O PMDFCI situa Mourão entre 127,75 e 283,99 m, com variação altimétrica municipal reduzida. Cota, declive, distância à albufeira, cabeço e fundo de vale continuam a alterar drenagem, vento e acumulação de ar frio; confirmar estes fatores na parcela.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Mourão.
Município alentejano entre Mourão, Granja, a Nova Aldeia da Luz, o Guadiana e Alqueva, onde sequeiro, regadio equipado, margem inundada, montado e áreas classificadas coexistem com calor, seca, geada de vale, solo e água muito desiguais.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- planalto, vale ou depressão, margem Guadiana–Alqueva, Mourão, Granja ou Nova Aldeia da Luz
- calor e ondas de calor, seca, geada radiativa, chuva concentrada, vento e fogo
- solo delgado ou profundo, declive, erosão, montado, área classificada, perímetro de rega e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
O PMAAC identifica vales e depressões como áreas com maior probabilidade de acumulação de ar frio. Em noites anticiclónicas, fundos de vale podem concentrar ar frio e geada, embora a tendência regional seja de menos dias de geada; medir mínimas, cota, abrigo e drenagem de ar antes de instalar material sensível.
A referência histórica Benavila 1951–1980 usada pelo PMDFCI registou em julho e agosto média de 23,3 °C e média das máximas de 32,1 °C; é uma estação externa e série antiga. O PMAAC classifica o risco atual de ondas de calor como significativo nas três freguesias. Sombra, cobertura, água de estabelecimento e gestão de combustível devem responder ao local.
No quadro mensal da série Benavila 1951–1980 usada pelo PMDFCI, agosto regista 4,0 mm, janeiro 103,6 mm e o total anual ronda 706 mm; a prosa do mesmo plano apresenta um valor de agosto divergente. É referência histórica externa. Dimensionar infiltração, drenagem, erosão e reserva sem tratar a média como previsão ou dotação de rega.
Planalto, vale, depressão, margem de Alqueva e tecido urbano têm insolação e circulação de ar distintas. Na série histórica, o vento de noroeste ganha frequência no verão, enquanto as maiores velocidades médias ocorrem preferencialmente de sul; são referências antigas. Observar orientação, abrigo, poeira e vento na parcela.
O PMAAC assinala solos delgados nas zonas declivosas e risco de perda da camada arável. Margem, planalto, depressão, montado, sequeiro e regadio não são equivalentes: testar profundidade, pedra, textura, pH, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem, salinidade e erosão antes de plantar.
Alqueva e Guadiana transformaram a paisagem, incluindo a relocalização da aldeia da Luz após submersão da anterior. O PMDFCI caracteriza a maioria das linhas como intermitentes. A EDIA indica 593 ha equipados para rega junto da Nova Aldeia da Luz; margem ou proximidade não conferem direito. Confirmar integração no bloco, infraestrutura, contrato, dotação, qualidade, caudal e condicionantes.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- Município de Mourão — PMDFCI, Caderno I ↗
- Município de Mourão e CIMAC — Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas ↗
- Município de Mourão — SIG, PDM e peças territoriais ↗
- Município de Mourão — discussão pública da revisão do PDM, 2026 ↗
- Município de Mourão — Nova Aldeia da Luz ↗
- EDIA — Sistema Global de Rega de Alqueva ↗
- EDIA — área de rega em exploração ↗
- ICNF — ZEC Moura/Barrancos ↗
- ICNF — ZPE Mourão/Moura/Barrancos ↗
- DGADR — Azeite de Moura DOP ↗
- DGADR — Azeites do Norte Alentejano DOP ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Mourão.
3 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Évora →Limite atual: Azinheira e sobreiro provêm do PMDFCI, cuja cartografia usa COS 2007, carta CIMAC de 2005 e ortofotomapas de 2005: são coberto histórico, não inventário atual, ensaio, origem, sanidade, produtividade, água, resistência ao fogo ou aptidão parcelar. Oliveira deriva de duas DOP e não inventaria olivais ou identifica automaticamente cultivares. ZEC, ZPE, Alqueva, Guadiana, a área equipada de 593 ha, poços e linhas não concedem rega. O PDM está em revisão e discussão pública em 2026; confirmar regras em vigor, REN/RAN, domínio hídrico, propriedade e licença antes de plantar, mobilizar, captar ou intervir.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Azinheira Contexto · confiança elevada
O PMDFCI cartografa 1 978,5 ha de azinheira: 1 044,2 ha em Granja, 85,6 ha em Luz e 848,7 ha em Mourão. A base usa COS 2007, carta CIMAC de 2005 e ortofotomapas de 2005 para esclarecimentos: confirma coberto histórico, não inventário atual, proveniência, sanidade, água, produtividade ou aptidão parcelar.
- Sobreiro Contexto · confiança moderada
O PMDFCI assinala 59,6 ha de sobreiro: 12 ha em Luz e 47,6 ha em Mourão, sem área na tabela de Granja. É presença cartográfica histórica e limitada, baseada em COS 2007 e CIMAC 2005; não recomenda arborização nem prova origem, sanidade, água, produtividade ou aptidão. Mantém-se a proteção legal.
- Oliveira Contexto · confiança moderada
A DGADR inclui Granja na área do Azeite de Moura DOP e Luz e Mourão na dos Azeites do Norte Alentejano DOP. Os produtos usam designações Galega, Verdeal, Cordovil ou Cobrançosa, sem resolver todas as cultivares do catálogo. A união das áreas regulamentares cobre as três freguesias, mas não inventaria olivais, prova material ou rega nem certifica lotes.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono