O PMDFCI 2018–2027 situa o concelho entre cerca de 88 m junto ao Guadiana, na foz da ribeira de Odearce, e 412 m na Serra do Mendro, a norte. O relevo é geralmente pouco acidentado, mas a serra reúne os declives iguais ou superiores a 15°. São dados de diagnóstico; confirmar cota, vertente, rocha, erosão e drenagem de ar no talhão.
Município · Região climática Alentejo
O que plantar
em Vidigueira.
Município baixo-alentejano entre a Serra do Mendro, planaltos, vinhas, olivais, montados e os vales do Guadiana e Odearce, com seca e calor estivais, encostas mais expostas a sul e oeste e água condicionada por perímetro, qualidade, licença e margem.
Padrão climático
Alentejo
Planícies, montado e interior sul.
Mediterrânico quente e seco, precipitação irregular e forte evapotranspiração. Oliveira, aromáticas e espécies mediterrânicas toleram o verão; culturas tenras exigem sombra, solo coberto e rega eficiente.
Ler o guia climático completo →O que confirmar no local
- Serra do Mendro, planalto, Vidigueira, Vila de Frades, Selmes ou Pedrógão do Alentejo
- calor extremo, seca estival, chuva concentrada, geada radiativa, vento e fogo
- rocha, profundidade, erosão, montado, vinha, EFMA/Alqueva e título de água
Estas diferenças podem subir ou descer a adequação indicada abaixo. Observe o terreno durante um ciclo anual antes de decisões permanentes.
Perfil municipal documentado
O concelho não é
um clima único.
Este perfil resume condicionantes concelhias encontradas nas fontes abaixo. Não calcula a sua parcela nem substitui observação de altitude, exposição, solo e água no local.
Não foi localizada uma série municipal atual de dias ou última geada. O PMDFCI usa a referência histórica 1971–2000, com médias mensais de 9,6 °C em janeiro e 10,8 °C em dezembro, insuficiente para fixar uma data segura de plantação. Serra, vale, planalto e margem de água podem arrefecer de forma diferente; medir mínimas, inversão, abrigo e drenagem de ar.
Na série 1971–2000 usada pelo PMDFCI, julho e agosto têm 24,2–24,3 °C de média e 32,8–32,6 °C de média das máximas; o maior valor registado é 45,2 °C em julho. São estatísticas históricas, não previsão ou temperatura da parcela. Ajustar sombra, cobertura, época de instalação, água autorizada e gestão de combustível ao local.
O gráfico 3 do PMDFCI apresenta 571,8 mm anuais; nele figuram 2,9 mm em julho, 4,0 mm em agosto e 100,6 mm em novembro, e 111,3 mm como máximo diário em novembro. A rotulagem e a prosa internas são inconsistentes, pelo que os valores servem apenas de referência histórica, não previsão ou dotação. A sazonalidade exige infiltração, drenagem, erosão e reserva.
A cartografia identifica maior expressão de vertentes a sul e oeste, com maior radiação, temperatura e secura; as encostas do Mendro exigem leitura própria. Nos ventos históricos, oeste tem frequência média anual de 18,7%, noroeste 17,0% e este 15,0%; medir insolação, corredor de vento, abrigo, sombra, pedra exposta e combustível no local.
O PDM em vigor e a diversidade entre Mendro, montado, vinha, olival, planalto e vale impedem atribuir um solo único. O circuito de rega também não substitui diagnóstico: analisar profundidade útil, rocha e pedra, textura, pH, carbonatos, matéria orgânica, compactação, infiltração, drenagem, erosão e eventual salinidade ou contaminação.
Guadiana, Odearce, Freixo, Marmelar, Selmes e Selminhos, Alqueva e Alvito compõem a rede. O PDM mantém condicionantes do POAAP Alqueva/Pedrógão e a EDIA descreve o Circuito Hidráulico da Vidigueira por fases e blocos. Ribeira, albufeira, poço ou proximidade da rede não conferem rega: confirmar parcela beneficiada, contrato, título, dotação, qualidade, caudal, cheia e faixa legal.
Rastreabilidade
Fontes usadas neste perfil
Revisto em 2026-07-26; ligações verificadas em 2026-07-26.
- ICNF — PMDFCI de Vidigueira 2018–2027, Caderno I ↗
- Diário da República — PDM de Vidigueira, 2022 ↗
- DGT — procedimento de revisão do PDM de Vidigueira ↗
- EDIA — Circuito Hidráulico da Vidigueira e respetivo bloco de rega ↗
- EDIA — Circuito Hidráulico da Vidigueira, segunda fase ↗
- APA — PGRH do terceiro ciclo 2022–2027 ↗
- IVV — DOP Alentejo, sub-região Vidigueira ↗
- DGADR — Azeite do Alentejo Interior DOP ↗
- ICNF — proteção do sobreiro e da azinheira ↗
Recomendação comparada
Plantas para
Vidigueira.
