Tomate
Solanum lycopersicum
O clássico do verão português: produtivo com sol, calor, rega regular e folhas secas.
Enciclopédia portuguesa de cultivo
Cada entrada publicada tem imagem original, nome científico, instalação, cuidados, calendário, problemas, fontes e avaliação das nove regiões.
738 plantas encontradas
Solanum lycopersicum
O clássico do verão português: produtivo com sol, calor, rega regular e folhas secas.
Lactuca sativa
Rápida, compacta e ideal para sucessões; prefere tempo fresco e humidade constante.
Olea europaea
Árvore mediterrânica duradoura, feita para sol, drenagem e verões secos — não para solo encharcado.
Citrus × limon
Citrino de clima suave que pode florir várias vezes; teme geada, vento e raízes encharcadas.
Salvia rosmarinus
Aromática mediterrânica, amiga de polinizadores, que pede sol e drenagem — e quase sempre menos água.
Hydrangea macrophylla
Emblema dos jardins húmidos: quer solo fresco, luz suave e poda que respeite os botões florais.
Solanum tuberosum
Tubérculo de tempo ameno que recompensa solo solto, amontoa progressiva e rotação rigorosa contra doenças.
Brassica oleracea var. acephala
Couve portuguesa de pé alto, resistente e produtiva, colhida folha a folha durante muitos meses.
Fragaria × ananassa
Pequeno fruto de raiz superficial que precisa de sol, água constante e renovação periódica das plantas.
Vitis vinifera
Trepadeira histórica de Portugal que exige sol, estrutura, poda competente e material vegetal certificado.
Quercus suber
Árvore autóctone estruturante do montado, protegida por lei e adaptada a solos ácidos bem drenados.
Citrus × sinensis
Citrino de copa perene e fruto doce que prefere invernos suaves, rega regular e porta-enxerto adequado.
Lavandula stoechas
Arbusto autóctone de flor roxa, valioso para polinizadores e perfeito para solos pobres, secos e siliciosos.
Bougainvillea glabra
Trepadeira subtropical de brácteas vibrantes que floresce melhor com muito sol, calor e alguma secura.
Malus domestica
Fruteira caducifólia de enorme diversidade, cuja variedade deve combinar horas de frio, polinizadores e calendário local.
Pyrus communis
Fruteira duradoura, célebre pela pera Rocha, que pede solo profundo, frio adequado e polinização planeada.
Prunus persica
Fruteira precoce e produtiva, geralmente autofértil, que exige poda anual, desbaste e proteção da floração temporã.
Ficus carica
Fruteira mediterrânica resistente à seca, de raízes vigorosas e uma ou duas colheitas conforme a variedade.
Phaseolus vulgaris
Leguminosa de estação quente, anã ou trepadora, que germina em solo aquecido e produz melhor sem excesso de azoto.
Allium cepa
Bolbo essencial da horta portuguesa, de raízes superficiais e resposta ao comprimento do dia que torna a variedade decisiva.
Allium sativum
Cultura de outono e inverno que transforma dentes sadios em bolbos durante o alongamento dos dias e o aquecimento primaveril.
Monstera deliciosa
Trepadeira tropical de interior cujas folhas recortadas surgem com maturidade, luz indireta abundante e apoio vertical.
Daucus carota subsp. sativus
Raiz de sementeira direta que exige cama fina, humidade constante na germinação e solo sem pedras para crescer direita.
Capsicum annuum
Cultura exigente em calor e estação longa, produtiva quando o transplante espera por noites amenas e a água nunca oscila.
Cucumis sativus
Trepadeira rápida de verão que quer solo quente, polinização ativa e colheitas frequentes antes de os frutos engrossarem.
Cucurbita pepo
Cucurbitácea compacta e muito produtiva que precisa de espaço, calor, polinizadores e colheita quase diária no pico.
Cucurbita moschata
Abóbora portuguesa de conservação, vigorosa e rasteira, que transforma uma longa estação quente em frutos para todo o inverno.
Zea mays convar. saccharata
Cereal de verão polinizado pelo vento, que deve crescer em bloco — nunca numa fila isolada — para encher todas as fileiras da maçaroca.
Pisum sativum
Leguminosa de tempo fresco que germina no frio, trepa com gavinhas e termina rapidamente quando chega o calor.
Vicia faba
Leguminosa robusta de outono e inverno, profundamente enraizada, que produz antes do calor e melhora a estrutura da horta.
Spinacia oleracea
Folha rápida de dias frescos e curtos, excelente para sucessões de outono a primavera e pouco tolerante ao calor.
Petroselinum crispum
Aromática bienal indispensável na cozinha portuguesa, lenta a germinar mas produtiva durante meses com cortes regulares.
Quercus rotundifolia
Carvalho perene protegido, pilar do montado seco, capaz de suportar calor, solos pobres e longos verões sem rega.
Quercus faginea
Carvalho autóctone semi-caducifólio de solos frequentemente calcários, valioso para sombra, fauna e restauro mediterrânico.
Pinus pinea
Conífera mediterrânica de copa em guarda-sol, resistente à seca e produtora de pinhão, mas exigente em espaço e gestão de combustível.
Arbutus unedo
Pequena árvore autóctone perene, ornamental e alimentar, que oferece flores e medronhos simultaneamente no outono.
Castanea sativa
Árvore de fruto e madeira para zonas frescas, exigente em solo ácido profundo, drenagem e material resistente à doença da tinta.
Prunus dulcis
Fruteira mediterrânica de floração muito precoce, excelente em zonas secas mas vulnerável à geada durante a flor.
Juglans regia
Árvore grande de fruto seco, exigente em solo profundo e água regular, cujo tamanho e alelopatia pedem planeamento.
Prunus avium
Fruteira de clima fresco e fruto delicado, dependente de frio invernal, polinização compatível e proteção contra chuva e aves.
Laurus nobilis
Árvore aromática autóctone de folha perene, tolerante à poda e excelente para abrigo, cozinha e biodiversidade.
Camellia japonica
Arbusto perene emblemático do Norte atlântico, excelente em solo ácido, luz filtrada e raízes frescas sem encharcamento.
Rosa × hybrida
Grupo vasto de arbustos e trepadeiras de floração longa, produtivo ao sol quando a cultivar, a poda e o arejamento são adequados.
Pelargonium × hortorum
Pelargónio clássico de varanda, tolerante ao calor e à secura moderada, mas vulnerável à geada e ao excesso de água.
Jasminum officinale
Trepadeira caducifólia vigorosa e perfumada, adequada a muros e pérgulas quando recebe sol, solo drenado e suporte firme.
Wisteria sinensis
Trepadeira monumental de floração primaveril, bela mas capaz de esmagar suportes, invadir telhados e ocupar muito espaço sem poda.
Strelitzia reginae
Perenne escultural subtropical de flores laranja e azuis, ótima em litoral ameno e Madeira, mas sensível a geada e raiz saturada.
Agapanthus praecox
Perenne de touceira e floração azul no verão, muito eficaz em bordaduras costeiras quando tem sol e drenagem no inverno.
Nerium oleander
Arbusto mediterrânico de floração longa e grande resistência ao calor, mas todas as partes são extremamente tóxicas por ingestão.
Myrtus communis
Arbusto mediterrânico autóctone, aromático e perene, excelente para sebe livre, polinizadores e jardins de baixa rega.
Epipremnum aureum
Trepadeira tropical tolerante e fácil de propagar, mais densa e variegada quando recebe luz indireta abundante e rega moderada.
Dracaena trifasciata
Suculenta rizomatosa muito resistente à seca e a alguma falta de luz, cuja causa de morte mais comum é água a mais no inverno.
Zamioculcas zamiifolia
Perenne africana de rizomas que armazenam água, muito tolerante à negligência e sombra, mas lenta e vulnerável ao encharcamento.
Spathiphyllum wallisii
Tropical de touceira que prefere calor, luz indireta e humidade uniforme, florescendo pouco quando é relegada para sombra profunda.
Ficus benjamina
Árvore tropical elegante e longeva que reage a mudanças bruscas com queda de folhas, exigindo luz estável, espaço e pouca movimentação.
Chlorophytum comosum
Planta de interior segura para cães e gatos, fácil de multiplicar pelas plantas-filhas e tolerante, desde que não fique em água.
Aloe vera
Suculenta de roseta que pede muito mais luz e muito menos água do que a maioria das plantas domésticas, sempre protegida de geada.
Phalaenopsis × hybrida
Orquídea epífita de flores duradouras que vive em casca muito arejada, com raízes prateadas visíveis, calor e luz filtrada.
Goeppertia orbifolia
Tropical de folhagem larga e riscada, exigente em humidade, calor estável, água pouco mineralizada e luz intensa sem sol.
Calendula officinalis
Anual de estação fresca, simples de semear e valiosa para dar flor no outono, inverno e primavera suaves de grande parte de Portugal.
Tagetes patula
Anual de verão compacta e florífera, útil em bordaduras e vasos, mas sem o efeito universal contra pragas que por vezes lhe é atribuído.
Petunia × atkinsiana
Híbrido anual de longa floração para sol, floreiras e cestos, exigindo água e nutrientes regulares sem aceitar raízes permanentemente molhadas.
Viola × wittrockiana
Flor compacta de tempo fresco para vasos e bordaduras, capaz de colorir o outono e inverno suave quando o verão é demasiado quente.
Helianthus annuus
Anual robusta de sol pleno, desde cultivares anãs para vaso a gigantes que precisam de raiz profunda, água consistente e tutor.
Tulipa gesneriana
Bolbo de floração primaveril que se planta no outono e pede inverno fresco, sol e drenagem perfeita, repetindo pior nas zonas mais quentes.
Narcissus tazetta
Narciso mediterrânico perfumado e de várias flores por haste, bem adaptado a invernos suaves e capaz de regressar durante anos em solo drenado.
Gladiolus × hortulanus
Geófita de cormo e espiga vertical, excelente para flor de corte, que ganha estabilidade com plantação funda, sol e tutor discreto.
Dahlia pinnata
Perenne tuberosa de verão com enorme diversidade de formas, produtiva quando recebe sol, alimento, água profunda, desponta e suporte.
Nymphaea alba
Aquática perene autóctone de água parada ou muito lenta, com folhas flutuantes que sombreiam o charco e flores brancas de verão.
Iris pseudacorus
Helófita autóctone vigorosa para margens húmidas e água muito rasa, valiosa para estrutura e fauna quando o rizoma é mantido sob controlo.
Juncus effusus
Junco autóctone de caules cilíndricos para prados húmidos, jardins de chuva e margens rasas, tolerante e quase sem problemas sanitários.
Cyperus papyrus
Perenne aquática africana de grande porte e silhueta arquitetónica, adequada a água rasa e calor, mas sensível a geada e expansão descontrolada.
Stipa gigantea
Gramínea autóctone portuguesa de touceira persistente e panículas douradas muito altas, adaptada a sol, seca e solos minerais drenados.
Festuca glauca
Gramínea ornamental compacta de folhas azul-aço para sol e solo pobre, curta quando é submetida a humidade, sombra ou fertilidade excessivas.
Cortaderia selloana
Gramínea sul-americana invasora incluída na lista nacional: não deve ser comprada, propagada ou plantada, e exemplares existentes exigem controlo.
Lolium perenne
Gramínea de estação fresca para relvados resistentes ao uso, rápida a germinar e recuperar, mas dependente de água e menos durável sob calor extremo.
Cynodon dactylon
Gramínea C4 autóctone e rasteira para relvados de verão resistentes ao uso e à seca, dormente e castanha quando a temperatura baixa.
Ammophila arenaria subsp. australis
Gramínea estruturante das dunas brancas portuguesas, capaz de prender areia com rizomas extensos, destinada sobretudo a restauro técnico autorizado.
Armeria maritima subsp. maritima
Pequena perene costeira em almofada, com capítulos rosados sobre hastes nuas; o táxon espontâneo português está ameaçado e nunca deve ser recolhido.
Limonium vulgare
Perene halófita de sapais com roseta carnuda e nuvens de pequenas flores lilases, indicada para coleção especializada ou restauro autorizado.
Crithmum maritimum
Subarbusto costeiro autóctone, suculento e aromático, especializado em fendas rochosas com pleno sol, sal, vento e drenagem extrema.
Tamarix africana
Arbusto ou pequena árvore autóctone de margens salobras e litoral, tolerante a vento e sal, mas com porte e raízes que exigem espaço.
Crataegus monogyna
Arbusto ou pequena árvore autóctone, espinhosa e caducifólia, excelente em sebe biodiversa pelas flores, abrigo e frutos para fauna.
Prunus spinosa
Arbusto autóctone espinhoso e caducifólio, de flor branca precoce e abrunhos, valioso em sebe larga onde os rebentos de raiz podem ser geridos.
Viburnum tinus
Arbusto mediterrânico autóctone, perene e denso, com botões de inverno, flores claras e frutos para fauna, adaptável a sol ou sombra luminosa.
Rhamnus alaternus
Arbusto mediterrânico autóctone, perene e resistente à seca, útil em sebe livre; plantas femininas frutificam melhor com exemplar masculino próximo.
Trachelospermum jasminoides
Trepadeira lenhosa perene, de folhagem brilhante e flores brancas muito perfumadas, para paredes quentes com suporte e abrigo do frio.
Clematis 'Jackmanii'
Clematite caducifólia vigorosa de grandes flores violeta no crescimento do ano, simples de renovar com poda anual do grupo 3.
Passiflora edulis
Trepadeira tropical de gavinhas e flores complexas que produz maracujás roxos apenas com calor prolongado, abrigo e inverno acima de 10 °C.
Ajuga reptans
Perenne rasteira de sombra fresca, forma tapetes por estolhos e levanta espigas azuis na primavera, sem tolerar seca ou pisoteio intenso.
Dichondra micrantha
Cobertura baixa de folhas reniformes para clima ameno, sol moderado ou meia-sombra, agradável sem corte mas pouco resistente a tráfego e seca.
Thymus serpyllum
Subarbusto aromático muito baixo que forma tapetes floridos em sol e solo mineral drenado, adequado a juntas e taludes sem pisoteio contínuo.
Hosta sieboldiana
Perenne caducifólia de sombra, forma uma grande touceira de folhas azul-esverdeadas nervadas e flores brancas no verão, exigindo solo fresco.
Helleborus × hybridus
Perenne semipersistente de sombra clara, valiosa pela floração de inverno e início da primavera, mas tóxica e irritante em todas as partes.
Bergenia cordifolia
Perenne rizomatosa persistente de folhas largas e coriáceas, tolerante a sol ou sombra e útil como cobertura lenta com flores precoces.
Agave attenuata
Agave escultural de folhas macias e sem espinho terminal, para jardins costeiros sem geada ou grandes vasos que possam passar o inverno abrigados.
Aeonium arboreum
Subarbusto suculento das Canárias, com rosetas verdes nas pontas de caules lenhosos e crescimento mais ativo no período fresco e chuvoso.
Echeveria elegans
Pequena suculenta mexicana em roseta azul-esbranquiçada, forma touceiras e flores bicolores, mas não tolera congelação nem solo húmido no inverno.
Dryopteris filix-mas
Feto autóctone robusto de bosques frescos, com frondes caducas em lançadeira; tolera sombra mais seca depois de bem enraizado.
Adiantum capillus-veneris
Feto autóctone delicado de fontes, cascatas e rochas calcárias húmidas, com pecíolos negros e pínulas em leque que não toleram secagem.
Osmunda regalis
Grande feto autóctone de margens de água e bosques ripícolas, com frondes até 2,5 m e pontas férteis cor de ferrugem.
Calluna vulgaris
Urze autóctone baixa e persistente, de folhas escamiformes e longa floração rosada, para solo ácido, solarengo e sem calcário.
Erica lusitanica
Arbusto autóctone de urzais húmidos, barrancos e orlas de bosque, com folhas estreitas e abundantes flores brancas a rosadas no período fresco.
Daboecia cantabrica
Pequena urze atlântica de folhas elípticas com verso prateado e grandes flores púrpura pendentes, indicada para jardins ácidos do Norte.
Citrus × clementina
Citrino enxertado de fruto pequeno, doce e fácil de descascar, produtivo em inverno suave desde que a cultivar, o porta-enxerto e a água sejam compatíveis.
Citrus × paradisi
Citrino vigoroso e muito sensível ao frio, precisa de estação longa e quente para amadurecer toranjas grandes sem perder acidez excessiva.
Citrus × aurantiifolia
O mais tropical dos citrinos comuns: arbusto espinhoso de limas aromáticas que exige inverno sem frio e proteção rigorosa fora das zonas mais quentes.
Vaccinium corymbosum
Arbusto caducifólio de raízes finas que produz mirtilos apenas em solo realmente ácido, fresco e arejado, idealmente com duas cultivares compatíveis.
Rubus idaeus
Pequeno fruto de canas bienais cuja poda depende de produzir no primeiro ou segundo ano; prefere raiz fresca, suporte e verão sem calor extremo.
Ribes rubrum
Arbusto caducifólio resistente que frutifica em esporões de madeira velha, adequado ao Norte fresco e até a meia-sombra, mas fraco no calor do Sul.
Persea americana
Árvore subtropical de raiz superficial e muito sensível a asfixia, produtiva apenas em local sem geada, com drenagem excelente e combinação de floração adequada.
Musa acuminata (AAA Group) 'Dwarf Cavendish'
Grande herbácea produtiva emblemática da Madeira, forma um cacho por pseudocaule e exige calor, água, fertilidade, proteção do vento e um sucessor bem escolhido.
Carica papaya
Fruteira tropical de crescimento rápido e vida curta, sem tolerância a geada ou encharcamento, capaz de produzir apenas com calor contínuo e sexo floral adequado.
Prunus domestica
Fruteira caducifólia produtiva e versátil, cuja regularidade depende de cultivar, porta-enxerto, polinização e proteção da flor contra geada.
Prunus armeniaca
Fruteira autofértil de floração precoce que precisa de calor, abrigo, drenagem e poda estival para transformar uma primavera sem geada em fruto.
Corylus avellana
Arbusto caducifólio de fruto seco, polinizado pelo vento no inverno, que exige mais de uma cultivar compatível, solo fresco e controlo de rebentos.
Cydonia oblonga
Pequena fruteira autofértil, aromática e tolerante a solos frescos, que frutifica nas pontas dos ramos e deve ser podada com grande moderação.
Punica granatum
Arbusto mediterrânico de estação longa e quente, tolerante à seca quando adulto, mas dependente de água regular para evitar fruto pequeno e rachado.
Triticum aestivum
Cereal anual de estação fresca, normalmente semeado no outono em Portugal, que exige semente adequada, cama firme, rotação e colheita completamente seca.
Secale cereale
Cereal anual alto, rústico e tolerante a frio e solos pobres, valioso no interior português mas vulnerável a acama, cravagem e contaminação do grão.
Hordeum vulgare
Cereal anual precoce de clima fresco, usado para grão, malte ou forragem, sensível a encharcamento e condicionado por variedade e qualidade final.
Avena sativa
Cereal anual de panícula aberta, adaptado a estação fresca e solos algo ácidos, útil para grão ou cobertura mas exigente em limpeza e secagem.
Cicer arietinum
Leguminosa anual de clima fresco a ameno, económica em água e sensível a encharcamento, cuja semente e inoculação devem ser próprias para a cultura.
Lens culinaris
Leguminosa anual baixa de estação fresca e semente pequena, adaptada a sequeiro mas pouco competitiva com infestantes e intolerante a solo saturado.
