O diagnóstico municipal situa a cota entre o nível do mar, no Estuário do Sado, e 252 m na Serra Alta. Cerca de 76,1% do território tem declive inferior a 5°, mas há setores acima de 20° ao longo do Sado, no vale encaixado da Ribeira de São Cristóvão e no norte de São Martinho; cota, erosão, escoamento e drenagem de ar exigem leitura local.
Município · Região climática Lisboa e Vale do Tejo
O que plantar
em Alcácer do Sal.
Município muito extenso entre estuário e várzea do Sado, Comporta, planícies florestais e agrícolas, vales interiores e colinas baixas até à Serra Alta; sal, inundação, fogo, seca, solo e água variam fortemente por parcela.
Padrão climático
Lisboa e Vale do Tejo
Estuário, lezíria e colinas.
Mediterrânico suave, estação longa e influência atlântica variável. A combinação de calor, solos produtivos e geada limitada suporta hortícolas, citrinos, vinha e muitas ornamentais.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- estuário, Comporta, várzea, planície florestal ou agrícola, vale e colina interior
- sal, inundação, calor, seca, vento e fogo segundo a parcela
- solo, drenagem, água, RAN/REN, Rede Natura, SGIFR e proteção de quercíneas
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
Não foi localizada uma série municipal de dias de geada ou de última geada. As médias mensais históricas da estação a 51 m não resolvem o risco em várzea, baixio, vale interior, Comporta ou colina; registar mínimas e inversões na parcela antes de antecipar plantações sensíveis.
Na normal histórica 1971–2000 da estação de Alcácer do Sal, julho e agosto tiveram médias de 23,2 °C e 23,3 °C, médias das máximas de 30,6 °C e 30,8 °C e extremos de 45 °C e 41 °C. São valores antigos de uma estação, não previsão nem medição uniforme do município; estuário, litoral e interior respondem de modo distinto.
A mesma normal regista 4,8 mm em julho e 4,1 mm em agosto, contra 76,2 mm em janeiro, 76,8 mm em novembro e 98,5 mm em dezembro. O contraste sazonal exige infiltração, drenagem e reserva estival, sem transformar uma série 1971–2000 em precipitação atual da parcela.
A cartografia histórica classifica 23,8% do território como plano, 19,3% voltado a sul e 22,2% a oeste; sul e oeste são apenas sinais de maior insolação no diagnóstico de fogo. Na Comporta e no estuário acrescentam-se vento, humidade e sal, enquanto vales e colinas interiores criam abrigo e exposição diferentes.
Estuário, várzea, Comporta, floresta, agricultura e relevo interior não admitem um solo municipal único. Antes de cultivar, medir profundidade efetiva, textura, pedra, pH e carbonatos, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem, erosão e salinidade, e confirmar RAN, REN e demais condicionantes na planta em vigor.
O município integra a bacia do Sado: o diagnóstico nomeia o Sado, as ribeiras de São Martinho e Alcáçovas, o Xarrama e o Arcão, além das albufeiras de Pego do Altar e Vale do Gaio. Muitos cursos têm caudal estival reduzido ou inexistente; rio, estuário, albufeira, canal ou captação não conferem título, dotação, qualidade nem garantia de rega.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- ICNF — registo público dos PMDFCI do distrito de Setúbal ↗
- ICNF — PMDFCI de Alcácer do Sal, terceira geração, Caderno I ↗
- Diário da República — Aviso n.º 13020/2017, primeira revisão do PDM ↗
- Diário da República — Aviso n.º 11125/2020, primeira alteração do PDM ↗
- Diário da República — Aviso n.º 15461/2022, quarta correção e regulamento consolidado do PDM ↗
- Diário da República — Declaração n.º 128/2025/2, segunda alteração por adaptação do PDM ↗
- Diário da República — Aviso n.º 6403/2025/2, início da terceira alteração do PDM ↗
- Diário da República — Aviso n.º 9400/2026/2, prorrogação do procedimento da terceira alteração do PDM ↗
- ICNF — Reserva Natural do Estuário do Sado ↗
- Diário da República — Portaria n.º 224/2025, plano de gestão da ZEC Cabrela ↗
- Diário da República — Decreto-Lei n.º 55/2026, ZEC Comporta/Galé ↗
- Diário da República — Portaria n.º 107-B/2026/1, plano de gestão da ZEC Comporta/Galé ↗
- APA — PGRH, terceiro ciclo de planeamento 2022–2027 ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Alcácer do Sal.