5 registos ligam plantas concretas ao concelho, mas não constituem ensaio de aptidão. Todas as classificações permanecem integralmente herdadas de Alentejo.
Um registo territorial pode documentar cultivo, ocorrência, cartografia, intervenção ou conservação. Por defeito é apenas contexto e nunca altera a aptidão regional. Só uma avaliação local ligada a evidência parcelar pública, direta, datada e delimitada pode alterar a escala qualitativa de 1 a 3.
Comparar com o distrito de Beja →Limite atual: Azinheira, sobreiro e pinheiro-manso vêm da COS 2015 usada pelo PMDFCI 2018–2027 e descrevem ocupação histórica, não inventário atual ou aptidão; as classes mistas não permitem repartir espécies. A prosa e a tabela de uso geral divergem e o gráfico e a prosa climáticos têm rotulagem inconsistente, pelo que não se usam totais incompatíveis. Videira e oliveira derivam apenas de geografia DOP. EFMA, Alqueva, Guadiana, ribeiras e poços não concedem rega. Confirmar PDM de 2022, POAAP, REN/RAN, fogo, parcela beneficiada, contrato, título, caudal, qualidade, solo e microclima antes de plantar, captar ou intervir.
Registos territoriais
Contexto documentado — não é uma recomendação de plantação.
Estes registos confirmam uma ligação publicada entre planta e território. Não mudam a classificação regional nem provam desempenho, autorização, água ou aptidão da sua parcela.
- Azinheira Contexto · confiança elevada
O quadro 6 do PMDFCI, baseado na COS 2015, cartografa 9 354,03 ha de azinheira, repartidos por Vila de Frades, Vidigueira, Selmes e Pedrógão do Alentejo. É ligação territorial histórica forte, não inventário atual, ensaio, origem, sanidade, água, produtividade ou aptidão parcelar; mantém-se a proteção legal.
- Sobreiro Contexto · confiança elevada
O mesmo quadro COS 2015 cartografa 2 053,30 ha de sobreiro nas quatro freguesias e mais 235,93 ha na classe mista sobreiro–azinheira, não repartível por espécie. É cartografia histórica, não inventário atual, recomendação, origem, produtividade, água ou autorização.
- Pinheiro-manso Contexto · confiança elevada
O quadro COS 2015 cartografa 1 395,48 ha de pinheiro-manso nas quatro freguesias. A presença territorial não demonstra material, sanidade, resistência ao fogo ou pragas, água, produtividade ou aptidão de uma nova instalação.
- Videira Contexto · confiança moderada
O IVV delimita a sub-região DOP Alentejo–Vidigueira pelos limites integrais dos concelhos de Alvito, Cuba e Vidigueira. A ligação territorial ao produto regulamentado não é censo de vinha, prova de casta ou porta-enxerto, certificação, rega, produtividade ou aptidão uniforme.
- Oliveira Contexto · confiança moderada
A DGADR inclui Vidigueira na área do Azeite do Alentejo Interior DOP. A geografia regulamentar não inventaria olivais, resolve cultivar, prova material, água, solo ou rendimento, nem demonstra adesão ou certificação de qualquer exploração ou lote.
Abóbora-menina
A abóbora-menina é viável com água e solo drenado; no pico do verão, seca durante floração e vingamento pode reduzir vingamento e qualidade.
Aeónio-de-Haworth
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alfarrobeira
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Alho
O alho é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e secagem do bolbo.
Alho-francês
O alho-francês é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para crescimento contínuo e colheita antes de espigar.
Antúrio
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Antúrio-de-scherzer
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Árvore-guarda-chuva-anã
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Batata-doce
Muito favorável com rega, sobretudo no sudoeste; calor ajuda, mas água, salinidade e solo leve determinam forma e produção.
Begónia-maculata
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beldroega
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Beringela
A beringela é viável com rega e solo drenado; no pico do verão, proteja a floração de calor e humidade extremos, que podem provocar aborto floral e frutos deformados.
Boca-de-tigre
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Camedórea-elegante
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cana-índica
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cato-de-Natal
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Cebola
A cebola é favorável no ciclo de outono a primavera, com água disponível e redução da rega para maturação e cura do bolbo.
Cipreste-de-Monterey
Confirmar calor extremo, água, exposição e proteção do recipiente no local concreto.
Vigiar
Limites regionais.
- seca prolongada
- solo nu e quente
- água salina ou escassa
Fazer
Ações com impacto.
- regar gota a gota
- usar 5–8 cm de cobertura
- plantar árvores no outono