Prancha de Robinia pseudoacacia com casca profundamente fissurada, folha imparipinada, cachos brancos, vagens, espinhos estipulares e rebentos de raiz
Árvore Exigente

Robínia — não plantar

Robinia pseudoacacia · Fabaceae

Árvore invasora de flores brancas, folhas imparipinadas e casca sulcada, capaz de criar colónias por rebentos de raiz; cortar sem plano agrava a expansão.

ExposiçãoNão aplicável: não plantar
ÁguaNão aplicável: não cultivar
CicloÁrvore caducifólia invasora com rebentação de raiz e cepa
SoloColoniza taludes, bermas, clareiras, margens fluviais e terrenos perturbados
pHAmplo; não usar como critério de cultivo
EspaçoNão plantar

Taxonomia verificada

Robinia pseudoacacia L.

Nome aceite
Nome publicado
Robinia pseudoacacia
Sinónimos relevantes
Robinia acacia

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Não plantar

Exótica invasora
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Portugal, incluindo as regiões autónomas nos termos do diploma e sem prejuízo de adaptações regionais; confirmar a autoridade e o plano local antes de intervir.
Enquadramento
Robinia pseudoacacia consta do anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019; os artigos 16.º e 19.º interditam, entre outros atos, detenção, cultivo, comércio, uso ornamental, introdução na natureza e repovoamento.

Não comprar, propagar ou instalar. Focos existentes exigem identificação confirmada, contenção de propágulos, método adequado ao local e monitorização repetida.

Avaliado em 24 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Prevenir antes de intervir

Não plantar e controlar

  1. Confirmar os caracteres

    Procure casca profundamente sulcada, folha imparipinada, cachos pendentes de flores brancas, vagens achatadas e um par de espinhos estipulares nos rebentos.

  2. Mapear para lá da copa

    Registe troncos, cepos e rebentos num raio amplo, pois raízes horizontais podem ligar indivíduos aparentemente separados.

  3. Evitar corte estimulante

    Não abata ou danifique sem método para a cepa e as raízes; corte isolado costuma provocar muitos rebentos vigorosos.

  4. Conter e acompanhar

    Impeça frutificação e transporte de raiz ou solo, recupere o coberto e elimine novos rebentos durante vários anos.

Depois da intervenção

Vigilância continuada

Priorizar satélites

Remova primeiro árvores jovens e focos externos antes que se liguem à colónia principal ou comecem a produzir semente.

Inspecionar após dano

Obras, fogo, corte e tempestade podem desencadear rebentação; programe visitas adicionais depois de cada perturbação.

Restaurar sem fertilizar

A robínia fixa azoto e altera o solo; use espécies autóctones adequadas e acompanhe a resposta da vegetação, sem adubação cega.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos e falhas de controlo

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Explosão de rebentosDezenas de caules surgem na cepa e ao longo de raízes após corte ou dano.Parar cortes repetidos, delimitar a rede e aplicar método técnico com monitorização plurianual.
Árvore instávelTronco inclinado, cavidade, raiz exposta ou ramos partidos ameaçam pessoas e bens.Isolar a zona e chamar arborista; integrar segurança imediata com o plano de controlo da colónia.
Dispersão pela obraRaízes, terra ou ramos com vagens seguem em máquinas e cargas.Suspender o transporte, limpar equipamento no foco e definir destino autorizado para o material.

Flores vistosas e crescimento rápido não justificam cultivo. Se um plano competente incluir controlo químico, a escolha e aplicação pertencem a operadores habilitados com produto autorizado pela DGAV; esta ficha não prescreve herbicidas.

Contexto português

Prioridade em todas as regiões

Norte litoral Vigiar vales, taludes e margens; procurar rebentos muitos metros além do tronco principal.
Norte interior Tolera frio e seca; mapear colónias completas antes de cortar qualquer árvore adulta.
Centro litoral Corredores viários e ripários facilitam expansão; impedir solo nu e rebentação pós-obra.
Centro interior Focos em encostas e bermas exigem seguimento largo e repetido do sistema radicular.
Lisboa e Vale do Tejo Parques, linhas férreas e margens podem alimentar novos focos; coordenar gestores contíguos.
Alentejo Mesmo em zonas secas ocupa locais perturbados e frescos; não usar para sombra ou fixação.
Algarve Conter focos localizados antes de criarem redes radiculares e sementes em corredores húmidos.
Açores Não transportar semente, raiz ou plantas entre ilhas; comunicar ocorrências à autoridade regional.
Madeira Não transportar semente, raiz ou plantas entre ilhas; seguir o plano regional para focos existentes.