Prancha ampelográfica do Kober 5BB com folha grande cuneiforme, pâmpano avermelhado, raízes vigorosas e união de enxertia
Fruteira Exigente

Porta-enxerto Kober 5BB

Vitis berlandieri × Vitis riparia '5 BB' · Vitaceae

Material muito vigoroso, tolerante ao calcário e a condições húmidas, útil onde se procura força vegetativa mas arriscado em solos férteis ou para maturação precoce.

ExposiçãoSol pleno na vinha
ÁguaModerada; adapta-se a alguma humidade
CicloVideira perene usada como sistema radicular
SoloInclui arenoso e moderadamente calcário
pHÁcido a calcário moderado
EspaçoAmplo ou copa rigorosamente controlada

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Cartografar o solo antes da escolha

    Use-o apenas quando vigor muito alto e adaptação a humidade ou calcário moderado forem vantagens concretas. Analise por horizonte textura, profundidade útil, drenagem, pH, calcário ativo, salinidade, matéria orgânica e nemátodes; uma amostra superficial não descreve o volume radicular.

  2. Confirmar limites e afinidade

    Tolera cerca de 20% de calcário ativo, mas a força vegetativa, o atraso de maturação e afinidades específicas podem superar essa vantagem. Cruze ainda a casta e o clone, o ciclo, a carga pretendida e o histórico sanitário. Nenhum valor isolado de tolerância transforma uma combinação inadequada numa escolha segura.

  3. Comprar enxerto-pronto rastreável

    Encomende a viveiro autorizado plantas certificadas, homogéneas e identificadas com casta, clone e porta-enxerto. Guarde etiqueta, fatura, lote, passaporte e mapa de plantação; não retire garfos ou estacas de vinha sem estado sanitário conhecido.

  4. Instalar e formar para o vigor real

    Garanta armação robusta, espaço suficiente e uma parcela sem fertilidade excessiva antes de plantar. Empregue coberto, carga e poda equilibrada para conter vigor; evite desfolhas tardias ou severas que exponham cachos. Mantenha a união de enxertia claramente acima do nível final do terreno para impedir o franqueamento da casta.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Gerir água pelo perfil, não pelo calendário

Observe humidade a várias profundidades e ajuste dotação, frequência e coberto. Evite tanto saturação prolongada como regas superficiais repetidas que concentram raízes e sais junto ao colo.

Equilibrar vigor, carga e nutrição

Registe comprimento dos pâmpanos, área foliar, vingamento, maturação e análises de pecíolo ou limbo. Corrija a causa antes de aplicar azoto, ferro, magnésio ou potássio e limite a produção em plantas jovens.

Inspecionar união e rebentos

As folhas adultas são grandes, macias e cuneiformes, com seio peciolar em U; os pâmpanos podem mostrar estrias vermelhas. Remova cedo os ladrões abaixo da enxertia, sem deixar cepo, e vigie engrossamentos, fendas, necrose, raízes da casta, falhas em linha e diferenças persistentes de vigor.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Vigor excessivo e maturação tardiaSebes densas, entrenós longos, lenhificação atrasada, cachos sombreados e açúcar ou compostos fenólicos abaixo do objetivo.Reduzir água e azoto apenas com base em medições, ajustar carga e coberto e rever a combinação na próxima plantação.
Franqueamento da castaA união ficou enterrada e a casta emitiu raízes próprias acima do porta-enxerto, perdendo-se parte da proteção contra filoxera e do controlo de vigor.Expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação técnica numa vinha instalada e corrigir a cota, mobilização e amontoa nas novas plantações.
Identidade ou afinidade incorretaFalta documentação, aparecem falhas por lote, a união engrossa ou racha, ou o vigor e o ciclo diferem fortemente do previsto.Suspender qualquer propagação, comparar o mapa e as etiquetas, contactar o viveiro e recorrer a diagnóstico sanitário ou genético antes de substituir plantas.

Pode atrasar a maturação, induzir alternância e produzir diferenças marcadas de diâmetro; certas combinações viróticas agravam problemas de afinidade. Os valores de calcário e as classes de tolerância são referências comparativas: a resposta final depende do solo completo, da casta, do clone, do clima e da gestão.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar chuva, drenagem, acidez e vigor; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Norte interior No Norte interior, cruzar frio, seca estival, profundidade e calcário; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar humidade, fertilidade, vigor e drenagem; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Centro interior No Centro interior, cruzar seca, geada, calcário e água disponível; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calor, calcário, vigor e salinidade; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Alentejo No Alentejo, cruzar seca, calcário, salinidade e objetivo produtivo; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Algarve No Algarve, cruzar calor, salinidade, calcário e escassez de água; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, acidez, vento e asfixia radicular; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, humidade, vigor e sanidade do material; faz mais sentido onde humidade ou pobreza limitam vigor e menos em calor fértil.