Prancha botânica de taro com folhas peltadas em coração, pecíolos, espata e espádice, cormo em corte, cormilhos e raízes
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Hortícola Não plantar

Taro

Colocasia esculenta · Araceae

Não se planta Taro em Portugal continental. Os restantes territórios têm enquadramento próprio, que esta página não infere. O reconhecimento exige reunir vários caracteres de Colocasia esculenta, sem decidir a espécie por uma fotografia isolada. Estes sinais ajudam a documentar uma suspeita, mas não confirmam sozinhos a espécie.

Perante uma suspeita de Taro, não toque, prove, corte ou recolha a planta. Afaste pessoas e animais, porque os perigos assinalados não podem ser excluídos à distância. Numa ocorrência atribuída a Colocasia esculenta, não desloque partes da planta, solo ou máquinas contaminadas, nem improvise queima, trituração ou compostagem. Não intervenha sem confirmação e orientação atual da autoridade competente.

Nome científicoColocasia esculenta
FamíliaAraceae
Categoria editorialHortícola
Identidade taxonómicaNome aceite: Colocasia esculenta
Ocorrência / estatutoExótica invasora
Orientação da fichaNão plantar — prevenção e controlo

Top 300 em Portugal · posição 112

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Taro (Colocasia esculenta) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Taro (Colocasia esculenta) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Colocasia esculenta (L.) Schott

Nome aceite
Nome publicado
Colocasia esculenta
Sinónimos relevantes
Arum esculentum · Caladium esculentum · Leucocasia esculenta

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Não plantar

Exótica invasora
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Portugal continental. Nos termos do artigo 28.º, confirme a autoridade competente e o plano territorial antes de intervir; os regimes autónomos são avaliados separadamente.
Enquadramento
Colocasia esculenta consta do anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019. Nos termos dos artigos 16.º e 19.º, são interditos, designadamente, a introdução na natureza, o repovoamento, a detenção, cedência, compra, venda, oferta de venda, transporte, cultivo, criação e utilização ornamental.

A tradição alimentar noutros territórios e a identificação taxonómica não anulam a proibição no continente. Cormos e fragmentos podem propagar a planta, e outras Araceae semelhantes tornam necessária confirmação antes de intervir; material removido de controlo não deve entrar na cadeia alimentar ou no composto doméstico.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Prevenir antes de intervir

Não plantar e controlar

  1. Não adquirir nem deslocar

    Não compre, aceite, venda, troque, transporte ou plante qualquer Colocasia esculenta, cormo ou cormilho.

  2. Confirmar antes de tocar

    Fotografe a planta e o local sem retirar fragmentos; outras Araceae podem ser semelhantes e exigem identificação competente.

  3. Isolar o foco

    Não altere drenos, margens ou fluxos. Impeça corte, escavação, pastoreio e circulação que dispersem seiva, cormos, solo ou água, sobretudo junto de drenagens.

  4. Pedir plano oficial

    Contacte ICNF ou a autoridade regional competente e execute apenas contenção, método, destino e monitorização expressamente aprovados para o foco.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma espécie com recomendação de não plantar.

Nenhum mês é apresentado como janela de sementeira ou plantação. O momento de controlo, transporte ou destino de resíduos depende da espécie, do território e das instruções atuais da autoridade competente.

Depois da intervenção

Vigilância continuada

Conter sem fragmentar

Não roçar, triturar, compostar ou escavar por iniciativa própria; fragmentos e cormilhos podem perpetuar o foco.

Proteger a água

Não altere drenos, margens, valas ou fluxos. Mantenha a contenção apenas como aprovada pela autoridade, sem criar nova dispersão.

Monitorizar após controlo

Registe área, método e datas e procure rebentos durante o período indicado pela autoridade, repetindo apenas o plano autorizado.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos e falhas de controlo

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Dispersão vegetativaNovos rebentos surgem a jusante, em terra movida ou depois de corte e escavação.Suspender trabalhos, conter o movimento e informar a autoridade para rever o plano.
Identidade duvidosaAroide de folha peltada sem origem ou identificação documental segura.Não mover, plantar ou consumir; obter confirmação especializada no local.
Contacto irritanteArdor de boca, pele ou olhos após contacto com seiva ou tecido cru.Interromper a exposição, enxaguar e contactar o CIAV; ligar 112 ou procurar veterinário conforme a gravidade, sintomas ou exposição de animal. Não provocar vómito nem consumir.

A tradição alimentar noutros países não derroga a proibição no continente. Não consuma material de um foco de controlo e não use a cozedura como justificação para adquirir, cultivar ou transportar a espécie.

Contexto português

Prioridade em todas as regiões

Norte litoral Não plantar Não plantar: a proibição no continente aplica-se; isole focos e impeça a chegada de fragmentos a valas e linhas de água.
Norte interior Não plantar Não plantar: frio não elimina a obrigação legal nem garante morte de todos os cormos ou cormilhos.
Centro litoral Não plantar Não plantar: contenha solo, água e propágulos e peça orientação antes de intervir num foco.
Centro interior Não plantar Não plantar: não transporte cormos, cormilhos ou terra para outro terreno ou centro de resíduos sem instrução.
Lisboa e Vale do Tejo Não plantar Não plantar: cultivo alimentar, ornamental ou em vaso continua abrangido pelas proibições nacionais.
Alentejo Não plantar Não plantar: seca aparente ou confinamento agrícola não autorizam detenção, propagação ou cedência.
Algarve Não plantar Não plantar: clima favorável aumenta o risco de persistência e dispersão para sistemas húmidos.
Açores Não plantar Não plantar: regime regional não avaliado; confirmar a autoridade regional competente antes de qualquer intervenção.
Madeira Não plantar Não plantar: regime regional não avaliado; confirmar a autoridade regional competente antes de qualquer intervenção.