3 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Lisboa e Vale do Tejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Setúbal →Limite atual: O registo público do ICNF marca o PMDFCI de terceira geração como atual e apresenta 21-04-2032 na coluna «Data de Desatualização». O Caderno I foi produzido em 2020, usa Carta de Ocupação do Solo de 2018, normais históricas e incêndios até 2019; as classes não são inventário presente, previsão, ensaio, garantia de água ou aptidão. A revisão do PDM de 2017 mantém alterações e correções posteriores, incluindo a adaptação operativa de 2025 que integrou perigosidade rural e risco de inundação RH6; a terceira alteração iniciada em 2025 foi prorrogada em 2026 e não tem ato final localizado. RNES, Ramsar, ZPE, ZEC, RAN, REN, domínio hídrico, albufeiras, inundação, SGIFR e proteção de quercíneas dependem da delimitação e do ato aplicável ao prédio. Eucalipto, pinheiro-bravo, outras folhosas, outras resinosas e invasoras não são atribuídos a slugs deste registo. Confirmar solo, água, título, dotação, qualidade e microclima.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Sobreiro Contexto · confiança moderada
A Carta de Ocupação do Solo de 2018 publicada no diagnóstico PMDFCI regista 29 847,8 ha na classe «Sobreiro». É ligação municipal cartográfica histórica, não inventário atual, ensaio, proveniência, sanidade, água, produtividade, aptidão parcelar ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança moderada
A mesma cartografia de 2018 regista 26 951,1 ha na classe «Pinheiro-Manso». Confirma presença municipal histórica direta, não inventário presente, prova de material, sanidade, resistência ao fogo, água, produtividade ou adequação de uma nova instalação.
- Azinheira Contexto · confiança moderada
A mesma cartografia de 2018 regista 1 523,4 ha na classe «Azinheira». É presença municipal histórica direta, não inventário atual, ensaio, proveniência, estado, água, produtividade, aptidão parcelar ou autorização; mantém-se a proteção legal.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é muito favorável na estação quente; mantenha rega localizada e polinização, evitando seca durante floração e vingamento.
Acelga
A acelga é favorável de outono a primavera e com variedade adequada; no verão, controle espigamento ou perda de qualidade das folhas.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Aipo
O aipo é favorável de outono a primavera; no verão escolha variedade e exposição que limitem pecíolos fibrosos, ocos ou crescimento interrompido.
Alface
Favorável de outono a primavera e possível no verão com variedade adequada, rega rigorosa e proteção do calor da tarde.
Alho
O alho é muito favorável; escolha variedade pelo fotoperíodo e conduza a água para permitir maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é muito favorável; escolha variedade pelo fotoperíodo e conduza a água para permitir crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Ameixeira
Favorável para cultivares adaptadas a inverno moderado; confirme frio, polinizadora e água antes de escolher o lote.
Antúrio
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com solo drenado e água disponível; evite excesso de azoto, salinidade e colheita após chuva.
Begónia-maculata
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Beringela
A beringela é muito favorável na estação quente; evite oscilações de água e calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Beterraba
A beterraba é favorável de outono a primavera e com variedade adequada; no verão, controle floração antecipada e raízes de qualidade irregular.
Boca-de-tigre
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Brócolo
O brócolo é favorável de outono a primavera e em ciclos bem escolhidos; no verão, calor e água irregular reduzem qualidade.
Vigiar
Limites regionais.
- ondas de calor
- água calcária
- zonas vulneráveis a nitratos
Fazer
Ações com impacto.
- regar por setor
- analisar o solo
- evitar fertilização excessiva