O diagnóstico PMDFCI situa o concelho entre o nível do mar e 201 m no vértice geodésico Castelhanas. Predominam declives de 0–5° e 5–10°, mas arribas costeiras atingem pelo menos 20° e há setores superiores a 10° no Vale da Cornada e junto às ribeiras principais; confirmar cota, erosão, estabilidade e drenagem de ar no talhão.
Município · Região climática Lisboa e Vale do Tejo
O que plantar
em Lourinhã.
Município costeiro de baixa altitude entre arribas, vales do Rio Grande e pequenas ribeiras e planaltos ondulados, onde vento atlântico, água estival, erosão costeira, solo e a ZEC Peniche/Santa Cruz variam por parcela.
Padrão climático
Lisboa e Vale do Tejo
Estuário, lezíria e colinas.
Mediterrânico suave, estação longa e influência atlântica variável. A combinação de calor, solos produtivos e geada limitada suporta hortícolas, citrinos, vinha e muitas ornamentais.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- litoral e arribas, Vimeiro, Lourinhã, interior ondulado ou vale do Rio Grande; 0–201 m
- vento norte/noroeste, seca estival, exposição marítima, inversão de vale, erosão e fogo
- profundidade, drenagem, sal, ZEC, REN/RAN, domínio hídrico e marítimo, SGIFR e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
Não foi localizada série municipal atual de dias ou última geada. Litoral, vale e interior ondulado respondem de forma diferente ao frio, vento e abrigo; as normais históricas não fixam uma data segura. Medir mínimas e inversões antes de instalar material sensível.
Nas normais históricas 1961–1990 de Vimeiro usadas pelo diagnóstico, a média anual é 14,9 °C, agosto atinge 19,5 °C de média e o extremo máximo anual indicado é 42,2 °C, em junho. São referências antigas de uma estação, não previsão nem temperatura uniforme do município.
A mesma referência histórica totaliza 682,1 mm por ano e regista 23,5 mm em junho, 5,0 mm em julho, 7,6 mm em agosto e 29,4 mm em setembro. Não é precipitação atual, dotação nem garantia de água; vale, planalto e faixa costeira exigem medição local e reserva estival.
A cartografia histórica distribui 28,07% das vertentes por oeste, 24,70% por sul, 20,74% por norte, 18,84% por leste e 7,63% por terreno plano. Em julho predomina noroeste e em agosto norte na estação citada; são sinais históricos para vento, radiação e secura, não recomendação agronómica.
Não existe solo municipal único. Arriba, planalto, vale e faixa marítima podem diferir em profundidade, textura, carbonatos, sal e drenagem. Medir profundidade útil, rocha e pedra, pH, matéria orgânica, compactação, infiltração, erosão e salinidade, além da estabilidade costeira.
O Rio Grande é a linha principal; pequenas ribeiras têm caudal estival reduzido no diagnóstico. Rio, ribeira, poço ou charca não conferem rega: confirmar domínio hídrico ou marítimo, margens, origem, título, caudal ou dotação, qualidade, intrusão salina, cheia e armazenamento.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Diário da República — primeira revisão do PDM da Lourinhã, 2017 ↗
- Diário da República — discussão pública da proposta de segunda alteração do PDM, 2024 ↗
- Diário da República — início da terceira alteração do PDM, 2025 ↗
- ICNF — listagem pública dos PMDFCI e estado da Lourinhã ↗
- ICNF — PMDFCI da Lourinhã, Caderno I, terceira geração ↗
- DGADR — Pêra Rocha do Oeste DOP ↗
- DGADR — Maçã de Alcobaça IGP ↗
- Diário da República — classificação da ZEC Peniche/Santa Cruz, 2026 ↗
- Diário da República — plano de gestão da ZEC Peniche/Santa Cruz, 2026 ↗
- APA — PGRH do terceiro ciclo ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Lourinhã.
5 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Lisboa e Vale do Tejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Lisboa →Limite atual: O registo público do ICNF marca o PMDFCI de terceira geração como atual e mostra 11-02-2031 na coluna pública «Data de Desatualização»; essa etiqueta não é tratada como prazo jurídico. O Caderno I intitula-se 2020–2029, foi produzido em 2019 e usa normais de Vimeiro 1961–1990, cartografia municipal baseada em ortofoto de 2015 e incêndios até 2018; não é inventário atual, previsão, garantia de água ou aptidão. A revisão do PDM de 2017 mantém-se operativa; a discussão de 2024 e o início de terceira alteração em 2025 não são atos finais. A ZEC Peniche/Santa Cruz e respetivo plano de 2026 só condicionam a área delimitada; confirmar sobreposição GIS, PDM, REN/RAN, domínio hídrico e marítimo e SGIFR no prédio. DOP e IGP provam ligação territorial ao produto, não pomar, lote certificado ou aptidão. Confirmar solo, estabilidade, título, dotação e qualidade da água e microclima.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Pereira Rocha Contexto · confiança moderada
A DGADR inclui Lourinhã na área geográfica delimitada da Pêra Rocha do Oeste DOP. É ligação territorial direta e forte ao regime de qualidade, mas não prova pomar, certificação de fruto, porta-enxerto, sanidade, água, produtividade ou aptidão da parcela.
- Macieira Contexto · confiança moderada
A DGADR inclui Lourinhã na área de produção da Maçã de Alcobaça IGP e identifica grupos varietais abrangidos. A ligação é ao regime territorial do produto, não a qualquer macieira, lote, porta-enxerto, certificação, água, rendimento ou aptidão parcelar.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança moderada
A cartografia municipal baseada em ortofoto DGT de 2015 e publicada no diagnóstico regista 109,8 ha de pinheiro-manso. É presença histórica direta, não inventário atual, material, sanidade, resistência ao fogo, água, produtividade ou adequação de nova instalação.
- Sobreiro Contexto · confiança limitada
A mesma cartografia histórica regista apenas 7,8 ha de sobreiro. Confirma presença municipal muito limitada, não inventário presente, ensaio, proveniência, sanidade, água, produtividade, aptidão ou autorização; mantém-se a proteção legal.
- Azinheira Contexto · confiança limitada
A mesma cartografia histórica regista apenas 1,4 ha de azinheira. É presença municipal muito limitada, não inventário atual, ensaio, proveniência, sanidade, água, produtividade, aptidão ou autorização; mantém-se a proteção legal.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é muito favorável na estação quente; mantenha rega localizada e polinização, evitando seca durante floração e vingamento.
Acelga
A acelga é favorável de outono a primavera e com variedade adequada; no verão, controle espigamento ou perda de qualidade das folhas.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Aipo
O aipo é favorável de outono a primavera; no verão escolha variedade e exposição que limitem pecíolos fibrosos, ocos ou crescimento interrompido.
Alface
Favorável de outono a primavera e possível no verão com variedade adequada, rega rigorosa e proteção do calor da tarde.
Alho
O alho é muito favorável; escolha variedade pelo fotoperíodo e conduza a água para permitir maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é muito favorável; escolha variedade pelo fotoperíodo e conduza a água para permitir crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Ameixeira
Favorável para cultivares adaptadas a inverno moderado; confirme frio, polinizadora e água antes de escolher o lote.
Antúrio
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com solo drenado e água disponível; evite excesso de azoto, salinidade e colheita após chuva.
Begónia-maculata
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Beringela
A beringela é muito favorável na estação quente; evite oscilações de água e calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Beterraba
A beterraba é favorável de outono a primavera e com variedade adequada; no verão, controle floração antecipada e raízes de qualidade irregular.
Boca-de-tigre
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Brócolo
O brócolo é favorável de outono a primavera e em ciclos bem escolhidos; no verão, calor e água irregular reduzem qualidade.
Vigiar
Limites regionais.
- ondas de calor
- água calcária
- zonas vulneráveis a nitratos
Fazer
Ações com impacto.
- regar por setor
- analisar o solo
- evitar fertilização excessiva