O diagnóstico florestal histórico situa Barrancos entre cerca de 150 m na confluência Ardila–Murtega e 413 m junto do Monte do Chaparral, predominando cotas de 270–300 m. Há zonas de encosta mais inclinada; confirmar cota, declive, erosão e drenagem de ar no talhão.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Barrancos.
Município fronteiriço entre o vale do Ardila, a ribeira da Murtega e relevo de montado, com grande presença histórica de azinhal e condicionantes ambientais extensas, onde vale, encosta, seca, água regulada e conservação exigem decisão por parcela.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- vale do Ardila e Murtega, Barrancos, encosta ou cabeço fronteiriço
- calor e seca estival, chuva concentrada, frio sem série atual, vento, erosão e fogo
- profundidade, pedra e drenagem, azinhal/montado, Rede Natura, domínio hídrico e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
Não foi localizada uma série municipal atual de dias ou última geada. As séries usadas pelo antigo plano não permitem fixar uma data segura. Medir mínimas, inversão, abrigo e drenagem de ar antes de instalar material sensível.
O plano usa uma série histórica de 1961–80, com 15,9 °C de média anual e 20,9 °C de média das máximas. É diagnóstico antigo, não previsão nem temperatura da parcela; ajustar instalação, sombra, cobertura e água autorizada ao local.
A estação histórica de 1951–80 indica 575,2 mm anuais, dos quais 83,2% ocorriam entre outubro e abril. A seca estival e a chuva concentrada pedem infiltração, cobertura, drenagem e controlo de erosão, sem confundir chuva com previsão ou dotação.
O diagnóstico histórico identifica maior expressão de vertentes a sudoeste e oeste, associadas no plano a maior radiação e risco de fogo, sem percentagem municipal defensável. Os ventos antigos tinham componente de nordeste e noroeste; observar radiação, abrigo, corredor de vento, sombra e combustível no local.
Não existe um solo único demonstrado para Barrancos. Analisar profundidade útil, rocha e pedra, textura, pH, carbonatos, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem e erosão antes de escolher cultura ou sistema.
Ardila, Murtega, Murtigão, Arroio, ribeiras, charcas e poços são contexto, não direito de rega. Confirmar origem, título, caudal ou dotação, qualidade, domínio hídrico, cheia, faixas de proteção e armazenamento na parcela.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Município de Barrancos — revisão do PDM e discussão pública de 2026 ↗
- ICNF — listagem pública dos PMDFCI e estado de Barrancos ↗
- ICNF — PMDFCI histórico de Barrancos, Caderno I, segunda geração ↗
- ICNF — ZPE e limites atuais ↗
- ICNF — ZEC e limites atuais ↗
- Diário da República — uso do fogo e combustível em aglomerados urbanos, 2025 ↗
- APA — PGRH do terceiro ciclo 2022–2027 ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Barrancos.
3 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Beja →Limite atual: O PMDFCI está marcado pelo ICNF como não em vigor desde 28-02-2023; os números de relevo, clima, ocupação, povoamentos e Rede Natura são diagnósticos históricos, não previsão, inventário atual ou aptidão. A primeira revisão do PDM esteve em discussão pública em 2026 e não deve ser apresentada como plano eficaz sem publicação final. As percentagens antigas de Rede Natura não substituem os limites atuais. Confirmar PDM eficaz, Rede Natura, SGIFR, fogo, solo, domínio hídrico e título e qualidade de água na cartografia e no cadastro da parcela.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Azinheira Contexto · confiança moderada
A cartografia histórica publicada no PMDFCI entretanto expirado regista 10 769,5 ha de azinheira, 96,6% da ocupação florestal então classificada. É ligação territorial histórica forte, não inventário atual, origem, sanidade, água, produtividade, aptidão parcelar ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Sobreiro Contexto · confiança moderada
A mesma cartografia histórica regista 182,5 ha de sobreiro. A presença municipal é direta mas muito menor do que a azinheira e não demonstra inventário atual, recomendação, proveniência, estado, água, produtividade ou autorização.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança limitada
O quadro histórico assinala 83,9 ha de pinheiro-manso. É apenas indício cartográfico antigo e limitado, não inventário presente, recomendação de arborização, prova de material, sanidade, resistência, água, produtividade ou aptidão de nova instalação.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono