Taxonomia verificada
Vitis L.
Rótulo hortícola ligado a táxon - Nome publicado
- Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R'
- Sinónimos relevantes
- Nenhum declarado neste piloto
O rótulo hortícola “Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R'” não é declarado como sinónimo botânico no POWO. O POWO aceita Vitis L. e os dois progenitores publicados, mas esta âncora ao nível do género não confirma a fórmula parental nem identifica separadamente o clone 110 R. A ligação fornece apenas a âncora botânica mais próxima: não converte o rótulo, código ou fórmula parental em sinónimo botânico nem autentica clone, parentagem, lote, categoria, sanidade, afinidade ou desempenho agronómico.
Verificado em 27 de julho de 2026. Estatuto verificado
Cultivo rastreado
Porta-enxerto cultivado - Jurisdição
- Portugal
- Âmbito
- Material vitícola identificado como porta-enxerto 110 Richter, isolado ou integrado num enxerto-pronto comercializado em Portugal. O enquadramento é condicional à categoria e à etiqueta oficial aplicáveis. Esta avaliação não demonstra presença comercial, elegibilidade ou cultivo atual em Portugal.
- Enquadramento
- O Decreto-Lei n.º 194/2006, na redação atual, regula a produção, o controlo, a certificação e a comercialização dos materiais de propagação vegetativa de videira. O operador está sujeito ao registo ou autorização aplicável da DGAV. O material vitícola destinado à comercialização é oficialmente certificado nas categorias aplicáveis e acompanha etiqueta oficial; o passaporte fitossanitário, quando aplicável, não substitui essa certificação.
A etiqueta oficial deve confirmar 110 R, categoria, lote, fornecedor e casta enxertada; a fórmula parental ou uma folha semelhante não autentica o clone. Resistência comparativa à seca e ao calcário não prova compatibilidade com a casta, tolerância ao encharcamento nem aptidão para o solo concreto. A etiqueta e a documentação permitem identificar e rastrear o material, mas não provam por si sós sanidade integral, compatibilidade ou desempenho.
Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha. Do início ao estabelecimento
Como plantar
Escolher pelo problema do terreno
Escolha-o quando a limitação dominante for seca em solo pobre, pedregoso ou de xisto e não houver excesso de água. As fontes estrangeiras atribuem-lhe tolerância comparativa à seca e ao calcário, mas o resultado depende da casta, solo, água e condições locais. A designação do porta-enxerto deve constar da decisão antes da compra, não ser adivinhada depois da plantação.
Comprar a combinação completa
Use apenas enxerto-pronto certificado ou material de viveiro autorizado; a capacidade de enraizamento de estacas é baixa a moderada. Confirme porta-enxerto e casta, clone quando aplicável, categoria, lote ou referência, fornecedor e etiqueta oficial de certificação; o passaporte fitossanitário, quando exigível, é complementar. Rejeite uniões danificadas e plantas sem rastreabilidade.
Plantar à profundidade correta
Plante dormente, com raízes distribuídas e união de enxertia acima do solo; não use cova húmida como reservatório. Mantenha a união visível e confirme a profundidade no projeto; raízes da cultivar acima da união podem alterar o comportamento esperado.
Formar para o vigor real
Dimensione carga e poda para vigor alto e possível atraso de maturação, mantendo cobertura do solo pouco competitiva no verão. O espaçamento e a estrutura têm de corresponder à combinação cultivar–porta-enxerto–solo, não apenas ao nome comercial da árvore.
Momento dependente do local
Calendário
Plantar material dormente ou ativo apenas na janela indicada pelo fornecedor e pelo sistema, coordenando enxertia, aclimatação, risco de geada ou calor e disponibilidade de água da parcela.
Jan–Dez JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
A ausência de meses destacados é deliberada: confirme material, finalidade, estado da planta, previsão, altitude, geada, solo, água e microclima antes de decidir o momento de instalar ou intervir.
Depois de plantar
Cuidados essenciais
Identificar para toda a vida
Conserve etiqueta e mapa do pomar ou vinha. A folha adulta é pequena a média, reniforme, brilhante e inteira, com seio peciolar largo em U. Remova apenas rebentos acessíveis abaixo da enxertia com ferramenta afiada, limpa e proteção adequada; não puxe nem corte a união.
Água e nutrição sem generalizações
Faça análises de solo e, quando relevante, de água antes de corrigir pH, fertilizar ou alterar a rega. Qualquer produto fitofarmacêutico exige uso autorizado pela DGAV para a finalidade exata, respeito do rótulo e aplicador habilitado quando exigível.
