Prancha botânica de Cistus salviifolius com arbusto baixo, folhas opostas enrugadas semelhantes às de salva, flores brancas de cinco pétalas com centro amarelo, sépalas e cápsulas
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Sebe Guia de cultivo Fácil

Sargaço-mouro

Cistus salviifolius · Cistaceae

Sargaço-mouro, nome comum de Cistus salviifolius, apresenta um crescimento lenhoso e ramificado que define o seu porte. Para Cistus salviifolius, a ficha associa luz solar direta e água contida, sem excessos persistentes. O solo indicado para Cistus salviifolius é um solo com escoamento fácil.

Sargaço-mouro deve manter uma identidade verificável, uma origem conhecida e um historial sanitário claro. Para Cistus salviifolius, as referências quantitativas não substituem a observação das condições locais. O espaço disponível é confrontado com o porte e a resistência dos suportes. Se Cistus salviifolius apresentar sintomas, o material não circula antes de avaliação fitossanitária.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaMuito baixa após instalação
CicloCaméfito a fanerófito perenifólio
SoloÁcido, pobre, arenoso ou pedregoso e drenado
pH4,5–7,2
Espaço0,9–1,5 m

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Sargaço-mouro (Cistus salviifolius) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Sargaço-mouro (Cistus salviifolius) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Cistus salviifolius L.

Nome aceite
Nome publicado
Cistus salviifolius
Sinónimos relevantes
Ledonia peduncularis var. salviifolia

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Autóctone continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Montados, sobreirais e matos abertos continentais, sobretudo em substratos ácidos ou descarbonatados; confirmar solo, fogo e proveniência.
Enquadramento
Flora-On documenta ocorrência autóctone em Portugal continental. Esta avaliação não infere proteção legal específica nem ausência de restrições; recolha, propagação, intervenção em habitat, área protegida ou domínio público exigem verificação própria.

Usar semente ou planta rastreada em restauro compatível, manter mosaico e proveniência local e não transformar uma ocorrência autóctone numa recomendação automática para qualquer parcela.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar folha e cálice

    Use folha rugosa, flores brancas, sépalas e fruto; podem existir híbridos com Cistus populifolius.

  2. Semear com tratamento documentado

    Use semente de viveiro e protocolo térmico controlado; não aplique fogo no terreno para germinar.

  3. Plantar jovem

    No outono, instale sem composto, com colo alto e torrão intacto.

  4. Criar mosaico aberto

    Combine manchas de sargaço, clareiras e outras espécies, evitando monocultura contínua.

Janelas nacionais de referência

Calendário

Propagar e instalar apenas na janela indicada pela referência da espécie, ajustada ao estado da planta, geada, calor, chuva, humidade do solo e capacidade de acompanhar o enraizamento.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar apenas no arranque

Faça regas profundas e raras no primeiro verão, suspendendo após estabelecimento.

Desbastar depois do fruto

Retire poucos ramos inteiros; não transforme a planta em bola geométrica.

Identificar antes de intervir

Se surgir uma planta desconhecida junto da base, identifique-a antes de arrancar ou aplicar qualquer produto.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Híbrido não reconhecidoFolhas e flores intermédias com Cistus populifolius.Não colher semente para lote puro até revisão.
PodridãoRamos morrem a partir da base em solo húmido.Suspender rega e melhorar drenagem sem revolver toda a mancha.
Mato contínuoCopas ligadas até edifício ou estrada.Abrir descontinuidades em rotação, preservando parte do habitat.

Não arrancar organismos associados nem aplicar produtos sem identificação e diagnóstico.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Sargaço-mouro: confirmar drenagem, circulação de ar e duração do molhamento num clima atlântico mais húmido. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Norte interior Sargaço-mouro: ajustar instalação a geadas, altitude e verão seco, sem assumir que a mesma data serve vales e planaltos. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Centro litoral Sargaço-mouro: avaliar humidade, vento costeiro, exposição e água da parcela antes de escolher a época. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Centro interior Sargaço-mouro: compatibilizar geada tardia, calor estival, solo e disponibilidade de rega. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Lisboa e Vale do Tejo Sargaço-mouro: escolher exposição e rega para uma estação longa, verificando calor refletido e drenagem. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Alentejo Sargaço-mouro: a decisão depende de água, sombra ou sol da espécie, calor extremo e capacidade de drenagem. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Algarve Sargaço-mouro: ajustar a época para evitar o pico de calor e verificar salinidade, vento e qualidade da água. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Açores Sargaço-mouro: confirmar por ilha e cota o vento, a humidade persistente, a insolação e a drenagem. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.
Madeira Sargaço-mouro: confirmar altitude, vertente, vento, calor e água; litoral e cotas altas não são equivalentes. É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

Usar Cistus salviifolius taxonomicamente identificado e de fornecedor ou planta-mãe rastreável. Usar material propagado e identificado, sem retirar plantas ou sementes de matos e sem misturar proveniências em restauro. Uma fotografia, nome comum ou ocorrência espontânea não autentica material de plantação.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Calendário

Propagar e instalar apenas na janela indicada pela referência da espécie, ajustada ao estado da planta, geada, calor, chuva, humidade do solo e capacidade de acompanhar o enraizamento.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Exposição e temperatura

A cultura exige «Sol pleno». É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local. A soma térmica, variedade, altitude e previsão da campanha devem confirmar a decisão.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Água e rega

A necessidade publicada na ficha é «Muito baixa após instalação». A água deve seguir fase fenológica, reserva do solo, precipitação, evapotranspiração e potencial real, sem dose regional fixa.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Solo e drenagem

A referência é «Ácido, pobre, arenoso ou pedregoso e drenado». O guia exige conhecer perfil, textura, drenagem, compactação, infestantes e histórico, e o INIAV exige análise antes de corrigir ou fertilizar.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
pH

O valor não deve ser copiado de outra cultura: 4,5–7,2. Confirmar a faixa publicada no manual INIAV e a análise da parcela antes de aplicar corretivo.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Compasso

Não existe compasso doméstico universal: 0,9–1,5 m. Calcular sementes viáveis, população-alvo, entrelinha, germinação e perdas para a variedade, equipamento e destino.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Instalação

Confirmar espaço adulto, exposição, drenagem e solo antes de plantar; preservar raízes e colo, regar o volume radicular e manter etiqueta e origem durante o estabelecimento.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Manutenção

Ajustar água pela humidade real, conservar o solo permeável, podar ou dividir apenas segundo o ciclo da espécie e diagnosticar sintomas antes de qualquer tratamento ou substituição.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Problemas e diagnóstico

Os problemas descritos — Híbrido não reconhecido, Podridão, Mato contínuo — requerem observação e diagnóstico. Rotação, semente sã, população equilibrada e gestão de resíduos precedem qualquer produto autorizado.

Portugal continental · síntese editorial Limite: Orientação para cultivo em solo e pequena escala; ajuste a cultivar, finalidade, sistema protegido ou ao ar livre, análise da parcela e condições do ano.
Adequação regional

A triagem cruza normais IPMA com exposição, água, solo e este limite: É mediterrânico e de solo drenado, mas frio, chuva, acidez, fogo, proveniência e água de instalação exigem decisão local. Não substitui variedade, histórico, análise, previsão ou ensaio na parcela.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese para planeamento regional; confirme altitude, microclima, exposição, solo, água, cultivar e previsão antes de decidir na parcela.
Contrato de cultivo revisto em 27 de julho de 2026.