Lupinus albus
Leguminosa anual mediterrânica de raiz profunda, útil para grão e rotação em solo ácido, mas cujas variedades amargas contêm alcaloides perigosos.
Actinidia deliciosa
Trepadeira frutífera muito vigorosa, normalmente dioica, que exige estrutura permanente, frio invernal adequado, água regular e material livre de PSA.
Diospyros kaki
Árvore caducifólia de fruto outonal, tolerante depois de estabelecida, cuja escolha entre cultivares adstringentes e não adstringentes determina colheita e consumo.
Eriobotrya japonica
Pequena árvore perenifólia que floresce no inverno e amadurece cedo, ideal para clima suave mas vulnerável a geada na flor e fogo bacteriano.
Morus nigra
Árvore caducifólia longeva de fruto muito delicado e manchante, adaptável a calor e seca depois de instalada, mas grande demais para jardins pequenos.
Pistacia vera
Árvore dioica de fruto seco que combina frio invernal com verão longo, quente e seco, exigindo macho compatível, drenagem e grande paciência.
Brassica rapa subsp. rapa
Brássica rápida de estação fresca, cultivada pela raiz e rama, que precisa de sementeira direta, humidade constante e rotação longa.
Beta vulgaris Conditiva Group
Raiz hortícola compacta e tolerante ao fresco, fácil em sucessões desde que os glomérulos sejam desbastados e a água não oscile.
Ipomoea batatas
Trepadeira tropical cultivada por raízes de reserva, instalada por estacas enraizadas em solo quente e solto e dependente de cura correta após colher.
Raphanus sativus
Raiz de ciclo muito rápido para tempo fresco, excelente em sucessões e recipientes, mas torna-se oca, picante ou espigada quando sofre calor e seca.
Oryza sativa
Cereal anual de verão cultivado em Portugal sobretudo sob inundação controlada, exigindo variedade certificada, água abundante, nivelamento e gestão legal do campo.
Triticum turgidum subsp. durum
Cereal mediterrânico de grão âmbar e vítreo para sêmola e massa, adaptado ao Sul mas dependente de variedade, proteína, sanidade e colheita seca.
× Triticosecale
Cereal híbrido de trigo e centeio que combina rusticidade e produção de grão ou forragem, mas precisa de variedade adequada ao uso e controlo de ergot.
Beta vulgaris Cicla Group
Hortícola bienal cultivada como anual, produtiva durante muitos meses e capaz de fornecer folhas e pecíolos por cortes sucessivos em clima fresco.
Apium graveolens var. dulce
Hortícola exigente em água e fertilidade, cultivada pelos pecíolos crocantes, que responde mal a frio juvenil, seca e variações bruscas de crescimento.
Allium ampeloprasum var. porrum
Allium robusto de ciclo longo, plantado fundo para formar um pseudocaule branco e tenro, ideal para ocupar a horta do outono ao fim do inverno.
Brassica oleracea var. italica
Brássica de clima fresco colhida em botão fechado, capaz de produzir uma cabeça principal e vários rebentos laterais quando cresce sem interrupções.
Brassica oleracea var. botrytis
Brássica exigente que forma uma única coalhada de botões imaturos e precisa de variedade, temperatura, firmeza do solo e água perfeitamente sincronizadas.
Cynara cardunculus var. scolymus
Grande perene mediterrânica cultivada pelos capítulos ainda fechados, produtiva durante vários anos quando recebe sol, espaço, drenagem e renovação periódica.
Brassica napus
Oleaginosa anual de inverno, semeada em cama firme e rasa, que exige variedade alimentar identificada, rotação longa e colheita precisa contra debulha natural.
Linum usitatissimum
Anual de estação fresca cultivada para semente oleaginosa ou fibra, dois destinos que exigem cultivares, densidades, maturidade e processamento distintos.
Sesamum indicum
Oleaginosa tropical de ciclo quente, tolerante à seca depois de instalada mas sensível a frio, encharcamento e maturação irregular das cápsulas.
