Prancha botânica de Thymus lotocephalus com subarbusto baixo, folhas estreitas, cabeças florais alongadas rosa-lilás e pequenos frutos secos
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Aromática Conservação

Tomilho-cabeçudo-do-Algarve

Thymus lotocephalus · Lamiaceae

Entre o Barrocal e a costa meridional vive um tomilho que só existe no Algarve. O tomilho-cabeçudo-do-Algarve ocupa clareiras secas e faz parte de uma flora regional muito própria; em Portugal, está avaliado como Quase Ameaçado.

O nome “tomilho” não transforma esta planta silvestre em erva culinária ou medicinal disponível para colher. Observe-a sem a retirar do habitat: recolha, propagação, conservação fora do local, reforço ou translocação exigem uma entidade competente e um plano autorizado.

Nome científicoThymus lotocephalus
FamíliaLamiaceae
Categoria editorialAromática
Identidade taxonómicaNome aceite: Thymus lotocephalus
Ocorrência / estatutoEndémica de Portugal continental
Orientação da fichaApenas conservação — sem intervenção autónoma

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Tomilho-cabeçudo-do-Algarve (Thymus lotocephalus) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Tomilho-cabeçudo-do-Algarve (Thymus lotocephalus) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Thymus lotocephalus G.López & R.Morales

Nome aceite
Nome publicado
Thymus lotocephalus
Sinónimos relevantes
Thymus villosus

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 24 de julho de 2026.

Estado de conservação estruturado

Quase Ameaçada (NT)

Portugal continental
Sistema
Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental
Nome avaliado
Thymus lotocephalus
Limite
Risco de extinção; não equivale a lei nem recomendação de cultivo.

A fonte Flora-On declarada na ficha apresenta o táxon como Quase Ameaçado em Portugal continental; a categoria de risco permanece distinta do regime da Diretiva Habitats e de qualquer autorização de intervenção.

Categoria verificada em 26 de julho de 2026 nas fontes indicadas nesta ficha.

Estatuto verificado

Apenas conservação

Endémica de Portugal continental
Jurisdição
Portugal continental
Âmbito
Algarve, dentro da distribuição documentada e de projetos autorizados
Enquadramento
Espécie prioritária de interesse comunitário incluída nos anexos II e IV da Diretiva Habitats.

A ocorrência natural deve permanecer no habitat. Recolha, propagação, coleção ex situ, reforço e translocação exigem cadeia legal, entidade competente e plano de conservação.

Avaliado em 24 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Antes de qualquer intervenção

Identificação, conservação e limites

  1. Reconhecer sem colher

    Fotografe hábito, folhas e inflorescência; não arranque para confirmar o aroma.

  2. Proteger a clareira

    Mapeie a população antes de obras, agricultura, pedreiras ou gestão de combustível.

  3. Propagar só em programa

    Semente e estacas requerem autorização, amostragem de várias plantas-mãe e registo de origem.

  4. Reforçar o habitat, não o jardim

    Qualquer plantação deve replicar solo, comunidade e dinâmica de clareiras locais.

Limite editorial explícito

Calendário

Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.

A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.

Proteção sem intervenção autónoma

Verificações de conservação

Manter solo pobre

Não adubar nem adicionar composto a núcleos naturais.

Conter invasoras cedo

Remova manualmente focos pequenos sem revolver o banco de sementes.

Contar por estação

Registe cobertura, floração, recrutamento e perda de habitat com método repetível.

Diagnóstico antes de tratar

Riscos de decisão

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
UrbanizaçãoTerraplanagem, acessos ou depósitos aproximam-se da clareira.Sinalizar e contactar a entidade gestora ou conservação competente.
Mato fechaSombra crescente e queda da floração.Aplicar abertura experimental faseada e autorizada.
Uso culinário indevidoCortes ou colheita repetida de ramos.Impedir a recolha e usar tomilhos comuns cultivados na horta.

QUASE AMEAÇADA e endémica portuguesa. A designação “tomilho” não torna legítima a recolha culinária ou medicinal.

Contexto português

Âmbito territorial

Norte litoral Conservação Só considerar onde a ocorrência e a geologia calcária estejam documentadas; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto.
Norte interior Conservação Geralmente fora da distribuição e do clima adequado; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto e não translocar material.
Centro litoral Conservação Pode corresponder a núcleos calcários do Centro-Oeste; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto à escala da população.
Centro interior Conservação Distribuição muito localizada ou ausente no interior; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto antes de qualquer intervenção.
Lisboa e Vale do Tejo Conservação Região-chave para Arrábida, Sintra e maciços calcários próximos; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto.
Alentejo Conservação Alguns táxones chegam ao litoral alentejano, mas não são intercambiáveis entre populações; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto.
Algarve Conservação Região-chave para Barrocal e litoral algarvio; confirmar o endemismo algarvio, o substrato e o estatuto e o micro-habitat.
Açores Conservação Não introduzir flora continental nos Açores; usar apenas referências e material insulares.
Madeira Conservação Não introduzir flora continental na Madeira; usar apenas referências e material insulares.