Prancha ampelográfica da Ramisco com folha lobada, cacho cónico de bagos azul-negros, sarmento lenhoso, gavinha e bago em corte com grainhas
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Fruteira Exigente

Videira Ramisco

Vitis vinifera 'Ramisco' · Vitaceae

Casta tinta tradicional da DOP Colares, associada às vinhas em chão de areia entre a Serra de Sintra e o Atlântico, onde solo, brisa marítima e condução condicionam mais do que uma classificação regional genérica.

ExposiçãoSol pleno, linha ventilada e abrigo compatível com a humidade marítima
ÁguaModerada no estabelecimento; ajustar depois ao solo, porta-enxerto e carga
CicloVideira caducifólia enxertada
SoloA DOP referencia chão de areia; fora dele analisar textura, profundidade e drenagem antes de escolher porta-enxerto
pH5,5–8,0 conforme porta-enxerto e análise de solo
Espaço1–1,5 m na linha doméstica, com estrutura durável

Taxonomia verificada

Vitis vinifera L.

Nome publicado reconciliado
Nome publicado
Vitis vinifera 'Ramisco'
Sinónimos relevantes
Vitis vinifera 'Ramisco'

Vitis vinifera 'Ramisco' identifica uma cultivar ou casta propagada vegetativamente, não um táxon aceite separadamente no POWO. O POWO aceita Vitis vinifera L. como espécie; esta âncora botânica não autentica cultivar, clone, origem, denominação protegida, lote, sanidade, porta-enxerto nem desempenho agronómico.

Verificado em 25 de julho de 2026.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Comprar o clone certo

    Comprar Ramisco certificado e identificado, com clone ou material policlonal, porta-enxerto e passaporte/etiqueta registados; não propagar estacas de origem sanitária desconhecida. Exija nome completo, categoria, fornecedor e passaporte ou etiqueta aplicável. Semente, caroço ou grainha não conserva fielmente esta variedade.

  2. Compatibilizar local e porta-enxerto

    No território Colares, confirmar se a parcela corresponde ao chão de areia e à área efetivamente delimitada; fora dela, começar por um ensaio pequeno e medir maturação, vento, humidade e pressão de doença antes de ampliar. Escolha o porta-enxerto depois de conhecer textura, calcário, drenagem, vigor desejado e riscos sanitários do solo.

  3. Plantar sem enterrar a enxertia

    Instale durante o repouso ou na janela indicada, abra uma cova mais larga que o torrão e deixe a união de enxertia claramente acima do solo. Regue para assentar, coloque tutor sem estrangular e identifique planta, clone e porta-enxerto.

  4. Formar antes de carregar

    Conduzir numa estrutura que permita circulação de ar e suporte o sarmento sem ferir; ajustar poda e carga ao vigor observado, sem abrir demasiado os cachos ao escaldão. Nos primeiros anos privilegie raízes e estrutura; ajuste a carga para não atrasar a formação nem criar alternância precoce.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Polinização e vingamento

É normalmente autopolinizável, mas frio, chuva, vento forte ou excesso de vigor na floração podem reduzir o vingamento; observar a planta antes de corrigir a carga.

Água e nutrição medidas

Baseie correções em análise de solo e, quando justificável, foliar. Regue profundamente na zona radicular, evite azoto excessivo e mantenha cobertura que não toque no tronco.

Poda, registos e colheita

Amostre cachos de posições diferentes e vindime por maturação, sanidade e objetivo de uso; a cor escura não substitui avaliação de açúcar, acidez, grainha e estado do cacho. Registe floração, tratamentos, produtividade e qualidade; desinfete ferramentas quando houver suspeita de doença e nunca distribua garfos ou estacas de plantas sem estado sanitário conhecido.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Míldio e podridão do cachoManchas translúcidas nas folhas, esporulação clara no verso ou bagos castanhos e frágeis em cachos pouco ventilados.Acompanhar precipitação e estados fenológicos, manter a copa arejada, remover focos quando possível e seguir avisos fitossanitários e meios de proteção autorizados.
Rebentos do porta-enxerto ou incompatibilidadeLadrões surgem abaixo da enxertia, a união engrossa de forma anormal, há fraco vigor ou quebra no ponto de enxertia.Remover ladrões rente à origem, confirmar identidade de ambas as partes e pedir avaliação do viveirista ou técnico quando a união for instável.
Perda de identidade clonalFalta etiqueta ou frutos, folhas, cachos, época e porte não coincidem com o material comprado.Não renomear por semelhança nem propagar; conservar registos, fotografar descritores e confirmar com fornecedor, coleção de referência ou análise apropriada.

Ramisco identifica uma casta, não um vinho nem um direito automático a usar a DOP Colares. A ligação territorial é estreita e não autoriza extrapolar desempenho para todo o concelho de Sintra ou para outras areias costeiras.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral No Norte litoral, considerar chuva, vento e pressão de fungos; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Norte interior No Norte interior, considerar geada, amplitude térmica e verão útil; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Centro litoral No Centro litoral, considerar humidade marítima e ventilação; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Centro interior No Centro interior, considerar geada tardia e défice hídrico; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Lisboa e Vale do Tejo Em Lisboa e Vale do Tejo, considerar calor, vento e disponibilidade de água; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Alentejo No Alentejo, considerar calor extremo, seca e escaldão; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Algarve No Algarve, considerar inverno pouco frio, salinidade e calor precoce; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Açores Nos Açores, considerar vento, chuva e baixa acumulação de calor; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.
Madeira Na Madeira, considerar altitude, exposição e pressão de doenças; a DOP Colares é a referência territorial; fora dela ensaiar apenas com identidade, solo, ventilação e maturação verificados.