O PMDFCI situa a cota máxima municipal nos 428 m da Serra de Monfurado. A classe de 157 a 202 m ocupa cerca de 26% do concelho e apenas 5% supera 293 m; estas proporções municipais não substituem levantamento da parcela, sobretudo em vertentes, cabeços e vales.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Montemor-o-Novo.
Município amplo do Alentejo Central, entre peneplanície, Serra de Monfurado, vales do Almansor e montados, onde calor continental, seca, chuva intensa, fogo, solos muito variáveis, declive e regime de água tornam a aptidão necessariamente parcelar.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- peneplanície, serra ou planalto, vale ou depressão, montado, barragem ou tecido urbano
- calor, seca estival, geada de vale, precipitação intensa, vento e fogo
- profundidade, pedra, textura, drenagem, erosão, coberto e origem da água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
O plano climático municipal identifica vales e depressões como zonas de acumulação de ar frio. A tendência projetada de redução de episódios de geada não garante ausência de frio numa parcela; registar mínimas, cota, abrigo e drenagem de ar antes de instalar material sensível.
Na série histórica Évora/Aeródromo 1971–2000 usada pelo PMDFCI, julho e agosto tiveram médias diárias de 23,2 °C e 23,3 °C, e média das máximas de 30,2 °C. É uma estação externa e uma referência antiga; o PMAAC enquadra agravamento de calor, seca e fogo, pelo que sombra, cobertura e água devem responder ao local.
A série histórica usada pelo plano regista 6,6 mm em agosto e 102,7 mm em dezembro, com 67,7% da precipitação entre outubro e fevereiro. A concentração sazonal e os episódios intensos exigem infiltração, drenagem e controlo de erosão; não usar a tabela do plano como previsão ou dotação de rega.
Terreno plano e exposição oeste representam cerca de 23% cada; sul 21%, norte 18% e este 15%. O noroeste foi a direção de vento dominante na referência histórica. Orientação, abrigo, combustível e posição no relevo devem ser observados na parcela.
Peneplanície, Serra de Monfurado, montado, vale e área urbana reúnem profundidades, pedra, texturas e drenagens distintas. O próprio diagnóstico relaciona solo, declive e exploração com o coberto; analisar profundidade efetiva, textura, pH, matéria orgânica, compactação, erosão e drenagem antes de plantar.
Almansor, Lavre, São Martinho, São Cristóvão e Cabrela estruturam a rede, mas o PMDFCI caracteriza os cursos como sazonais ou intermitentes e frequentemente secos no verão. Ribeira, barragem, poço ou furo não equivalem a água disponível: confirmar origem, qualidade, título, caudal estival, armazenamento e risco de cheia.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Município de Montemor-o-Novo — PMDFCI, Caderno I ↗
- Município de Montemor-o-Novo — Plano Municipal de Ação Climática ↗
- Município de Montemor-o-Novo — adaptação às alterações climáticas ↗
- Município de Montemor-o-Novo — Plano Diretor Municipal ↗
- Município de Montemor-o-Novo — projeto RIVER ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
- ICNF — ZEC Monfurado ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Montemor-o-Novo.
3 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Évora →Limite atual: Sobreiro, azinheira e pinheiro-manso provêm da cartografia usada no PMDFCI de dezembro de 2014, publicada em 2011 a partir de ortofotomapas de 2005 e validação de campo em 2008. São classes de coberto histórico, não inventário atual, ensaio, prova de origem, sanidade, produtividade, água disponível, resistência ao fogo ou aptidão de parcela. Sobreiro e azinheira mantêm proteção legal própria. Monfurado, linhas de água, vales, áreas Natura 2000, PDM/REN e propriedade alheia exigem confirmação local e parecer ou autorização aplicável.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Sobreiro Contexto · confiança elevada
A cartografia florestal publicada em 2011 e usada pelo PMDFCI contabiliza 36 541,46 ha de sobreiro, com presença em todas as antigas freguesias e maior expressão em Cabrela e Lavre. Foi produzida com ortofotomapas de 2005 e validação de campo em 2008: confirma coberto histórico, não inventário atual, proveniência, aptidão parcelar ou autorização.
- Azinheira Contexto · confiança elevada
A mesma cartografia contabiliza 16 841,79 ha de azinheira, com maior área na antiga freguesia de Nossa Senhora da Vila e depois em São Cristóvão. É coberto histórico baseado em ortofotomapas de 2005 e validação de 2008, não inventário atual, ensaio, proveniência, sanidade, água ou aptidão uniforme.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança elevada
A cartografia florestal do PMDFCI contabiliza 7 458,27 ha de pinheiro-manso, com a maior área na antiga freguesia de Cabrela. Confirma coberto histórico publicado em 2011 a partir de imagem de 2005 e validação de 2008; não recomenda arborização nem prova origem, produtividade, água, resistência ao fogo ou aptidão de parcela.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono