RNVF 2025 · CPRCO Elvas

65 oliveiras.
O nome não basta.

Sete cultivares foram avaliadas na coleção de referência do INIAV em Elvas. Quatro mostraram boa resposta ao vaso clássico naquele sistema—mas nenhuma recebe uma promessa para todo o Alentejo, e nenhuma árvore é autenticada apenas pelo fruto ou pelo nome local.

65entradas RNVF
7avaliadas em Elvas
4respostas positivas locais
0recomendações regionais amplas

Homonímia ≠ sinonímia

Três “Galegas”.
Materiais distintos.

O INIAV demonstra que Galega Vulgar, Galego de Évora e Galego Grado de Serpa não são a mesma cultivar. No RNVF, Galega é uma entrada e Galega Vulgar é o seu sinónimo oficial; as outras denominações permanecem separadas.

Nem sequer transferimos os descritores de “Galego Grado de Serpa” para “Galega Grada de Serpa” sem uma equivalência documental explícita. Nomes próximos não são fundidos. A própria investigação INIAV demonstra que materiais chamados Galega ou Galego podem ser cultivares distintas; descritores morfológicos e moleculares são necessários para resolver ambiguidades.

Herdade do Reguengo · Elvas

Sete em coleção.
Quatro respostas positivas.

Plantação principal de 2012, compasso 7 × 5 m, seis repetições de duas árvores por cultivar, fertirrega e poda anual. Carrasquenha de Elvas foi plantada mais tarde e não partilha toda a série produtiva.

Vaso clássico · boa resposta observadaAzeitoneira

Uma das duas maiores produções acumuladas: cerca de 65 kg/árvore nas primeiras quatro produções após plantação.

Vaso clássico · boa resposta observadaCobrançosa

Contrassafra em 2017–18 com redução inferior a 5 kg/árvore; em 2018–19 ultrapassou 30 kg/árvore, o maior valor unitário desse ano no conjunto.

Vaso clássico · boa resposta observadaCordovil de Serpa

Em 2018–19 aumentou aproximadamente 15 kg/árvore face à campanha anterior e foi a segunda maior produção desse conjunto nessa campanha.

Vaso clássico · boa resposta observadaVerdeal Alentejana

Produções modestas nas três primeiras campanhas; aproximadamente 25 kg/árvore na safra de 2018–19.

Três estados neutros

Avaliadas,
não reprovadas.

Estas três também foram estudadas. A frase sobre boa resposta ao vaso clássico não as inclui, mas isso não significa má resposta nem inadequação regional.

Blanqueta de ElvasVertical ou ereto

Na campanha 2018–19, a produção média caiu de aproximadamente 12 para 4 kg/árvore, uma redução superior a 50% face à campanha anterior.

Carrasquenha de ElvasMuito aberto, sem ser verdadeiramente prostrado

A publicação não a inclui na série comparável de produção acumulada das seis cultivares plantadas em 2012.

GalegaVertical ou ereto

Uma das duas maiores produções acumuladas, cerca de 65 kg/árvore nas primeiras quatro produções; até à publicação não apresentara contrassafra na coleção.

Coorte OLEAVALOR

Entrada em produção,
porte e campanhas.

Os textos mantêm a unidade e o horizonte temporal publicados. Não transformamos resultados por árvore numa previsão por hectare nem comparamos séries de extensão diferente.

Avaliação OLEAVALOR de produção e porte das variedades de oliveira.
Entrada RNVFNome na fonteRelaçãoEntrada em produçãoHábito de crescimentoEvidência produtiva publicada
AzeitoneiraAzeitoneiraDenominação exataMuito precoce: a maioria das árvores iniciou floração/vingamento no 2.º ano após plantação.AbertoUma das duas maiores produções acumuladas: cerca de 65 kg/árvore nas primeiras quatro produções após plantação.
Blanqueta de ElvasBlanqueta de ElvasDenominação exataPrecoce: a maioria das árvores manifestou floração/vingamento no 3.º ano após plantação.Vertical ou eretoNa campanha 2018–19, a produção média caiu de aproximadamente 12 para 4 kg/árvore, uma redução superior a 50% face à campanha anterior.
Carrasquenha de ElvasCarrasquenha de ElvasDenominação exataA maioria das árvores iniciou frutificação no 4.º ano; a cultivar foi plantada posteriormente às seis da série produtiva principal.Muito aberto, sem ser verdadeiramente prostradoA publicação não a inclui na série comparável de produção acumulada das seis cultivares plantadas em 2012.
CobrançosaCobrançosaDenominação exataPrecoce: a maioria das árvores manifestou floração/vingamento no 3.º ano após plantação.AbertoContrassafra em 2017–18 com redução inferior a 5 kg/árvore; em 2018–19 ultrapassou 30 kg/árvore, o maior valor unitário desse ano no conjunto.
Cordovil de SerpaCordovil de SerpaDenominação exataMuito precoce: a maioria das árvores iniciou floração/vingamento no 2.º ano, com progressão observada no 3.º ano.AbertoEm 2018–19 aumentou aproximadamente 15 kg/árvore face à campanha anterior e foi a segunda maior produção desse conjunto nessa campanha.
GalegaSin.: Galega VulgarGalega VulgarSinónimo oficialMuito precoce: a maioria das árvores iniciou floração/vingamento no 2.º ano após plantação.Vertical ou eretoUma das duas maiores produções acumuladas, cerca de 65 kg/árvore nas primeiras quatro produções; até à publicação não apresentara contrassafra na coleção.
Verdeal AlentejanaVerdeal AlentejanaDenominação exataPrecoce: a maioria das árvores manifestou floração/vingamento no 3.º ano após plantação.AbertoProduções modestas nas três primeiras campanhas; aproximadamente 25 kg/árvore na safra de 2018–19.

Denominador completo

58 entradas
fora da coorte selecionada.

Continuam públicas, distinguíveis e auditáveis. Um nome como Cordovil, Carrasquenha, Verdeal ou Galega não autoriza herdar características de outra entrada da mesma família nominal.

Nove regiões

520 células externas
deliberadamente retidas.

As 65 × 8 avaliações fora do Alentejo não recebem pontuação. Dentro do Alentejo há quatro respostas positivas de manejo num sítio, três avaliações neutras e 58 cultivares fora da coorte—continuando a existir zero recomendações amplas.

Próxima prova necessária: ensaios comparativos cultivar × sistema × território, com água, solo, clima, sanidade, compasso, poda e horizonte produtivo declarados.