Prancha ampelográfica do Rupestris du Lot com folha pequena reniforme, muitos rebentos basais, raízes fortes, vara curta e enxertia
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Fruteira Guia de cultivo Exigente

Porta-enxerto Rupestris du Lot

Vitis rupestris 'Rupestris du Lot' · Vitaceae

Porta-enxerto Rupestris du Lot pede uma leitura próxima da planta, do clima e do terreno, em vez de uma receita automática. Porta-enxerto Rupestris du Lot corresponde aqui a Vitis rupestris 'Rupestris du Lot', uma fruteira. Seleção vigorosa de Vitis rupestris para solos pobres e pouco calcários, com seca moderada e forte tendência a rebentar de raiz, inadequada a compactação e vários nemátodes. O ciclo é descrito como videira americana perene usada como sistema radicular. Quanto à luz, a referência da ficha é sol pleno na vinha.

Quanto à água, a indicação é baixa a moderada. Quanto ao terreno, a ficha indica pobre, drenado e pouco calcário. Confere vigor alto, pode atrasar o ciclo e favorecer desavinho; a tolerância à filoxera é inferior à de muitos híbridos modernos embora ainda relevante. Os valores de calcário e as classes de tolerância são referências comparativas: a resposta final depende do solo completo, da casta, do clone, do clima e da gestão. A ficha organiza decisões, mas não transforma região ou mês em garantia. Verifique proveniência, sanidade e condições locais de Porta-enxerto Rupestris du Lot.

ExposiçãoSol pleno na vinha
ÁguaBaixa a moderada
CicloVideira americana perene usada como sistema radicular
SoloPobre, drenado e pouco calcário
pHSubácido a neutro
EspaçoAmplo devido ao vigor elevado

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Porta-enxerto Rupestris du Lot (Vitis rupestris 'Rupestris du Lot') com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Porta-enxerto Rupestris du Lot (Vitis rupestris 'Rupestris du Lot') com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Vitis rupestris Scheele

Nome publicado reconciliado
Nome publicado
Vitis rupestris 'Rupestris du Lot'
Sinónimos relevantes
Vitis rupestris 'Rupestris du Lot'

Vitis rupestris 'Rupestris du Lot' identifica um porta-enxerto ou clone horticultural, não um táxon aceite separadamente no POWO. O POWO aceita Vitis rupestris Scheele, mas não identifica separadamente a seleção cultivada Rupestris du Lot. A reconciliação fornece apenas a âncora botânica mais próxima: não autentica clone, parentagem, lote, origem, categoria, sanidade, afinidade ou desempenho agronómico.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Porta-enxerto cultivado
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Material identificado como a seleção Rupestris du Lot, ou videira enxertada sobre esse porta-enxerto, produzido ou comercializado em Portugal.
Enquadramento
O Decreto-Lei n.º 194/2006 regula a produção, o controlo, a certificação e a comercialização de materiais de propagação vegetativa de videira. A DGAV determina que todo o material comercializado seja certificado oficialmente e acompanhado pela etiqueta oficial; variedade, clone, categoria, lote, origem e garantias varietais e sanitárias devem permanecer rastreáveis.

Vitis rupestris identifica a espécie, não autentica a seleção Rupestris du Lot; etiqueta, clone ou seleção, categoria, lote, fornecedor e copa devem permanecer associados. Vigor alto, emissão intensa de ladrões, atraso do ciclo, compactação, calcário, Meloidogyne, filoxera, afinidade e sanidade limitam o uso mesmo em solo pobre.

Avaliado em 26 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Cartografar o solo antes da escolha

    Pondere Rupestris du Lot em solo pobre, sem calcário relevante, quando vigor alto e enraizamento robusto forem necessários. Analise por horizonte textura, profundidade útil, drenagem, pH, calcário ativo, salinidade, matéria orgânica e nemátodes; uma amostra superficial não descreve o volume radicular.

  2. Confirmar limites e afinidade

    Tolera cerca de 14% de calcário ativo e seca moderada, mas é sensível a compactação, M. arenaria e M. incognita. Cruze ainda a casta e o clone, o ciclo, a carga pretendida e o histórico sanitário. Nenhum valor isolado de tolerância transforma uma combinação inadequada numa escolha segura.

  3. Comprar enxerto-pronto rastreável

    Encomende a viveiro autorizado plantas certificadas, homogéneas e identificadas com casta, clone e porta-enxerto. Guarde etiqueta, fatura, lote, passaporte e mapa de plantação; não retire garfos ou estacas de vinha sem estado sanitário conhecido.

  4. Instalar e formar para o vigor real

    Prepare linha profunda e drenada, instale armação robusta e reserve capacidade de inspeção frequente da base. Controle vigor e atraso do ciclo e remova sistematicamente rebentos do porta-enxerto antes de lignificarem. Mantenha a união de enxertia claramente acima do nível final do terreno para impedir o franqueamento da casta.

Janelas nacionais de referência

Calendário

As fontes revistas não sustentam um mês nacional universal para instalar esta combinação; por isso a ficha não publica meses de transplante. A época deve ser definida no projeto pela cultura, estado do material, repouso ou atividade, previsão, risco de frio ou calor e capacidade de regar.

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Gerir água pelo perfil, não pelo calendário

Observe humidade a várias profundidades e ajuste dotação, frequência e coberto. Evite tanto saturação prolongada como regas superficiais repetidas que concentram raízes e sais junto ao colo.

Equilibrar vigor, carga e nutrição

Registe comprimento dos pâmpanos, área foliar, vingamento, maturação e análises de pecíolo ou limbo. Corrija a causa antes de aplicar azoto, ferro, magnésio ou potássio e limite a produção em plantas jovens.

