Prancha ampelográfica do porta-enxerto 110 Richter com cepa-mãe, folha reniforme inteira, raízes, vara e união de enxertia
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Fruteira Guia de cultivo Exigente

Porta-enxerto 110 Richter

Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R' · Vitaceae

Porta-enxerto 110 Richter identifica Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R', uma fruteira cujo ciclo se acompanha na floração, na folhagem e na formação dos frutos. Para Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R', a ficha associa luz solar direta e água contida, sem excessos persistentes. O solo indicado para Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R' é o solo descrito na ficha.

Para Porta-enxerto 110 Richter, identidade, proveniência e estado sanitário acompanham sempre o material. Nenhum calendário dispensa a leitura do clima e do comportamento de Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R'. Porte adulto, vento, peso e suportes entram na avaliação de segurança. Em Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R', sinais suspeitos pedem avaliação fitossanitária antes de multiplicação ou deslocação.

ExposiçãoSol pleno na vinha instalada
ÁguaBaixa a moderada; intolerante a saturação
CicloVideira perene usada como sistema radicular
SoloPobre, seco, pedregoso e pouco calcário
pHDefinir por análise de solo e requisitos da combinação
EspaçoDefinir no projeto pela combinação, solo, suporte e vigor observado

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Porta-enxerto 110 Richter (Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R') com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Porta-enxerto 110 Richter (Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R') com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Vitis L.

Rótulo hortícola ligado a táxon
Nome publicado
Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R'
Sinónimos relevantes
Nenhum declarado neste piloto

O rótulo hortícola “Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R'” não é declarado como sinónimo botânico no POWO. O POWO aceita Vitis L. e os dois progenitores publicados, mas esta âncora ao nível do género não confirma a fórmula parental nem identifica separadamente o clone 110 R. A ligação fornece apenas a âncora botânica mais próxima: não converte o rótulo, código ou fórmula parental em sinónimo botânico nem autentica clone, parentagem, lote, categoria, sanidade, afinidade ou desempenho agronómico.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Porta-enxerto cultivado
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Material vitícola identificado como porta-enxerto 110 Richter, isolado ou integrado num enxerto-pronto comercializado em Portugal. O enquadramento é condicional à categoria e à etiqueta oficial aplicáveis. Esta avaliação não demonstra presença comercial, elegibilidade ou cultivo atual em Portugal.
Enquadramento
O Decreto-Lei n.º 194/2006, na redação atual, regula a produção, o controlo, a certificação e a comercialização dos materiais de propagação vegetativa de videira. O operador está sujeito ao registo ou autorização aplicável da DGAV. O material vitícola destinado à comercialização é oficialmente certificado nas categorias aplicáveis e acompanha etiqueta oficial; o passaporte fitossanitário, quando aplicável, não substitui essa certificação.

A etiqueta oficial deve confirmar 110 R, categoria, lote, fornecedor e casta enxertada; a fórmula parental ou uma folha semelhante não autentica o clone. Resistência comparativa à seca e ao calcário não prova compatibilidade com a casta, tolerância ao encharcamento nem aptidão para o solo concreto. A etiqueta e a documentação permitem identificar e rastrear o material, mas não provam por si sós sanidade integral, compatibilidade ou desempenho.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Escolher pelo problema do terreno

    Escolha-o quando a limitação dominante for seca em solo pobre, pedregoso ou de xisto e não houver excesso de água. As fontes estrangeiras atribuem-lhe tolerância comparativa à seca e ao calcário, mas o resultado depende da casta, solo, água e condições locais. A designação do porta-enxerto deve constar da decisão antes da compra, não ser adivinhada depois da plantação.

  2. Comprar a combinação completa

    Use apenas enxerto-pronto certificado ou material de viveiro autorizado; a capacidade de enraizamento de estacas é baixa a moderada. Confirme porta-enxerto e casta, clone quando aplicável, categoria, lote ou referência, fornecedor e etiqueta oficial de certificação; o passaporte fitossanitário, quando exigível, é complementar. Rejeite uniões danificadas e plantas sem rastreabilidade.

  3. Plantar à profundidade correta

    Plante dormente, com raízes distribuídas e união de enxertia acima do solo; não use cova húmida como reservatório. Mantenha a união visível e confirme a profundidade no projeto; raízes da cultivar acima da união podem alterar o comportamento esperado.

  4. Formar para o vigor real

    Dimensione carga e poda para vigor alto e possível atraso de maturação, mantendo cobertura do solo pouco competitiva no verão. O espaçamento e a estrutura têm de corresponder à combinação cultivar–porta-enxerto–solo, não apenas ao nome comercial da árvore.