Sorghum bicolor
Cereal C4 de verão eficiente no uso da água, cultivado para grão, forragem ou biomassa, com riscos de toxicidade específicos no material verde.
Panicum miliaceum
Cereal de verão muito precoce e relativamente tolerante à seca, útil em rotações curtas mas vulnerável a frio, aves, maturação desigual e ressementeira.
Fagopyrum esculentum
Pseudocereal rápido, melífero e pouco exigente, adequado a janelas curtas sem geada, mas sensível a calor extremo, seca na floração e ressementeira.
Brassica oleracea Sabauda Group
Couve de cabeça resistente ao frio, reconhecida pelas folhas enrugadas e tenras, que precisa de solo firme, rotação longa e crescimento contínuo.
Eruca vesicaria subsp. sativa
Folhosa anual picante e muito rápida, distinta da rúcula-selvagem perene, ideal para pequenas sementeiras sucessivas durante os meses frescos.
Solanum melongena
Solanácea tropical de estação longa, exigente em calor de solo e noite, que recompensa viveiro protegido, tutor, rega constante e colheita jovem.
Cucumis melo
Cucurbitácea de clima quente com muitos grupos varietais, cultivada por frutos aromáticos cujo vigor, polinização, rega e ponto de corte têm de ser equilibrados.
Citrullus lanatus
Cucurbitácea africana de grande expansão, dependente de solo realmente quente, polinização abundante, água na formação e sinais combinados para colher madura.
Abelmoschus esculentus
Malvácea tropical muito produtiva no calor, colhida quase diariamente enquanto as cápsulas estão tenras, antes de fibras e sementes endurecerem.
Vigna unguiculata
Leguminosa africana adaptada ao calor e à seca, com diversidade tradicional portuguesa, capaz de produzir vagem verde, grão seco e azoto para a rotação.
Asparagus officinalis
Perene de horta para dez ou mais anos, instalada numa cama definitiva e colhida com disciplina para que a folhagem recarregue a coroa todos os verões.
Foeniculum vulgare Azoricum Group
Forma hortícola do funcho cultivada pela base branca de pecíolos sobrepostos, sensível a transplante, seca e extremos que induzem floração prematura.
Physalis philadelphica
Solanácea mexicana vigorosa que envolve o fruto num cálice de papel e precisa de pelo menos duas plantas geneticamente distintas para frutificar bem.
Physalis peruviana
Pequeno fruto andino envolto num cálice de papel, cultivado como anual ou perene curta em clima sem geada e colhido quando laranja e naturalmente caído.
Vigna unguiculata subsp. sesquipedalis
Forma trepadora do feijão-frade selecionada por vagens muito longas e tenras, produtiva apenas com calor consistente, suporte alto e colheita frequente.
Olea europaea var. sylvestris
Forma silvestre da oliveira, autóctone e muito resistente à seca, valiosa em sebes, restauro mediterrânico e como recurso genético ou porta-enxerto.
Cistus ladanifer
Arbusto ibérico pioneiro, resinoso e amante de sol, indicado para jardins secos e restauro criterioso em solos ácidos, pobres e muito drenados.
Pistacia lentiscus
Arbusto mediterrânico perene, denso e tolerante à seca, vento e maresia, excelente para sebes biodiversas desde que tenha drenagem e espaço.
Ruscus aculeatus
Subarbusto autóctone de sombra seca, sempre-verde e arquitetónico, adequado ao sub-bosque quando se respeitam o crescimento lento e as bagas tóxicas.
Vicia sativa
Leguminosa anual de estação fresca usada como forragem ou adubo verde, capaz de fixar azoto quando bem nodulada e terminada antes de produzir sementes.
Medicago sativa
Leguminosa perene de raiz muito profunda, usada em forragem e rotações plurianuais, produtiva em solos drenados quando pH, cálcio, corte e dormência são adequados.
Trifolium subterraneum
Trevo anual mediterrânico de crescimento rasteiro que enterra as infrutescências e pode ressemear-se, formando cobertura persistente em pomares, pastagens e montado.
