Município · Região climática Centro interior

O que plantar
em Aguiar da Beira.

Aguiar da Beira ocupa um planalto granítico alto entre a Nave e a Plataforma do Mondego, com forte contraste entre o vale do Dão e a Serra de Almansor. Frio, geada, verão seco e matriz florestal tornam cota, abrigo e combustível decisivos.

74guias com aptidão elevada neste modelo
312guias aplicáveis
1registo territorial

Padrão climático

Centro interior
Beiras interiores e montanha.

Geadas, altitude variável e verão seco; microclimas muito contrastantes. A altitude encurta a estação quente, mas favorece espécies que precisam de frio e reduz algumas pressões de pragas.

Ler o guia climático completo →

O que confirmar no local

  1. planalto, serra ou vale do Dão entre 451 e 986 m
  2. geada, frio de inverno e calor seco de verão
  3. souto, solo ácido, água legal e continuidade florestal

Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.

Perfil municipal documentado

O concelho não é
um clima único.

Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.

Altitude e relevo

O concelho transita entre o Planalto da Nave e a Plataforma do Mondego. O PMDFCI indica 451 m no vale do Dão e 986 m na Serra de Almansor; a DGADR descreve planalto com cerca de 700 m e castanheiro sobretudo entre 600 e 900 m. A cota e o vale concreto orientam o calendário.

Geada e frio

O diagnóstico usa Guarda 1971–2000, a 1 019 m, como referência externa e estima 39,9 dias/ano com mínima de 0 °C ou menos. Não permite datar a última geada em cada povoação; medir mínimas e drenagem de ar antes de instalar espécies sensíveis em baixios.

Calor de verão

A mesma referência regista 7,4 dias/ano com máxima de pelo menos 30 °C e extremos de 38,3 °C em julho e -10,8 °C em janeiro. Junho e agosto concentram calor e secura; prever cobertura, água legal de estabelecimento e gestão de combustível.

Precipitação

O PMDFCI estima 882 mm/ano e 11 mm em agosto; o caderno DGADR da castanha usa outro conjunto histórico e apresenta 1 179 mm/ano. Nenhum é medição atual da parcela, mas ambos mostram inverno húmido e verão seco.

Vento e exposição

Vertentes este, 28,6%, e oeste, 28,5%, são mais representadas; centro e sul concentram exposições sul/oeste e o nordeste norte/este. Sol, vento e declive alteram secagem de solo e combustível; confirmar orientação no local.

Solo e drenagem

O caderno da Castanha dos Soutos da Lapa descreve cambissolos húmicos de granito, dominantemente ácidos, com pH 4,6–5,5. É generalização territorial: confirmar profundidade, pedra, drenagem e análise antes de corrigir pH ou selecionar material.

Água e rega

Dão, Távora, Vouga e ribeiras repartem o concelho pelas bacias do Douro, Vouga e Mondego. A rede não prova rega; 30% das galerias ripícolas foi classificada em mau estado no PMDFCI. Priorizar retenção, margem protegida e confirmação legal e técnica.

Recomendação comparada

Plantas para
Aguiar da Beira.

1 registo liga plantas concretas ao concelho, mas não constitui ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Centro interior.

Como ler esta página

Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.

Comparar com o distrito de Guarda →

Limite atual: Há evidência atual de um campo demonstrativo de castanheiro, não ensaios comparativos para o restante catálogo. Clima e ocupação do PMDFCI são históricos e os dados DGADR de área e explorações ainda mais antigos. Confirmar PDM, RAN/REN, perímetros florestais, SGIFR, fogo, solo, água e microclima.

Registos territoriais

Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.

Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.

Hortícola · Fácil

Abóbora-menina

A abóbora-menina beneficia do calor, mas exige água na fase crítica e proteção contra seca durante floração e vingamento.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Fácil

Acelga

A acelga produz melhor fora dos extremos; espigamento ou perda de qualidade das folhas aumenta com calor e água irregular.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Exigente

Aipo

O aipo produz melhor fora dos extremos; rega consistente reduz pecíolos fibrosos, ocos ou crescimento interrompido durante calor e vento.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Fácil

Alho

O alho beneficia do inverno fresco e primavera luminosa; assegure água na fase crítica e maturação e secagem do bolbo.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Alho-francês

O alho-francês beneficia do inverno fresco e primavera luminosa; assegure água na fase crítica e crescimento contínuo e colheita antes de espigar.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Fruteira · Média

Ameixeira

Favorável com inverno frio e verão seco; proteja a floração de geada tardia e dimensione a rega.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Árvore · Média

Amieiro

Confirmar geada, calor estival, exposição e disponibilidade de água no local concreto.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Interior · Média

Antúrio-de-scherzer

Confirmar geada, calor estival, exposição e disponibilidade de água no local concreto.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Batata

Favorável na primavera; proteja a emergência de geadas tardias e mantenha água regular durante tuberização.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Beldroega

Confirmar geada, calor estival, exposição e disponibilidade de água no local concreto.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Beringela

A beringela aproveita o verão quente depois do risco de geada; mantenha rega uniforme e vigie calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Fácil

Beterraba

A beterraba produz melhor fora dos extremos; floração antecipada e raízes de qualidade irregular aumenta com calor e água irregular.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Brócolo

O brócolo produz melhor fora do pico de calor; rega regular e época correta reduzem perda de compacidade e uniformidade da inflorescência.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Interior · Média

Camedórea-elegante

Confirmar geada, calor estival, exposição e disponibilidade de água no local concreto.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Cebola

A cebola beneficia do inverno fresco e primavera luminosa; assegure água na fase crítica e maturação e cura do bolbo.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Hortícola · Média

Cenoura

A cenoura produz melhor fora dos extremos; rega consistente reduz fendilhamento, raízes lenhosas e coloração pálida durante calor e vento.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Fruteira · Média

Cerejeira

Muito favorável nas zonas de altitude apropriada; geada na floração e seca durante enchimento são os principais limites.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.
Aromática · Fácil

Coentros

Os coentros produz melhor fora dos extremos; rega consistente reduz espigamento e encurtamento da colheita de folha durante calor e vento.

Adequação: Elevada, 3 em 3, herdada da região.

Vigiar

Limites regionais.

  • última geada
  • escaldão
  • erosão em declive

Fazer

Ações com impacto.

  1. confirmar altitude e exposição
  2. reter água no solo
  3. proteger do sol poente