O diagnóstico PMDFCI situa Gavião entre 50 m na zona do rio Tejo e 310 m nas freguesias de Belver e Gavião, com altitude média de 140 m. Predominam declives de 0–5% em Comenda e Margem; as encostas do Tejo e da ribeira de Alferreireira atingem classes superiores a 20%. Confirmar cota, vertente, erosão, escoamento e drenagem de ar no talhão.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Gavião.
Município entre o vale do Tejo, encostas e setores mais planos, com forte presença florestal e condicionantes de água, RAN/REN, domínio hídrico, fogo e proteção do sobreiro e da azinheira que variam por parcela.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- Belver, Comenda, Gavião ou Margem; vale do Tejo, encosta ou planície interior
- calor e seca estival, chuva histórica concentrada, geada não caracterizada, vento, erosão e fogo
- profundidade, pedra e drenagem, RAN/REN, DPH, Tejo, albufeira de Belver, ribeiras, captação e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
Não foi localizada série municipal atual de dias ou última geada. Vale, baixio, encosta e proximidade de água podem arrefecer de forma distinta; as normais históricas não definem data segura. Medir mínimas, inversão, abrigo e drenagem de ar antes de instalar material sensível.
No diagnóstico, as referências distritais de Portalegre 1981–2010 indicam 24,0/24,1 °C de média em julho e agosto, 30,5 °C de média das máximas em ambos e máximas diárias indicadas de 40,4/41,3 °C. São séries históricas externas, não previsão nem temperatura da parcela.
A referência distrital histórica 1981–2010 indica 29,2 mm em junho, 13,5 mm em julho e 19,7 mm em agosto, face a 128,8/128,3/134,5 mm em outubro, novembro e dezembro. Não é previsão, dotação ou disponibilidade de água no prédio; planear infiltração, drenagem, erosão e reserva útil local.
O diagnóstico identifica o quadrante sul como o mais destacado no contexto de risco de incêndio; não é prescrição agronómica. Vale do Tejo, encosta e setores planos variam em radiação, vento, sombra, humidade e combustível: medir no talhão.
Não existe solo municipal único. Analisar profundidade útil, rocha e pedra, textura, pH e carbonatos, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem, erosão e eventual salinidade antes de escolher cultura ou sistema.
A norte, Tejo, Belver, Canas e Eiras; a sul, São Bartolomeu, Margem, Venda, Sor, Amieira Cova e Represa estruturam a rede referida no diagnóstico. A albufeira de Belver é massa de água fortemente modificada, não título de rega. Rio, ribeira, albufeira, charca ou poço exigem confirmação de domínio hídrico, margens, origem, captação, título, caudal ou dotação, qualidade, cheia e armazenamento.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Diário da República — ratificação do PDM de Gavião, 1996 ↗
- Diário da República — adaptação do PDM ao PROT Alentejo, 2010 ↗
- Diário da República — reinício da primeira revisão do PDM, 2019 ↗
- Diário da República — segunda alteração do PDM de Gavião, 2022 ↗
- Diário da República — ação administrativa sobre normas da alteração de 2022, 2026 ↗
- ICNF — listagem pública dos PMDFCI e estado de Gavião ↗
- ICNF — PMDFCI de Gavião, Caderno I, terceira geração ↗
- APA — PGRH do terceiro ciclo 2022–2027 ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Gavião.
3 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Portalegre →Limite atual: Na listagem pública, o ICNF assinala o PMDFCI de terceira geração como «Em vigor/Atualizado: Sim» e indica fim do período de vigência em 05-11-2031. O Caderno I intitula-se 2021–2030 e usa COS 2015 validada, clima distrital de Portalegre 1971–2000 e 1981–2010 e histórico de incêndios; não é inventário atual, previsão, garantia de água ou aptidão. O PDM ratificado em 1996 teve adaptação ao PROT Alentejo em 2010 e segunda alteração publicada em 2022; a primeira revisão foi reiniciada em 2019 sem ato final localizado. Uma ação administrativa anunciada em 2026 pede a ilegalidade de normas específicas da alteração de 2022, mas não foi localizada decisão final, pelo que não se infere anulação nem validade dessas normas em cada caso. O diagnóstico então disponível dizia não existirem áreas municipais de Rede Natura 2000 ou regime florestal, mas isso não substitui cartografia atual nem elimina RAN/REN, DPH, SGIFR, proteção das quercíneas ou outras restrições. Eucaliptos, pinheiro-bravo, outras folhosas e sistemas agroflorestais não são convertidos nem repartidos por espécie. Confirmar PDM e processo judicial quando relevante, condicionantes, cartografia de conservação, solo, património, título, dotação e qualidade da água e microclima no prédio.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Sobreiro Contexto · confiança moderada
A COS 2015 validada e publicada no diagnóstico PMDFCI cartografa 6 122,96 ha na classe «sobreiros». É ligação municipal histórica direta, não inventário atual, recomendação, origem, sanidade, água, produtividade, aptidão parcelar ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Azinheira Contexto · confiança moderada
A mesma COS 2015 validada regista 90,32 ha na classe «azinheira». Confirma presença municipal histórica direta, mas limitada, não inventário presente, ensaio, proveniência, estado, água, produtividade, aptidão ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança moderada
A mesma cartografia histórica regista 182,11 ha na classe «pinheiro-manso». É presença municipal direta, mas limitada, não inventário atual, prova de material, sanidade, resistência, água, produtividade ou adequação de nova instalação.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono