Prancha botânica de Ocotea foetens com grande árvore de laurissilva, folhas perenes lustrosas, pequenas flores, drupas escuras em cúpula e tronco rugoso
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Árvore Conservação

Til-da-Madeira

Ocotea foetens · Lauraceae

O til-da-Madeira é uma das grandes árvores da laurissilva, capaz de ganhar porte monumental sob a humidade constante do clima oceânico. A sua presença ajuda a dar corpo à floresta nativa e à paisagem verde dos vales madeirenses.

Esta é, antes de tudo, uma planta de conservação. Frutos e plântulas não devem ser retirados da floresta; qualquer plantação ecológica, reforço ou translocação exige proveniência adequada, espaço para a árvore adulta e enquadramento prévio do IFCN.

Nome científicoOcotea foetens
FamíliaLauraceae
Categoria editorialÁrvore
Identidade taxonómicaNome aceite: Ocotea foetens
Ocorrência / estatutoAutóctone da Madeira · Exótica
Orientação da fichaApenas conservação — sem intervenção autónoma

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Til-da-Madeira (Ocotea foetens) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Til-da-Madeira (Ocotea foetens) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Ocotea foetens (Aiton) Baill.

Nome aceite
Nome publicado
Ocotea foetens
Sinónimos relevantes
Mespilodaphne foetens · Laurus foetens · Oreodaphne foetens

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 27 de julho de 2026.

Avaliação territorial 1 de 2

Apenas conservação

Autóctone da Madeira
Jurisdição
Região Autónoma da Madeira
Âmbito
Madeira; conservação da laurissilva e plantação apenas com proveniência adequada, espaço para o porte adulto e enquadramento prévio de qualquer intervenção ecológica.
Enquadramento
As fontes botânicas identificam Ocotea foetens como espécie autóctone da Madeira e o IFCN documenta o seu contexto ecológico regional. Esse estatuto não prova, por si só, uma proibição geral de cultivo, mas também não autoriza recolha silvestre, translocação, reforço populacional ou restauro; área, população, propriedade e finalidade devem ser confirmadas previamente com o IFCN.

É uma árvore macaronésica característica da laurissilva, não um endemismo exclusivo da Madeira. Não recolha frutos ou plântulas; restauro, reforço e translocação exigem material genético apropriado e plano do IFCN.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Avaliação territorial 2 de 2

Intervenção condicionada

Exótica
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Portugal continental; coleção arbórea ex situ muito especializada, com origem legal, identidade, fornecedor, lote, espaço adulto e destino de frutos e plântulas documentados.
Enquadramento
As fontes usadas nesta ficha documentam o contexto madeirense de Ocotea foetens; não foram verificadas nesta revisão uma ocorrência natural continental nem uma avaliação nacional de aptidão para cultivo. Qualquer material mantido fora da Madeira é ex situ e não prova naturalidade local; esta ficha não autoriza recolha na Madeira, libertação, naturalização, restauro continental ou descarte de material vivo no meio natural.

A espécie exige clima oceânico húmido e grande espaço e não é material de restauro continental. Não liberte descendência, não transporte solo florestal e não use exemplares ornamentais para intervenções ecológicas.

Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Antes de qualquer intervenção

Identificação, conservação e limites

  1. Confirmar finalidade e licença

    Para restauro ou reforço use exclusivamente planta produzida por estrutura autorizada e plano do IFCN; jardim exige origem legal e espaço real.

  2. Mapear o porte adulto

    Reserve distância a edifícios, vias e redes e preserve área radicular ampla, fresca e não compactada.

  3. Plantar árvore jovem

    No período húmido, abra cova larga e rasa, corrija raízes deformadas e mantenha o colo ao nível natural.

  4. Criar proteção temporária

    Use abrigo lateral, tutor baixo e proteção contra herbivoria sem vedar a ventilação nem estrangular o tronco.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.

A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.

Proteção sem intervenção autónoma

Verificações de conservação

Manter solo florestal

Conserve manta de folhas, microrganismos e porosidade; não instale relva intensiva nem mobilize sob a copa.

Regar durante instalação

Regue profundamente nos primeiros verões anormalmente secos, alargando a zona molhada à projeção da copa.

Inspecionar com competência

Árvore de grande porte junto de pessoas exige avaliação arborícola, não podas preventivas severas.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos de decisão

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Solo seco ou compactoFolhas pequenas, copa rala e crescimento terminal curto.Excluir tráfego, recuperar cobertura e verificar se o sítio pode sustentar a árvore a longo prazo.
Raiz deformadaInclinação, pouca ancoragem e raízes circulares visíveis no colo.Não plantar exemplares grandes enovelados; corrigir apenas enquanto jovens.
Poda mutilanteCepos grandes, rebentos epicórmicos e cavidades.Parar cortes indiscriminados e obter diagnóstico arborícola.

As partes cortadas podem libertar odor forte. Nunca recolha frutos ou plântulas na laurissilva; a conservação genética é gerida por instituições competentes.

Contexto português

Âmbito territorial

Norte litoral Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Norte interior Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Centro litoral Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Centro interior Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Lisboa e Vale do Tejo Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Alentejo Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Algarve Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural nem aptidão de plantação neste território; não transferir material madeirense.
Açores Conservação Não foi verificada nesta ficha uma ocorrência natural ou enquadramento aplicável nos Açores; não transferir material entre arquipélagos.
Madeira Conservação Contexto de conservação madeirense; população, área, propriedade e finalidade devem ser confirmadas com o IFCN antes de qualquer ação.