O diagnóstico PMDFCI de 2021 situa o concelho entre 167,03 e 341,10 m; apenas 18,93% do território excede 4,5° e o declive médio fica pouco acima de 2,72°. A peneplanície é pouco acidentada, mas as variações locais continuam relevantes para escoamento, erosão e profundidade de solo.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Campo Maior.
Município transfronteiriço de peneplanície pouco acidentada, dominado por agricultura e sistemas agroflorestais, onde Caia, Xévora e Abrilongo estruturam a água e Rede Natura, REN, RAN e regadio criam condicionantes distintas por parcela.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- sequeiro, regadio do Caia, zona prevista do Xévora, Campo Maior ou São João Baptista
- calor e seca estival, chuva concentrada, frio de baixio não caracterizado, vento, erosão e fogo
- solo e drenagem, ZEC/ZPE, REN/RAN, margem ou zona inundável, aproveitamento e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
O diagnóstico caracteriza o inverno como curto e ameno, mas não foi localizada série municipal recente de dias ou última geada. Isto não exclui frio pontual em baixios. Confirmar cota, mínimas, inversão, abrigo e drenagem de ar antes de instalar material sensível.
Nas referências históricas compiladas pelo PMDFCI, as médias mensais estivais situam-se entre 21,7 e 25,1 °C e a humidade relativa média às 18 horas pode descer a cerca de 32%. Não são previsão nem medição de talhão; ajustar sombra, cobertura, calendário e água autorizada.
O diagnóstico compila cerca de 583 mm anuais em normais históricas, com aproximadamente 3,48 mm em julho e 82,73 mm em dezembro. A irregularidade e a procura evaporativa exigem infiltração, drenagem, controlo de erosão e reserva, sem transformar a série em previsão ou dotação.
As orientações são globalmente equilibradas, com ligeira preponderância de sul, sudoeste, sudeste e este; dada a planura, o diagnóstico considera o efeito municipal geralmente reduzido. Abrigo, declive, radiação, vento e combustível devem ser lidos no prédio.
Não existe uma classe de solo única para Campo Maior. Na massa subterrânea Elvas–Campo Maior, a APA descreve formações detríticas, margas, arenitos, argilas e depósitos de terraço; confirmar profundidade, pedra, textura, pH, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem e salinidade no talhão.
Caia, Abrilongo e Xévora drenam o território, com muitas linhas intermitentes; PDM, REN e Aproveitamento Hidroagrícola do Caia impõem regras próprias. Albufeira, canal, ribeira ou poço não dão rega: confirmar parcela beneficiada, origem, contrato ou título, dotação, qualidade, caudal, cheia e margens.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Diário da República — revisão do PDM de Campo Maior, 2016 ↗
- Diário da República — delimitação da REN de Campo Maior, 2026 ↗
- ICNF — listagem pública dos PMDFCI e estado de Campo Maior ↗
- ICNF — PMDFCI de Campo Maior, Caderno I, 2021 ↗
- ICNF — Plano de Gestão da ZEC Caia ↗
- ICNF — Plano de Gestão da ZEC São Mamede ↗
- ICNF — ZPE Campo Maior ↗
- APA — PGRH do terceiro ciclo 2022–2027 ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Campo Maior.
3 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Portalegre →Limite atual: O ICNF assinala o PMDFCI de terceira geração como em vigor e atualizado, com data de desatualização indicada de 24-02-2032. O Caderno I intitula-se PMDFCI 2021–2030 e é diagnóstico: usa COS 2018, incêndios 2001–2020 e normais climáticas históricas, não inventário presente, previsão ou aptidão. A delimitação da REN municipal foi aprovada pelo Despacho n.º 8658/2026, publicado em 09-07-2026 e eficaz desde 10-07-2026; aplicar a planta anexa e confirmar incidência parcelar. O PDM de 2016 e os planos ZEC/ZPE condicionam usos segundo a cartografia aplicável. Confirmar PDM, REN/RAN/Rede Natura, domínio hídrico e zonas inundáveis, SGIFR, proteção de sobreiro/azinheira, solo, título e qualidade da água e microclima no prédio.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Azinheira Contexto · confiança moderada
A COS 2018 publicada no diagnóstico PMDFCI regista 3 081,35 ha de azinheira, predominante na ocupação florestal então cartografada. É ligação territorial histórica forte, não inventário atual, ensaio, proveniência, sanidade, água, produtividade, aptidão parcelar ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Sobreiro Contexto · confiança moderada
A mesma cartografia histórica regista 126,16 ha de sobreiro. É presença municipal direta mas limitada, não inventário presente, recomendação, proveniência, estado, água, produtividade ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança moderada
A COS 2018 do diagnóstico regista 150,98 ha de pinheiro-manso, sobretudo em São João Baptista. É presença municipal histórica e direta, não prova de material, sanidade, resistência, água, produtividade ou adequação de nova instalação.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono