Prancha botânica de Passiflora ligularis com folhas cordiformes inteiras, flor de corona azul e púrpura, frutos laranja pintalgados e corte com arilos translúcidos
Ilustração botânica de apoio gerada para esta ficha — não é fotografia de espécime nem substitui identificação certificada.
Trepadeira Guia de cultivo Exigente

Granadilha-doce

Passiflora ligularis · Passifloraceae

Granadilha-doce, com a identificação botânica Passiflora ligularis, é uma trepadeira vivaz de clima subtropical de altitude. O local deve oferecer sol suave a meia-sombra muito luminosa, abrigada de vento quente.

Para Granadilha-doce, o terreno deve ser franco, profundo, rico em matéria orgânica e muito bem drenado. A rega deve ser regular e uniforme, sem seca na floração nem saturação radicular. Em Passiflora ligularis, a aparência não prova identidade ou sanidade. Conserve etiqueta, proveniência e documentos exigidos para o lote. Perante sinais de problema em Granadilha-doce, confirme primeiro a causa. Qualquer produto ou medida deve estar atualmente autorizado para o caso. No porte adulto de Passiflora ligularis, reserve espaço, mantenha suportes e distâncias seguros e entregue trabalhos em altura a profissionais.

Comparar Passiflora, tipos e limites em Portugal →
ExposiçãoSol suave a meia-sombra muito luminosa, abrigada de vento quente
ÁguaRegular e uniforme, sem seca na floração nem saturação radicular
CicloTrepadeira perene de clima subtropical de altitude
SoloFranco, profundo, rico em matéria orgânica e muito bem drenado
pH5,8–7,0; medir antes de corrigir
Espaço3–5 m entre plantas em emparrado robusto

Prancha complementar do catálogo

Uma segunda prancha,
outros caracteres.

Esta vista complementar amplia a ficha com estruturas de identificação, reprodução ou propagação que a imagem principal não privilegia. Continua a ser uma ilustração editorial: não autentica exemplares nem substitui identificação especializada.

Prancha botânica complementar de Granadilha-doce (Passiflora ligularis) com caracteres de identificação e ciclo de vida
Prancha botânica complementar de Granadilha-doce (Passiflora ligularis) com caracteres de identificação e ciclo de vida. Ilustração gerada para plantar.pt, sem texto nem marca de água.

Taxonomia verificada

Passiflora ligularis Juss.

Nome aceite
Nome publicado
Passiflora ligularis
Sinónimos relevantes
Granadilla ligularis

O nome publicado na ficha coincide com o nome aceite no POWO. Os sinónimos indicados são conservados como chaves de pesquisa editorial e não alteram o estatuto legal.

Verificado em 28 de julho de 2026.

Estatuto verificado

Cultivo rastreado

Material frutícola cultivado
Jurisdição
Portugal
Âmbito
Portugal; o acesso Maracujá Amarelo Regional no inventário do INIAV documenta material conservado, não uma recomendação nacional de cultivo nem identidade de um lote comercial.
Enquadramento
Passiflora ligularis é exótica em Portugal. A ficha não a identifica na Lista Nacional de Espécies Invasoras, mas o Decreto-Lei n.º 92/2019 mantém regras para detenção profissional e introdução na natureza de espécies exóticas.

Comprar material identificado e são, conservar fornecedor e lote, impedir fuga para habitat e confirmar regras territoriais antes de propagar, vender ou transferir entre ilhas.

Avaliado em 28 de julho de 2026 a partir das fontes oficiais indicadas nesta ficha.

Do início ao estabelecimento

Como plantar

  1. Confirmar espécie e material

    Exija Passiflora ligularis identificada, não um “maracujá amarelo” de P. edulis; conserve fornecedor, lote e origem.

  2. Testar o microclima

    Registe máximas, mínimas, vento e drenagem durante um ciclo; rejeite locais quentes persistentes, sujeitos a geada ou encharcados.

  3. Instalar duas plantas

    Plante pelo menos dois indivíduos geneticamente distintos junto de um emparrado robusto, porque as flores são autoincompatíveis.

  4. Treinar e observar

    Conduza um caule à estrutura, distribua braços laterais e registe abertura floral, polinizadores e vingamento antes de expandir a plantação.

Janelas nacionais de referência

Calendário

A janela portuguesa é uma síntese prudente para instalação depois do frio e colheita potencial no fim do verão e outono; a fonte documenta 70–80 dias da polinização à colheita.

Semear
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Plantar
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
Colher
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

São janelas de referência, não datas garantidas. Atrase com geada e altitude, antecipe apenas com condições locais favoráveis e confirme cultivar, finalidade, previsão, água e microclima.

Depois de plantar

Cuidados essenciais

Manter a raiz fresca

Cubra o solo sem encostar ao colo e regue para humidade regular, nunca deixando água parada junto das raízes.

