No Oeste dominam cotas baixas, com máximo de 67 m na Atalaia e declives geralmente suaves; no Este, a altitude média supera 50 m, há encostas pontualmente acima de 25% e o ponto mais alto junto de Bombel, Pegões Cruzamento, ronda 136 m.
Município · Região climática Lisboa e Vale do Tejo
O que plantar
em Montijo.
Município territorialmente descontínuo entre o estuário e a cidade baixa de Montijo Oeste e a charneca rural de Montijo Este; maré, relevo, solo, seca e água não admitem uma leitura concelhia única.
Padrão climático
Lisboa e Vale do Tejo
Estuário, lezíria e colinas.
Mediterrânico suave, estação longa e influência atlântica variável. A combinação de calor, solos produtivos e geada limitada suporta hortícolas, citrinos, vinha e muitas ornamentais.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- Montijo Oeste estuarino ou Montijo Este de charneca e montado
- maré, salinidade, ribeira sazonal, seca, calor e incêndio
- aluvião e solo salino versus areia, podzol e calcário localizado
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
A antiga estação da Base Aérea, a 14 m sob influência do Tejo, registou geada em cerca de 20–30 dias por ano durante 1961–1990. Não é calendário para Pegões, Canha, vales interiores ou qualquer parcela atual.
A série 1961–1990 da Base Aérea registou média de agosto de 22,5 °C e máxima média de 28,8 °C, mas representa o extremo oeste estuarino. O PMAC projeta mais calor e ondas de calor; Montijo Este recebe menor moderação marítima.
A Base Aérea registou 577 mm anuais em 1961–1990, concentrados no inverno e com julho e agosto muito secos. O PMAC projeta menos chuva média e mantém episódios intensos; armazenar e infiltrar no inverno não elimina défice estival ou inundação local.
O Oeste recebe Tejo, maré e massas de ar atlânticas; o Este inclui charneca, cumeadas, ribeiras e áreas agrícolas abertas. Medir insolação, vento, abrigo, cota e drenagem de ar, sem transferir as condições da frente estuarina para Pegões ou Canha.
No Oeste, aluviões, solos hidromórficos e salinos ocupam baixas e troços inferiores das ribeiras. No Este predominam areias, arenitos e podzóis, com calcários pontuais junto da ribeira de Canha. Testar textura, profundidade, pH, drenagem, salinidade e contaminação.
No Oeste, Tejo, esteiros e valas têm influência estuarina e não garantem água doce de rega. No Este, Canha, Lavre e outras linhas são maioritariamente intermitentes no verão; confirmar origem, qualidade, caudal, licença, armazenamento, erosão e inundação.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Município do Montijo — Plano Municipal de Ação Climática 2025 ↗
- Município do Montijo — Caracterização biofísica e estado do ambiente ↗
- Município do Montijo — Plano Intermunicipal de Defesa da Floresta, Caderno I ↗
- Município do Montijo — Caracterização da ocupação do solo ↗
- Município do Montijo — Sobreiro Centenário de Canha ↗
- APA — Planos de Gestão das Regiões Hidrográficas ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Montijo.
5 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Lisboa e Vale do Tejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Setúbal →Limite atual: As relações separam o estuário de Montijo Oeste da charneca e montado de Montijo Este. Documentam habitats ou ocorrências em fontes municipais, não ensaios concelhios, inventário atualizado, proveniência, autorização de recolha, água disponível ou aptidão para terreno privado.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Sobreiro Contexto · confiança elevada
O Município apresenta um sobreiro centenário de Canha como árvore de interesse público e caracteriza Montijo Este por extensos montados. Confirma presença e valor local, não o ato jurídico de classificação, aptidão em solos salinos do Oeste, proveniência, recolha ou autorização de intervenção.
- Azinheira Contexto · confiança moderada
O estudo municipal refere poucos exemplares de Quercus rotundifolia e relaciona-os com manchas calcárias junto da ribeira de Canha. É evidência historicamente enquadrada, não distribuição atual, aptidão concelhia ou recomendação fora desse contexto edáfico.
- Morraça Contexto · confiança moderada
A caracterização biofísica municipal identifica Spartina maritima no ecossistema estuarino de Montijo Oeste, associada a fundos lodosos ou arenosos, imersão prolongada e salinidade alta. É registo de habitat da fonte, não censo atual nem autorização de recolha, translocação ou plantação sem projeto autorizado.
- Gramata-branca Contexto · confiança moderada
A caracterização biofísica municipal inclui Halimione portulacoides na comunidade arbustiva de sapal de Montijo Oeste. Confirma um registo de habitat da fonte, não presença atual, aptidão para jardim, origem de propágulos, cota correta ou intervenção sem autorização.
- Sarcocórnia-perene Contexto · confiança moderada
A caracterização biofísica municipal imprime Arthrocnemum perene, grafia histórica compatível com Arthrocnemum perenne, sinónimo de Sarcocornia perennis/Salicornia perennis. O registo não prova presença atual e a correspondência não resolve subespécie, proveniência, cota ou adequação de restauro.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é muito favorável na estação quente; mantenha rega localizada e polinização, evitando seca durante floração e vingamento.
Acelga
A acelga é favorável de outono a primavera e com variedade adequada; no verão, controle espigamento ou perda de qualidade das folhas.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Aipo
O aipo é favorável de outono a primavera; no verão escolha variedade e exposição que limitem pecíolos fibrosos, ocos ou crescimento interrompido.
Alface
Favorável de outono a primavera e possível no verão com variedade adequada, rega rigorosa e proteção do calor da tarde.
Alho
O alho é muito favorável; escolha variedade pelo fotoperíodo e conduza a água para permitir maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é muito favorável; escolha variedade pelo fotoperíodo e conduza a água para permitir crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Ameixeira
Favorável para cultivares adaptadas a inverno moderado; confirme frio, polinizadora e água antes de escolher o lote.
Antúrio
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com solo drenado e água disponível; evite excesso de azoto, salinidade e colheita após chuva.
Begónia-maculata
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Beringela
A beringela é muito favorável na estação quente; evite oscilações de água e calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Beterraba
A beterraba é favorável de outono a primavera e com variedade adequada; no verão, controle floração antecipada e raízes de qualidade irregular.
Boca-de-tigre
Confirmar calor junto ao vidro, exposição, vento e drenagem no local concreto.
Brócolo
O brócolo é favorável de outono a primavera e em ciclos bem escolhidos; no verão, calor e água irregular reduzem qualidade.
Vigiar
Limites regionais.
- ondas de calor
- água calcária
- zonas vulneráveis a nitratos
Fazer
Ações com impacto.
- regar por setor
- analisar o solo
- evitar fertilização excessiva