Prancha do CAB 6P com folhas de ginjeira, raízes semivigorosas, pôlas basais, estaca clonal e cerejeira enxertada
Fruteira Exigente

Porta-enxerto CAB 6P

Prunus cerasus 'CAB 6P' · Rosaceae

Clone de ginjeira semivigoroso para cerejeira, adaptável e produtivo, com emissão de pôlas e sensibilidade ao cancro bacteriano a considerar.

ExposiçãoSol pleno e ar circulante
ÁguaModerada
CicloGinjeira clonal perene usada como sistema radicular
SoloFranco a argiloso, fértil e drenado
pHLigeiramente ácido a moderadamente alcalino
EspaçoMédio, próprio de semivigoroso

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Escolher pelo terreno e pela copa

    Considere-o para um sistema semivigoroso quando a cultivar e o histórico local sustentam o uso de ginjeira clonal. INIAV inclui CAB 6P entre os porta-enxertos usados em cerejeira; a OSU enquadra-o como semivigoroso. Confirme compatibilidade com a cultivar, vigor, drenagem, calcário, salinidade e histórico de doenças antes de encomendar.

  2. Comprar material rastreável

    Exija viveiro autorizado, designação do porta-enxerto e da cultivar, categoria e documentação fitossanitária. Rejeite raízes secas, tumores, goma, feridas ou união mal formada.

  3. Preparar a linha, não apenas a cova

    Plante em local arejado, proteja o tronco e evite cortes durante períodos frios e chuvosos. Plante com raízes distribuídas e a união claramente acima da cota final; nunca enterre a copa enxertada para tentar estabilizar a árvore.

  4. Formar para o vigor real

    Remova pôlas cedo, desinfete ferramentas e mantenha a copa aberta sem grandes feridas. Dimensione compasso, tutoragem, rega, carga e forma pela combinação completa e pela fertilidade do local.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Guardar a identidade

Conserve etiqueta, fatura e mapa. Os ladrões têm folhas e hábito de ginjeira e podem surgir em redor do colo. Remova rebentos abaixo da união ainda jovens e rente à origem.

Gerir água e competição

Mantenha a linha sem competição forte durante o estabelecimento. Regue o volume radicular sem saturar o colo e confirme humidade em profundidade antes de repetir.

Vigiar raízes, colo e união

Inspecione fendas, goma, exsudados, tumores, diferença extrema de diâmetro, inclinação e raízes emitidas pela cultivar. Proteja o tronco de roçadoras e tutores abrasivos.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Cancro bacterianoGoma, casca deprimida, gomos mortos e morte regressiva de ramos após tempo frio e húmido.Podar apenas em janela seca, desinfetar ferramenta, remover tecido afetado com critério técnico e evitar feridas.
Identidade ou compatibilidade erradaPorte inesperado, união engrossada ou estrangulada, fendas, quebra ou declínio sem causa foliar clara.Reunir documentos, confirmar a combinação com o viveiro e obter diagnóstico antes de substituir ou retirar material para propagação.
Franqueamento da cultivarA união foi enterrada e a copa formou raízes próprias, alterando vigor, ancoragem e resposta ao solo.Não cortar raízes estruturais sem avaliação; expor prudentemente a união e corrigir profundidade nas plantações futuras.

Observações internacionais apontam maior sensibilidade ao cancro bacteriano que alguns porta-enxertos de cerejeira. O comportamento é uma tendência técnica, não uma garantia: a cultivar, o solo, o clima e a qualidade do material podem alterar a resposta.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, pesar chuva, drenagem e doenças do colo; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Norte interior No Norte interior, pesar frio, seca, calcário e profundidade; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Centro litoral No Centro litoral, pesar humidade, vigor e drenagem interna; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Centro interior No Centro interior, pesar geada, seca, calcário e rega; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, pesar calor, calcário, vigor e água; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Alentejo No Alentejo, pesar seca, calcário, salinidade e replantação; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Algarve No Algarve, pesar pouco frio, calor, calcário e salinidade; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Açores Nos Açores, pesar chuva, vento e asfixia radicular; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.
Madeira Na Madeira, pesar altitude, pouco frio, humidade e sanidade; é alternativa intermédia onde vigor, produtividade e manutenção de pôlas são aceitáveis.