Preservar polinizadores

Evite intervenções durante a abertura das flores e mantenha diversidade floral, confirmando sempre qualquer uso fitossanitário no SIFITO.

Podar com higiene

Retire ramos mortos, densos ou doentes com ferramenta limpa e preserve renovação suficiente para suportar floração.

Diagnóstico antes de tratar

Problemas frequentes

Problemas, sinais de reconhecimento e primeira resposta
ProblemaComo reconhecerPrimeira resposta
Flores sem frutoFloração abundante termina em queda sem aumento do ovário.Confirmar duas plantas geneticamente distintas, atividade de polinizadores, calor, chuva e abertura floral.
Secadeira e podridão radicularMurchidão progressiva, colo escuro e raízes castanhas em solo húmido.Isolar a planta, corrigir drenagem, não mover solo ou ferramentas e obter diagnóstico antes de replantar.
Calor excessivoCrescimento fraco, folhas queimadas e ausência de fase reprodutiva apesar de rega.Medir temperatura e insolação; aumentar abrigo e não insistir se o microclima excede os limites observados.

“Maracujá amarelo” é ambíguo em Portugal: pode designar P. edulis de fruto amarelo ou o acesso regional de P. ligularis. Confirme o nome científico. A polpa madura é o produto alimentar habitual; esta ficha não valida folhas, casca ou fruto verde para consumo.

Contexto português

Adequação regional

Norte litoral Não recomendada sem ensaio protegido: o inverno húmido e o verão irregular podem limitar floração e sanidade.
Norte interior Não recomendada ao ar livre: geada e extremos térmicos contradizem a ecologia subtropical de altitude.
Centro litoral Só como ensaio abrigado e monitorizado; calor, vento e humidade foliar podem impedir frutificação estável.
Centro interior Não recomendada ao ar livre devido a geada e calor continental; estufa exige controlo térmico e polinização.
Lisboa e Vale do Tejo Não recomendada como cultura comum: verões quentes e secos exigem água, sombra térmica e validação local.
Alentejo Inadequada ao ar livre na generalidade: calor seco e amplitudes térmicas são fortes limitações.
Algarve Inadequada nas cotas quentes; apenas ensaio em altitude amena, sem geada e com água de boa qualidade.
Açores Possível apenas em microclima abrigado e bem drenado; o inventário português não prova aptidão em cada ilha.
Madeira Possível em cotas médias frescas, com emparrado e duas plantas geneticamente distintas; validar calor e vento localmente.

Afirmações rastreáveis

Evidência por campo

Cada linha identifica a afirmação que sustenta o guia, o território a que se aplica e as fontes usadas. Síntese editorial significa que a conclusão combina requisitos da cultura com contexto climático português; não é uma medição da sua parcela.

Material de propagação

O material deve ser identificado como Passiflora ligularis e incluir pelo menos dois indivíduos geneticamente distintos, porque as flores são autoincompatíveis.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Calendário

A janela portuguesa é uma síntese prudente para instalação depois do frio e colheita potencial no fim do verão e outono; a fonte documenta 70–80 dias da polinização à colheita.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Exposição e temperatura

A espécie responde melhor a condições amenas de altitude; ensaios quentes de baixa altitude falharam antes da reprodução, justificando abrigo e exclusão de extremos.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Água e rega

A cultura precisa de humidade regular e boa retenção, mas a drenagem é indispensável para reduzir saturação, secadeira e perda do sistema radicular.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Solo e drenagem

Solos francos, profundos, com matéria orgânica e baixa pedregosidade sustentam o emparrado e reduzem limitações de raiz e água.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
pH

A faixa editorial de pH é deliberadamente ampla e deve ser confirmada por análise; as fontes não justificam correção universal sem solo e água medidos.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Compasso

O intervalo de três a cinco metros preserva ventilação e acesso num emparrado doméstico, mas densidade profissional exige projeto e vigor local medidos.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Instalação

A instalação combina material rastreado, emparrado dimensionado, colo à superfície, drenagem, rega inicial e duas plantas para polinização cruzada.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Manutenção

A manutenção deve equilibrar condução, renovação de ramos, raiz fresca, ventilação e proteção dos polinizadores sem copiar doses ou tratamentos estrangeiros.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Problemas e diagnóstico

Queda floral, secadeira, podridão radicular, moscas do fruto e resposta térmica inadequada exigem diagnóstico antes de qualquer tratamento ou replantação.

General · fonte técnica geral Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Adequação regional

O inventário confirma material português, não aptidão; os contrastes térmicos documentados e as normais do IPMA limitam a recomendação a ensaios abrigados nos Açores e Madeira.

Portugal · síntese editorial Limite: Síntese editorial feita para esta ficha a partir das fontes indicadas; não substitui análise de solo e água, microclima, identidade do material, observação fenológica, diagnóstico ou aconselhamento técnico local.
Contrato de cultivo revisto em 28 de julho de 2026.