O diagnóstico florestal histórico situa o concelho entre 55 e 250 m: as cotas mais baixas ficam a oeste, em São João de Negrilhos, e as mais elevadas no sul de Messejana e Aljustrel–Rio de Moinhos. Cerca de 80,4% da área tem declive de 0–5°, mas existem setores mais inclinados. Confirmar cota, vertente, erosão e drenagem de ar na parcela.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Aljustrel.
Aljustrel combina planuras agrícolas do Baixo Alentejo, a bacia do Roxo, setores de montado e uma forte presença mineira, onde seca, calor, água regulada, conservação e condicionantes mineiras fazem variar a decisão à escala da parcela.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- planura do Roxo, Aljustrel e Rio de Moinhos, Ervidel, Messejana ou São João de Negrilhos
- calor e seca estival, chuva concentrada, geada de baixio não caracterizada, vento de oeste e noroeste e fogo
- profundidade, pedra, drenagem e erosão, ZPE/REN/RAN, regadio, mina ou concessão e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
Não foi localizada uma série municipal atual de dias ou última geada. O PMDFCI usa normais de Beja de 1971–2000, insuficientes para fixar uma data segura em Aljustrel. Medir mínimas, inversão, abrigo e drenagem de ar, sobretudo em baixios, antes de instalar material sensível.
Nas normais históricas de Beja usadas no PMDFCI, julho e agosto têm 24,2–24,3 °C de média e 32,8–32,6 °C de média das máximas. São referência antiga e externa, não previsão nem temperatura de um talhão. Ajustar sombra, cobertura, calendário e água autorizada ao local.
A mesma série histórica apresenta 2,9 mm em julho, 4,0 mm em agosto e 100,6 mm em dezembro; o máximo diário indicado é 111,3 mm em novembro. Seca estival e chuva concentrada pedem infiltração, cobertura, drenagem e controlo de erosão, sem transformar a série em previsão ou dotação.
O relevo é maioritariamente suave; o diagnóstico identifica vento dominante de oeste, seguido de noroeste, com maior frequência estival. Não publica proporções defensáveis de vertentes. Observar insolação, corredor de vento, abrigo, poeira, sombra e continuidade de combustível no talhão.
Não existe um solo único para Aljustrel. Avaliar profundidade útil, rocha e pedra, textura, pH, carbonatos, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem e erosão; próximo de áreas mineiras ou mineralizadas, confirmar também qualidade de solo e água por análise adequada.
Roxo, canais, reservatórios e os aproveitamentos de Aljustrel, Ervidel, Roxo–Sado e Messejana são contexto e infraestrutura regulada, não direito automático. Confirmar POAR, parcela beneficiada, rede, beneficiário, contrato, título, caudal, dotação anual, qualidade, domínio hídrico e faixas de proteção.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Diário da República — segunda alteração e republicação do PDM de Aljustrel, 2025 ↗
- Diário da República — correção material e adaptação do PDM de Aljustrel, 2026 ↗
- Diário da República — delimitação da REN de Aljustrel, 2026 ↗
- ICNF — listagem pública dos PMDFCI e estado de Aljustrel ↗
- ICNF — PMDFCI histórico de Aljustrel, Caderno I, segunda geração ↗
- ICNF — ZPE de Castro Verde e limites atuais ↗
- CIMBAL — Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Baixo Alentejo ↗
- DGADR — regulamentos dos aproveitamentos hidroagrícolas ↗
- EDIA — boletim de rega e qualidade da água ↗
- APA — PGRH do terceiro ciclo 2022–2027 ↗
- Diário da República — Azeite do Alentejo Interior DOP ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Aljustrel.
4 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Beja →Limite atual: Os números de relevo, clima, ocupação e povoamentos provêm de um PMDFCI que o ICNF marca como desatualizado desde 24-10-2022; são diagnóstico histórico, não inventário atual, previsão, água disponível ou prova parcelar. O PDM foi alterado em 2025 e corrigido e adaptado em 2026 para incorporar a nova REN; ZPE, REN/RAN, POAR do Roxo, regadio, fogo, sobreiro/azinheira e concessões mineiras exigem a cartografia oficial atual e verificação da parcela. A DOP de azeite cobre apenas a área publicada e delimita produto, não olival, cultivar, certificação ou rendimento. Água e qualidade, sobretudo perto de atividade ou passivo mineiro, exigem título, contrato, análises e validação competente.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Sobreiro Contexto · confiança moderada
O diagnóstico florestal histórico cartografa 517,78 ha de sobreiro e o PDM atual mantém as respetivas condicionantes. A fonte de ocupação está desatualizada desde 2022: confirma ligação histórica, não inventário atual, proveniência, sanidade, água, produtividade ou autorização.
Fonte 1 · ICNF — PMDFCI histórico de Aljustrel, Caderno I, segunda geração ↗Fonte 2 · Diário da República — segunda alteração e republicação do PDM de Aljustrel, 2025 ↗Fonte 3 · Diário da República — correção material e adaptação do PDM de Aljustrel, 2026 ↗Fonte 4 · ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗ - Azinheira Contexto · confiança moderada
O mesmo diagnóstico histórico cartografa 207,16 ha de azinheira e o PDM atual mantém as condicionantes aplicáveis. Como a fonte de ocupação está desatualizada desde 2022, não prova presença atual, origem, estado do povoamento, desempenho ou autorização parcelar.
Fonte 1 · ICNF — PMDFCI histórico de Aljustrel, Caderno I, segunda geração ↗Fonte 2 · Diário da República — segunda alteração e republicação do PDM de Aljustrel, 2025 ↗Fonte 3 · Diário da República — correção material e adaptação do PDM de Aljustrel, 2026 ↗Fonte 4 · ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗ - Pinheiro-manso Contexto · confiança moderada
A cartografia histórica assinala 176,11 ha de pinheiro-manso e o PDM atual integra a espécie no enquadramento PROF. A área é limitada e não constitui inventário presente, recomendação de arborização, prova de material, sanidade, água ou aptidão do talhão.
- Oliveira Contexto · confiança limitada
A delimitação do Azeite do Alentejo Interior DOP abrange apenas Aljustrel, São João de Negrilhos e Ervidel no texto publicado, não todo o município. Liga o produto e uma área parcial, sem inventariar olivais, provar cultivar, certificação, água, solo ou rendimento.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono