Manter solo florestal
Conserve manta de folhas, microrganismos e porosidade; não instale relva intensiva nem mobilize sob a copa.
Ocotea foetens · Lauraceae
O til-da-Madeira é uma das grandes árvores da laurissilva, capaz de ganhar porte monumental sob a humidade constante do clima oceânico. A sua presença ajuda a dar corpo à floresta nativa e à paisagem verde dos vales madeirenses.
Esta é, antes de tudo, uma planta de conservação. Frutos e plântulas não devem ser retirados da floresta; qualquer plantação ecológica, reforço ou translocação exige proveniência adequada, espaço para a árvore adulta e enquadramento prévio do IFCN.
Prancha complementar do catálogo
Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.
Taxonomia verificada
O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.
Verificado em 27 de julho de 2026.Avaliação territorial 1 de 2
É uma árvore macaronésica característica da laurissilva, não um endemismo exclusivo da Madeira. Não recolha frutos ou plântulas; restauro, reforço e translocação exigem material genético apropriado e plano do IFCN.
Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.Avaliação territorial 2 de 2
A espécie exige clima oceânico húmido e grande espaço e não é material de restauro continental. Não liberte descendência, não transporte solo florestal e não use exemplares ornamentais para intervenções ecológicas.
Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.Antes de qualquer intervenção
Para restauro ou reforço use exclusivamente planta produzida por estrutura autorizada e plano do IFCN; jardim exige origem legal e espaço real.
Reserve distância a edifícios, vias e redes e preserve área radicular ampla, fresca e não compactada.
No período húmido, abra cova larga e rasa, corrija raízes deformadas e mantenha o colo ao nível natural.
Use abrigo lateral, tutor baixo e proteção contra herbivoria sem vedar a ventilação nem estrangular o tronco.
Limite editorial explícito
Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.
A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.
Proteção sem intervenção autónoma
Conserve manta de folhas, microrganismos e porosidade; não instale relva intensiva nem mobilize sob a copa.
Regue profundamente nos primeiros verões anormalmente secos, alargando a zona molhada à projeção da copa.
Árvore de grande porte junto de pessoas exige avaliação arborícola, não podas preventivas severas.
Diagnóstico antes de tratar
| Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
|---|---|---|
| Solo seco ou compacto | Folhas pequenas, copa rala e crescimento terminal curto. | Excluir tráfego, recuperar cobertura e verificar se o sítio pode sustentar a árvore a longo prazo. |
| Raiz deformada | Inclinação, pouca ancoragem e raízes circulares visíveis no colo. | Não plantar exemplares grandes enovelados; corrigir apenas enquanto jovens. |
| Poda mutilante | Cepos grandes, rebentos epicórmicos e cavidades. | Parar cortes indiscriminados e obter diagnóstico arborícola. |
As partes cortadas podem libertar odor forte. Nunca recolha frutos ou plântulas na laurissilva; a conservação genética é gerida por instituições competentes.
Contexto português