Gerir pinhal com luz
Mantenha clareiras e evite mobilização profunda, destroçamento pesado e enterramento dos arbustos.
Juniperus navicularis · Cupressaceae
Baixo e resistente, o zimbro-galego acompanha as paleodunas ácidas da bacia do Sado e da península de Setúbal, por vezes sob o pinhal. É um endemismo ibérico com a distribuição portuguesa concentrada nesta paisagem arenosa e está avaliado como Quase Ameaçado.
Conservar o zimbro significa conservar também a dinâmica das dunas, o pinhal e a gestão do fogo e das invasoras. Não recolha material nem misture proveniências; qualquer reforço deve partir de núcleos confirmados e integrar um plano avaliado pela entidade competente.
Prancha complementar do catálogo
Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.
Taxonomia verificada
O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.
Verificado em 24 de julho de 2026.Estado de conservação estruturado
A avaliação nacional declarada na ficha classifica o táxon como Quase Ameaçado em Portugal continental; a categoria não autoriza recolha ou mistura de proveniências.
Categoria verificada em 25 de julho de 2026 nas fontes indicadas nesta ficha.Estatuto verificado
É um endemismo ibérico de distribuição nacional concentrada, com declínio continuado previsto por urbanização, agricultura e alterações da gestão florestal. Priorize habitat, gestão do pinhal, fogo e invasoras; qualquer recolha ou reforço deve ser avaliado pela entidade competente e por um plano de conservação.
Avaliado em 27 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.Antes de qualquer intervenção
Confirme folhas aciculares, porte e gálbulos; J. turbinata tem folhagem adulta escamiforme.
A espécie é Quase Ameaçada; qualquer recolha ou reforço deve ser avaliado pela entidade competente e por um plano de conservação.
Controle invasoras, tráfego e alteração do pinhal antes de introduzir plantas.
Num reforço, documente a origem do material, a composição do lote e o destino de cada planta.
Limite editorial explícito
Calendário de plantação não aplicável a uma ficha de conservação.
A página não recomenda recolha, propagação ou instalação. Qualquer intervenção de conservação exige autorização, proveniência e um plano técnico próprio do local e da população.
Proteção sem intervenção autónoma
Mantenha clareiras e evite mobilização profunda, destroçamento pesado e enterramento dos arbustos.
Se previsto no plano, faça regas profundas e raras no primeiro verão; não instale rega permanente.
Registe urbanização, agricultura, gestão florestal, incêndio e sobrevivência por sexo.
Diagnóstico antes de tratar
| Problema | Como reconhecer | Primeira resposta |
|---|---|---|
| Espécie errada | Folhas adultas são escamiformes ou origem não está documentada. | Isolar o lote e pedir revisão botânica antes de plantar. |
| Pinhal demasiado fechado | Pouca regeneração e ramos inferiores mortos. | Abrir pequenas clareiras por fases, preservando solo e manta. |
| Ausência de gálbulos | A população floresce mas não apresenta frutificação observável. | Mapear a presença de gálbulos e rever o plano com especialistas antes de qualquer reforço. |
QUASE AMEAÇADA. O núcleo principal situa-se em torno do Sado e margem sul do Tejo; reforços devem integrar gestão do habitat e proveniência documentada.
Contexto português