Prancha botânica de Tuberaria major com roseta de folhas peludas, hastes finas, flores amarelas de cinco pétalas com mancha basal e cápsulas
Perene Exigente

Tuberária-maior

Tuberaria major · Cistaceae

Endemismo algarvio Em Perigo de clareiras arenosas, tratado nacionalmente como Tuberaria major e incluído por Kew em Tuberaria globulariifolia.

ExposiçãoSol em clareira
ÁguaChuva de outono e inverno; seca estival
CicloHemicriptófito de curta duração
SoloArenoso, pobre, ácido a descarbonatado e bem drenado
pHÁcido a neutro
EspaçoApenas definido por programa de conservação

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Conservar ambos os nomes

    Inventários devem ligar Tuberaria major a T. globulariifolia var. major e ao tratamento amplo de Kew.

  2. Não colher

    Sementes pequenas e populações ameaçadas exigem licença e protocolo de amostragem.

  3. Proteger a matriz aberta

    Evite arborização, rega, fertilização e fecho completo das clareiras.

  4. Ensaiar antes de reforçar

    Teste germinação e compatibilidade do local ex situ sem esgotar o lote de conservação.

Janelas nacionais

Calendário

Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Estas são janelas de referência. Atrase com geada e altitude; antecipe em encostas quentes e zonas costeiras suaves.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter perturbação moderada

Preserve pequenas aberturas sem gradar ou mobilizar toda a área.

Controlar invasoras

Remova plântulas invasoras antes de frutificarem, com perturbação mínima.

Registar a nomenclatura

Associe sempre nome usado, autoridade e data para comparar séries históricas.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Perda de clareirasMato alto ou construção substitui o mosaico arenoso.Restaurar parcelas-piloto e monitorizar recrutamento.
Mistura taxonómicaLotes aparecem apenas como Tuberaria globulariifolia.Rever voucher e proveniência antes de usar em conservação.
Pastoreio intensoHastes comidas e solo muito pisado.Ajustar carga e calendário, mantendo alguma heterogeneidade.

EM PERIGO e protegida pela Diretiva Habitats como prioridade. A ficha adota o tratamento português, explicitando a sinonímia internacional.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Só considerar onde a ocorrência e a geologia calcária estejam documentadas; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia.
Norte interior Geralmente fora da distribuição e do clima adequado; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia e não translocar material.
Centro litoral Pode corresponder a núcleos calcários do Centro-Oeste; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia à escala da população.
Centro interior Distribuição muito localizada ou ausente no interior; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia antes de qualquer intervenção.
Lisboa e Vale do Tejo Região-chave para Arrábida, Sintra e maciços calcários próximos; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia.
Alentejo Alguns táxones chegam ao litoral alentejano, mas não são intercambiáveis entre populações; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia.
Algarve Região-chave para Barrocal e litoral algarvio; confirmar o conceito taxonómico nacional, a população e a areia e o micro-habitat.
Açores Não introduzir flora continental nos Açores; usar apenas referências e material insulares.
Madeira Não introduzir flora continental na Madeira; usar apenas referências e material insulares.