Prancha botânica de Teucrium algarbiense com subarbusto baixo, caules pilosos, folhas pequenas em verticilos de três e flores brancas labiadas
Aromática Média

Teúcrio-algarvio

Teucrium algarbiense · Lamiaceae

Subarbusto ibérico de clareiras quentes e secas, frequente no sul português em areias, xistos e calcários descarbonatados.

ExposiçãoSol pleno
ÁguaBaixa
CicloCaméfito aromático
SoloSeco, pedregoso, arenoso, xistoso ou calcário descarbonatado
pH5,5–8,0
Espaço0,5–0,9 m fora de habitat sensível

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar verticilos

    As folhas em grupos de três e o tipo de pelos ajudam a separar T. haenseleri.

  2. Usar viveiro rastreado

    Não retire estacas de populações naturais; exija identificação e proveniência.

  3. Escolher solo pobre

    Evite composto, retenção de água e proximidade de relvado.

  4. Plantar no outono

    Instale pequeno, ao nível do colo e com manta mineral pouco espessa.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar apenas no arranque

Faça regas profundas e espaçadas no primeiro verão, suspendendo depois.

Podar ligeiramente

Reduza algumas pontas após a floração sem cortar toda a madeira velha.

Conservar flores

Evite colheita ou poda simultânea para manter recursos dos polinizadores.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Excesso de águaMurcha com solo húmido e base escura.Suspender rega e melhorar drenagem.
Espécie confundidaFolhas opostas em pares e pelos rígidos patentes.Rever a identificação antes de propagar.
Solo ricoRamos moles, abertos e pouco aromáticos.Não adubar; substituir por local mais pobre e solarengo.

Endemismo ibérico. A ficha não recomenda recolha culinária; a identidade deve ser confirmada antes de qualquer uso.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Só considerar onde a ocorrência e a geologia calcária estejam documentadas; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica.
Norte interior Geralmente fora da distribuição e do clima adequado; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica e não translocar material.
Centro litoral Pode corresponder a núcleos calcários do Centro-Oeste; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica à escala da população.
Centro interior Distribuição muito localizada ou ausente no interior; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica antes de qualquer intervenção.
Lisboa e Vale do Tejo Região-chave para Arrábida, Sintra e maciços calcários próximos; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica.
Alentejo Alguns táxones chegam ao litoral alentejano, mas não são intercambiáveis entre populações; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica.
Algarve Região-chave para Barrocal e litoral algarvio; confirmar as folhas, o substrato e a origem ibérica e o micro-habitat.
Açores Não introduzir flora continental nos Açores; usar apenas referências e material insulares.
Madeira Não introduzir flora continental na Madeira; usar apenas referências e material insulares.