Prancha botânica de Daphne gnidium com arbusto ereto, folhas estreitas concentradas nas pontas, panículas de pequenas flores brancas e drupas vermelhas
Sebe Média

Trovisco

Daphne gnidium · Thymelaeaceae

Arbusto comum das orlas de azinhais e sobreirais e dos matagais de substituição, muito resistente à seca mas tóxico em todas as partes.

ExposiçãoSol a meia-sombra
ÁguaBaixa
CicloFanerófito perenifólio
SoloSeco, pobre e drenado, sobretudo ácido
pH4,8–7,8
Espaço1,5–2,5 m

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Avaliar o risco

    Não plante junto de crianças, animais, hortas ou caminhos onde ramos e frutos sejam tocados.

  2. Usar muda de viveiro

    A propagação não justifica recolha de populações naturais; mantenha etiqueta e origem.

  3. Plantar com proteção

    Use luvas, torrão intacto e solo drenado no outono; lave ferramenta e mãos após o trabalho.

  4. Sinalizar discretamente

    Em coleção educativa, informe toxicidade sem incentivar manipulação.

Janelas nacionais

Calendário

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Regar só no estabelecimento

Duas estações de apoio profundo e espaçado costumam bastar num local compatível.

Não queimar restos

Não produzir fumo irritante nem usar ramos em fogo culinário; encaminhe resíduos segundo regras locais.

Podar minimamente

Remova madeira morta com proteção; não triture perto de pessoas sem controlo de poeiras.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Contacto irritanteVermelhidão ou bolhas após seiva.Lavar abundantemente e procurar aconselhamento médico se a reação for importante.
IngestãoFrutos desaparecem ou surgem sintomas digestivos.Contactar imediatamente o CIAV ou veterinário; não provocar vómito sem indicação.
PodridãoBase escura em local regado.Suspender água e substituir por espécie de solo fresco se o local não drena.

TÓXICA E IRRITANTE. O uso etnobotânico histórico não torna a planta segura para preparados domésticos.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Possível em orlas quentes e secas, mas o noroeste húmido não representa o núcleo mediterrânico; confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Norte interior Adequação variável entre Terra Quente, vales abrigados e planaltos frios; confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Centro litoral Boa em encostas e bosques mediterrânicos do centro litoral quando solo e proveniência coincidem; confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Centro interior Possível em vales e encostas abrigadas; geada, altitude e litologia são decisivas. Confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Lisboa e Vale do Tejo Região favorável em azinhais, cercais, sobreirais e serras calcárias, conforme a espécie; confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Alentejo Região central para montado, azinhal e carvalhal marcescente; seca, pastoreio e fogo exigem gestão. Confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Algarve Favorável sobretudo no barrocal, serra e vales frescos; litoral, serra e Monchique não são equivalentes. Confirmar a toxicidade, a drenagem e a origem.
Açores Não introduzir material continental nos Açores; consultar flora e estatuto insular próprios.
Madeira Não introduzir material continental na Madeira; consultar flora e estatuto insular próprios.