Momento dependente do local

Calendário

Plantar material dormente ou ativo apenas na janela indicada pelo fornecedor e pelo sistema, coordenando enxertia, aclimatação, risco de geada ou calor e disponibilidade de água da parcela.

Jan–Dez
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

A ausência de meses destacados é deliberada: confirme material, finalidade, estado da planta, previsão, altitude, geada, solo, água e microclima antes de decidir o momento de instalar ou intervir.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Identificar para toda a vida

Conserve etiqueta e mapa do pomar ou vinha. A folha adulta é pequena a média, reniforme, brilhante e inteira, com seio peciolar largo em U. Remova apenas rebentos acessíveis abaixo da enxertia com ferramenta afiada, limpa e proteção adequada; não puxe nem corte a união.

Água e nutrição sem generalizações

Faça análises de solo e, quando relevante, de água antes de corrigir pH, fertilizar ou alterar a rega. Qualquer produto fitofarmacêutico exige uso autorizado pela DGAV para a finalidade exata, respeito do rótulo e aplicador habilitado quando exigível.

Vigiar união, raízes e estabilidade

Observe diferença de diâmetro, fendas, exsudados, inclinação, colo enterrado e mortalidade localizada. Mantenha o tutor ou a treliça pelo tempo exigido e proteja o tronco de roçadoras.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Asfixia radicularRebentação fraca, amarelecimento, paragem súbita depois de chuva e raízes escuras em solo saturado.Confirmar o diagnóstico e definir qualquer alteração de drenagem ou rega num plano técnico. Não mover solo ou raízes entre parcelas antes de esclarecer a causa.
Risco fitossanitário na vinha ou replantaçãoDeclínio em manchas, galhas ou lesões radiculares, mortalidade irregular ou suspeita de filoxera, nemátodes ou problema de replantação.Obtenha diagnóstico de solo e raízes antes de intervir. Não mova solo, raízes, máquinas ou água entre parcelas e não propague estacas sem origem certificada e instrução técnica.
Franqueamento da cultivarA união ficou enterrada e surgem raízes no tronco da cultivar acima do porta-enxerto, acompanhadas por aumento inesperado de vigor.Obter avaliação técnica antes de expor a união ou cortar raízes. Árvores maduras, pesadas ou inclinadas exigem avaliação competente e um plano de estabilidade.
Identidade ou compatibilidade erradaFalta etiqueta, a árvore cresce fora do porte previsto, a união engrossa ou racha, ou ocorre declínio sem causa foliar evidente.Suspender propagação e movimentação, reunir fatura e registos e pedir confirmação ao fornecedor autorizado ou laboratório. Desinfete ferramenta depois de material sintomático e não multiplique material do pomar ou vinha.

Pode atrasar ciclo e maturação por conferir vigor forte; a resposta ao calcário varia com a casta enxertada. Um porta-enxerto melhora características concretas, mas não torna uma cultivar incompatível com o clima local automaticamente adaptada.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Porta-enxerto 110 Richter: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Norte interior Porta-enxerto 110 Richter: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Centro litoral Porta-enxerto 110 Richter: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Centro interior Porta-enxerto 110 Richter: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Lisboa e Vale do Tejo Porta-enxerto 110 Richter: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Alentejo Porta-enxerto 110 Richter: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Algarve Porta-enxerto 110 Richter: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Açores Porta-enxerto 110 Richter: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.
Madeira Porta-enxerto 110 Richter: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar apenas 110 Richter identificado como clone ou material declarado, com espécie ou híbrido, planta-mãe, categoria, fornecedor, lote, sanidade e garfo compatível documentados; o nome comercial não basta.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Plantar material dormente ou ativo apenas na janela indicada pelo fornecedor e pelo sistema, coordenando enxertia, aclimatação, risco de geada ou calor e disponibilidade de água da parcela.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A cultura exige «Sol pleno na vinha instalada». Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade publicada na ficha é «Baixa a moderada; intolerante a saturação». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência é «Pobre, seco, pedregoso e pouco calcário». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

O valor não deve ser copiado de outra cultura: Definir por análise de solo e requisitos da combinação. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não existe compasso doméstico universal: Definir no projeto pela combinação, solo, suporte e vigor observado. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Confirmar perfil, drenagem, pH, calcário, salinidade, água, histórico sanitário e vigor desejado antes de encomendar; plantar colo e união de enxertia na posição correta sem deformar raízes.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Registar clone, garfo e lote, controlar rebentos abaixo da união, apoiar água e nutrição por medição, formar a copa para o vigor real e diagnosticar incompatibilidade ou declínio antes de replantar.

Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas descritos — Asfixia radicular, Risco fitossanitário na vinha ou replantação, Franqueamento da cultivar, Identidade ou compatibilidade errada — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.