Vigiar união, raízes e estabilidade
Observe diferença de diâmetro, fendas, exsudados, inclinação, colo enterrado e mortalidade localizada. Mantenha o tutor ou a treliça pelo tempo exigido e proteja o tronco de roçadoras.
Diagnóstico antes de tratar
Problemas frequentes
Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta | Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
| Asfixia radicular | Rebentação fraca, amarelecimento, paragem súbita depois de chuva e raízes escuras em solo saturado. | Confirmar o diagnóstico e definir qualquer alteração de drenagem ou rega num plano técnico. Não mover solo ou raízes entre parcelas antes de esclarecer a causa. |
| Risco fitossanitário na vinha ou replantação | Declínio em manchas, galhas ou lesões radiculares, mortalidade irregular ou suspeita de filoxera, nemátodes ou problema de replantação. | Obtenha diagnóstico de solo e raízes antes de intervir. Não mova solo, raízes, máquinas ou água entre parcelas e não propague estacas sem origem certificada e instrução técnica. |
| Franqueamento da cultivar | A união ficou enterrada e surgem raízes no tronco da cultivar acima do porta-enxerto, acompanhadas por aumento inesperado de vigor. | Obter avaliação técnica antes de expor a união ou cortar raízes. Árvores maduras, pesadas ou inclinadas exigem avaliação competente e um plano de estabilidade. |
| Identidade ou compatibilidade errada | Falta etiqueta, a árvore cresce fora do porte previsto, a união engrossa ou racha, ou ocorre declínio sem causa foliar evidente. | Suspender propagação e movimentação, reunir fatura e registos e pedir confirmação ao fornecedor autorizado ou laboratório. Desinfete ferramenta depois de material sintomático e não multiplique material do pomar ou vinha. |
Pode atrasar ciclo e maturação por conferir vigor forte; a resposta ao calcário varia com a casta enxertada. Um porta-enxerto melhora características concretas, mas não torna uma cultivar incompatível com o clima local automaticamente adaptada.
Contexto português
Adequação regional
Norte litoral Porta-enxerto 110 Richter: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Norte interior Porta-enxerto 110 Richter: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Centro litoral Porta-enxerto 110 Richter: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Centro interior Porta-enxerto 110 Richter: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Lisboa e Vale do Tejo Porta-enxerto 110 Richter: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Alentejo Porta-enxerto 110 Richter: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Algarve Porta-enxerto 110 Richter: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Açores Porta-enxerto 110 Richter: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Madeira Porta-enxerto 110 Richter: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Afirmações rastreáveis
Evidência por campo
Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.
- Material de propagação
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Usar apenas 110 Richter identificado como clone ou material declarado, com espécie ou híbrido, planta-mãe, categoria, fornecedor, lote, sanidade e garfo compatível documentados; o nome comercial não basta.
Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Calendário
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Plantar material dormente ou ativo apenas na janela indicada pelo fornecedor e pelo sistema, coordenando enxertia, aclimatação, risco de geada ou calor e disponibilidade de água da parcela.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Exposição e temperatura
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A cultura exige «Sol pleno na vinha instalada». Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Água e rega
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A necessidade publicada na ficha é «Baixa a moderada; intolerante a saturação». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Solo e drenagem
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A referência é «Pobre, seco, pedregoso e pouco calcário». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - pH
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O valor não deve ser copiado de outra cultura: Definir por análise de solo e requisitos da combinação. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Compasso
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Não existe compasso doméstico universal: Definir no projeto pela combinação, solo, suporte e vigor observado. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Instalação
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Confirmar perfil, drenagem, pH, calcário, salinidade, água, histórico sanitário e vigor desejado antes de encomendar; plantar colo e união de enxertia na posição correta sem deformar raízes.
Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Manutenção
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Registar clone, garfo e lote, controlar rebentos abaixo da união, apoiar água e nutrição por medição, formar a copa para o vigor real e diagnosticar incompatibilidade ou declínio antes de replantar.
Portugal continental · fonte portuguesa direta Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Problemas e diagnóstico
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Os problemas descritos — Asfixia radicular, Risco fitossanitário na vinha ou replantação, Franqueamento da cultivar, Identidade ou compatibilidade errada — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.
Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano. - Adequação regional
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A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: Seca, calcário ativo, salinidade, fertilidade, nemátodes, vigor da casta e ciclo regional devem ser reconciliados; material vitícola depende ainda do regime e categoria aplicáveis. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.
Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.