrangidos pela exceção do anexo III e fora de sítios da Rede Natura 2000. A inclusão legal não prova presença num local nem autentica um exemplar.
Enquadramento
Agave americana integra a Lista Regional de Espécies Invasoras, mas o anexo III do Decreto Legislativo Regional n.º 17/2023/M admite uma exceção em jardins, espaços verdes, zonas domésticas, arruamentos e estradas; mantém a interdição em sítios da Rede Natura 2000 e limita o comércio a estabelecimentos autorizados.

A exceção não transforma a espécie numa escolha sem risco. Confirme identidade e proveniência, compre apenas num estabelecimento autorizado, impeça sementes e propágulos de escapar e substitua-a junto de habitat natural por alternativa adequada.

Avaliado em 24 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Prevenir antes de intervir

Não plantar e controlar

  1. Confirmar a roseta armada

    Procure folhas glaucas e carnosas com dentes marginais e espinho terminal forte; a inflorescência ramificada pode atingir vários metros.

  2. Delimitar toda a colónia

    Marque rosetas adultas, rebentos pequenos, rizomas visíveis, encostas instáveis e qualquer haste floral antes de começar.

  3. Remover com proteção

    Use proteção ocular, facial, mãos e corpo; retire plantas jovens e rebentos com a ligação subterrânea, sem deixar partes capazes de regenerar.

  4. Conter e monitorizar

    Impeça floração e dispersão, acondicione o material segundo o plano local e volte a procurar rebentos e plântulas durante vários anos.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma espécie com recomendação de não plantar.

Nenhum mês é apresentado como janela de sementeira ou plantação. O momento de controlo, transporte ou destino de resíduos depende da espécie, do território e das instruções atuais da autoridade competente.

Depois da intervenção

Vigilância continuada

Trabalhar de fora para dentro

Controle primeiro plantas satélite e a frente de expansão, mantendo acessos limpos para não espalhar rebentos ou solo contaminado.

Proteger a estabilidade do terreno

Em arribas e taludes, obtenha avaliação competente antes de mobilizar raízes ou usar maquinaria que possa provocar erosão ou queda.

Repor cobertura adequada

Recupere solo exposto com espécies autóctones do habitat e mantenha a área suficientemente aberta para detetar nova regeneração.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos e falhas de controlo

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Ferimento por espinhosPerfuração, corte ou contacto de seiva com pele e olhos durante o manuseamento.Parar, lavar a exposição, obter cuidados adequados e rever proteção, ferramentas e perímetro.
Rebentos persistentesPequenas rosetas reaparecem em torno da planta removida.Procurar ligações subterrâneas remanescentes e repetir remoção sem fragmentar a colónia.
Haste floral em formaçãoEixo central cresce rapidamente acima da roseta adulta.Isolar a área e obter intervenção segura antes da maturação das cápsulas, sem abandonar material fértil.

A dimensão e os espinhos tornam exemplares adultos perigosos. Em declive, espaço público ou junto de redes, a remoção deve ser planeada por equipa habilitada. A exceção madeirense do anexo III não elimina o estatuto invasor.

Contexto português

Prioridade em todas as regiões

Norte litoral Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Norte interior Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Centro litoral Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Centro interior Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Lisboa e Vale do Tejo Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Alentejo Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Algarve Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Açores Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.
Madeira Não plantar Não plantar como recomendação geral: ocorrência local, prioridade de controlo e método não avaliados; consultar o estatuto territorial e eventuais exceções antes de intervir.