Inspecionar união e rebentos

A folha é pequena a média e reniforme; a forte emissão de ladrões é característica operacional importante. Remova cedo os ladrões abaixo da enxertia, sem deixar cepo, e vigie engrossamentos, fendas, necrose, raízes da casta, falhas em linha e diferenças persistentes de vigor.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Ladrões e vigor excessivoMúltiplos rebentos abaixo da enxertia, copa densa, maturação tardia e competição direta entre porta-enxerto e casta.Remover rebentos rente à origem várias vezes por campanha, equilibrar água e azoto e não ferir o tronco com operações mecânicas.
Franqueamento da castaA união ficou enterrada e a casta emitiu raízes próprias acima do porta-enxerto, perdendo-se parte da proteção contra filoxera e do controlo de vigor.Expor a união sem ferir raízes estruturais, pedir avaliação técnica numa vinha instalada e corrigir a cota, mobilização e amontoa nas novas plantações.
Identidade ou afinidade incorretaFalta documentação, aparecem falhas por lote, a união engrossa ou racha, ou o vigor e o ciclo diferem fortemente do previsto.Suspender qualquer propagação, comparar o mapa e as etiquetas, contactar o viveiro e recorrer a diagnóstico sanitário ou genético antes de substituir plantas.

Confere vigor alto, pode atrasar o ciclo e favorecer desavinho; a tolerância à filoxera é inferior à de muitos híbridos modernos embora ainda relevante. Os valores de calcário e as classes de tolerância são referências comparativas: a resposta final depende do solo completo, da casta, do clone, do clima e da gestão.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, cruzar chuva, drenagem, acidez e vigor; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Norte interior No Norte interior, cruzar frio, seca estival, profundidade e calcário; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Centro litoral No Centro litoral, cruzar humidade, fertilidade, vigor e drenagem; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Centro interior No Centro interior, cruzar seca, geada, calcário e água disponível; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, cruzar calor, calcário, vigor e salinidade; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Alentejo No Alentejo, cruzar seca, calcário, salinidade e objetivo produtivo; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Algarve No Algarve, cruzar calor, salinidade, calcário e escassez de água; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Açores Nos Açores, cruzar chuva, acidez, vento e asfixia radicular; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.
Madeira Na Madeira, cruzar altitude, humidade, vigor e sanidade do material; só é opção em solo pobre, pouco calcário e não compacto, aceitando muitos ladrões.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Comprar a combinação completa e rastreável indicada na ficha para Porta-enxerto Rupestris du Lot: porta-enxerto e copa, categoria aplicável, fornecedor e lote ou referência; etiqueta oficial e passaporte fitossanitário cumprem funções distintas e não provam desempenho.

Portugal · fonte portuguesa direta Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Calendário

As fontes revistas não sustentam um mês nacional universal para instalar esta combinação; por isso a ficha não publica meses de transplante. A época deve ser definida no projeto pela cultura, estado do material, repouso ou atividade, previsão, risco de frio ou calor e capacidade de regar.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Exposição e temperatura

A referência da ficha é «Sol pleno na vinha», mas o porta-enxerto não corrige uma copa incompatível com o clima. Exposição, frio, calor, vento, altitude e fenologia da combinação têm de ser avaliados na parcela.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Água e rega

A referência comparativa é «Baixa a moderada». Não há dose nacional transferível: analisar água e solo e dimensionar rega pela cultura, fase, profundidade explorável, drenagem, precipitação, evapotranspiração e salinidade.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Solo e drenagem

O limite publicado é «Pobre, drenado e pouco calcário». A seleção exige perfil e análise da parcela, incluindo textura, profundidade, drenagem, compactação, calcário, sais, histórico de replantação e organismos do solo relevantes.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
pH

A ficha mantém o pH como decisão analítica — «Subácido a neutro» — porque as referências comparativas não justificam uma correção universal para a combinação. Medir solo e água antes de escolher material ou aplicar corretivo.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Compasso

A ficha não inventa um compasso: «Amplo devido ao vigor elevado». Dimensionar pelo vigor conjunto de copa e porta-enxerto, fertilidade, água, sistema de condução, suporte, mecanização, orientação e experiência local.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Instalação

Instalar apenas material rastreável e são, com a combinação confirmada; preparar drenagem e suporte, manter a união visível e à cota definida no projeto e impedir que a copa enraíze acima do porta-enxerto.

Portugal · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Manutenção

Conservar etiqueta e mapa, medir água e nutrição, ajustar carga e estrutura ao vigor observado, manter tutor ou treliça quando necessário e remover apenas rebentos acessíveis abaixo da união com ferramenta limpa, sem ferir a enxertia.

General · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Problemas e diagnóstico

A vigilância cobre os problemas declarados — Ladrões e vigor excessivo; Franqueamento da casta; Identidade ou afinidade incorreta. Sintomas na união, raízes ou copa exigem isolamento, registos e diagnóstico; não mover nem propagar material suspeito e contactar a DGAV quando houver risco fitossanitário.

Portugal · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Adequação regional

A aptidão regional permanece condicional: cruzar as normais IPMA com «Sol pleno na vinha», água «Baixa a moderada», solo «Pobre, drenado e pouco calcário», copa, sanidade e análise da parcela. A pontuação regional é triagem, não ensaio português da combinação.

Portugal · síntese editorial Limite: Evidência de campo revista para esta ficha. A síntese não autentica material, não substitui análise de solo e água, diagnóstico, previsão, ensaio parcelar ou aconselhamento técnico e não converte uma comparação estrangeira em garantia para Portugal.
Contrato de cultivo revisto em 28 de julho de 2026.