Prancha ampelográfica do 161-49 Couderc com folha cuneiforme ondulada, pâmpano, raízes médias e videira enxertada equilibrada
Fruteira Exigente

Porta-enxerto 161-49 Couderc

Vitis riparia × Vitis berlandieri '161-49 C' · Vitaceae

Porta-enxerto de vigor moderado, boa tolerância ao calcário e seca moderada, reservado a solos leves e profundos devido ao risco de tilose, excesso de água e declínio jovem.

ExposiçãoSol pleno na vinha
ÁguaBaixa a moderada; evitar excesso primaveril
CicloVideira perene usada como sistema radicular
SoloLeve, profundo, calcário e pouco compacto
pHNeutro a calcário
EspaçoMédio conforme casta

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Cartografar o solo antes da escolha

    Pondere 161-49 C apenas quando calcário, vigor moderado e alguma seca coincidam com solo leve, profundo e sem humidade primaveril. Analise por horizonte textura, profundidade útil, drenagem, pH, calcário ativo, salinidade, matéria orgânica e nemátodes; uma amostra superficial não descreve o volume radicular.

  2. Confirmar limites e afinidade

    Tolera cerca de 25% de calcário ativo, mas é muito sensível a tilose, compactação e excesso temporário de água. Cruze ainda a casta e o clone, o ciclo, a carga pretendida e o histórico sanitário. Nenhum valor isolado de tolerância transforma uma combinação inadequada numa escolha segura.

  3. Comprar enxerto-pronto rastreável

    Encomende a viveiro autorizado plantas certificadas, homogéneas e identificadas com casta, clone e porta-enxerto. Guarde etiqueta, fatura, lote, passaporte e mapa de plantação; não retire garfos ou estacas de vinha sem estado sanitário conhecido.

  4. Instalar e formar para o vigor real

    Uniformize drenagem e estrutura antes de plantar, conserve lotes identificados e instale um talhão comparativo quando não exista experiência local. Mantenha carga baixa durante a formação e registe declínio ou engrossamento a partir dos primeiros anos. Mantenha a união de enxertia claramente acima do nível final do terreno para impedir o franqueamento da casta.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Gerir água pelo perfil, não pelo calendário

Observe humidade a várias profundidades e ajuste dotação, frequência e coberto. Evite tanto saturação prolongada como regas superficiais repetidas que concentram raízes e sais junto ao colo.

Equilibrar vigor, carga e nutrição

Registe comprimento dos pâmpanos, área foliar, vingamento, maturação e análises de pecíolo ou limbo. Corrija a causa antes de aplicar azoto, ferro, magnésio ou potássio e limite a produção em plantas jovens.

Inspecionar união e rebentos

A folha é cuneiforme, verde-escura e ondulada entre nervuras, com pelos eretos visíveis na página inferior. Remova cedo os ladrões abaixo da enxertia, sem deixar cepo, e vigie engrossamentos, fendas, necrose, raízes da casta, falhas em linha e diferenças persistentes de vigor.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Declínio jovem e falha cambialPerda marcada de vigor a partir dos primeiros anos, engrossamento anormal de tronco ou raízes, tilose e morte súbita.Mapear por lote e solo, solicitar diagnóstico especializado, excluir causas hídricas e sanitárias e não replantar automaticamente com o mesmo material.
Franqueamento da castaA união ficou enterrada e a casta emitiu raízes próprias acima do porta-enxerto, perdendo-se parte da proteção contra filoxera e do controlo de vigor.Expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação técnica numa vinha instalada e corrigir a cota, mobilização e amontoa nas novas plantações.
Identidade ou afinidade incorretaFalta documentação, aparecem falhas por lote, a união engrossa ou racha, ou o vigor e o ciclo diferem fortemente do previsto.Suspender qualquer propagação, comparar o mapa e as etiquetas, contactar o viveiro e recorrer a diagnóstico sanitário ou genético antes de substituir plantas.

Foram observados declínio de vinhas jovens e falhas de câmbio em certas condições, sobretudo meridionais; exige prudência reforçada e não deve ser escolhido apenas pelo calcário. Os valores de calcário e as classes de tolerância são referências comparativas: a resposta final depende do solo completo, da casta, do clone, do clima e da gestão.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar chuva, drenagem, acidez e vigor; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Norte interior No Norte interior, cruzar frio, seca estival, profundidade e calcário; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar humidade, fertilidade, vigor e drenagem; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Centro interior No Centro interior, cruzar seca, geada, calcário e água disponível; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calor, calcário, vigor e salinidade; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Alentejo No Alentejo, cruzar seca, calcário, salinidade e objetivo produtivo; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Algarve No Algarve, cruzar calor, salinidade, calcário e escassez de água; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, acidez, vento e asfixia radicular; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, humidade, vigor e sanidade do material; usar com prudência, apenas em perfil leve e após avaliação do risco de declínio.