Trifolium incarnatum
Leguminosa anual de inverno com floração vermelha abundante, usada para cobrir o solo, alimentar polinizadores e fornecer biomassa antes de culturas exigentes.
Coriandrum sativum
Aromática anual de ciclo rápido que fornece folhas, flores, sementes e raiz, melhor cultivada por pequenas sementeiras diretas durante o tempo fresco.
Ocimum basilicum
Aromática tropical anual que precisa de calor, sol e colheita frequente das pontas para formar uma planta baixa, ramificada e produtiva durante o verão.
Mentha spicata
Perene aromática vigorosa, de folha fresca e espigas lilases, que prefere humidade regular e deve ser contida para não colonizar canteiros e linhas de água.
Thymus vulgaris
Subarbusto mediterrânico compacto, aromático e melífero, mais longevo em sol pleno e solo pobre e mineral onde água nunca permanece junto à base.
Origanum vulgare
Perene aromática e melífera que forma uma touceira expansiva, produzindo folhas mais concentradas e plantas mais compactas quando recebe sol e drenagem.
Salvia officinalis
Subarbusto mediterrânico de folha aveludada e aroma intenso, valioso na cozinha e para polinizadores, mas sensível a sombra, excesso de água e poda em madeira velha.
Allium schoenoprasum
Allium perene de folhas finas e ocas, produtivo em vaso ou canteiro fresco, que se renova por corte, divisão periódica e repouso nos locais mais frios.
Anethum graveolens
Anual alta e delicada, cultivada por folhas, flores e sementes, que prefere sementeira direta, sol e sucessões curtas antes de calor ou vento induzirem maturação.
Melissa officinalis
Perene vigorosa de aroma cítrico, tolerante a meia-sombra e solos frescos, que exige corte e contenção para fornecer folha nova sem se semear por toda a horta.
Aloysia citrodora
Arbusto sul-americano de folhas intensamente cítricas, perene nas zonas portuguesas suaves e cultivável em vaso móvel onde a geada ameaça ramos e raízes.
Mentha pulegium
Menta rasteira de solos sazonalmente húmidos e forte tradição portuguesa, que deve ser contida e distinguida de outras mentas devido aos riscos do seu óleo essencial.
Artemisia dracunculus
Perene aromática de sabor anisado, geralmente propagada por divisão ou estaca porque o verdadeiro estragão-francês produz pouca ou nenhuma semente viável.
Cichorium intybus
Espécie perene cultivada como hortícola anual, com tipos de folha, radicchio, pão-de-açúcar, raiz industrial e raízes próprias para forçar rebentos witloof.
Cichorium endivia
Salada anual de sabor amargo elegante, disponível em tipos frisados e escarola, que forma melhores rosetas em tempo fresco e com humidade uniforme.
Valerianella locusta
Pequena salada anual de inverno, também chamada alface-de-cordeiro, que germina melhor em solo fresco e ocupa espaços entre culturas de crescimento lento.
Nasturtium officinale
Brássica semiaquática de crescimento rápido, mais segura em vaso com substrato húmido e água potável renovada do que em charcos ou ribeiros de origem desconhecida.
Pastinaca sativa
Raiz branca de ciclo longo e sabor adocicado, semeada diretamente com semente muito fresca em solo profundo, solto e sem pedra durante a primavera.
Raphanus sativus Longipinnatus Group
Rábano asiático de raiz longa e branca, distinto do pequeno rabanete, que ganha textura tenra em crescimento rápido de fim de verão e outono.
Brassica oleracea Gongylodes Group
Brássica rápida que forma um caule globoso e crocante acima do solo, colhido jovem antes de o calor, a seca ou o excesso de tamanho o tornarem lenhoso.
Brassica rapa Chinensis Group
Brássica oriental de roseta ereta e pecíolos suculentos, rápida como baby leaf e mais propensa a espigar quando frio, calor, seca ou dia longo interrompem o crescimento.
Brassica rapa Nipposinica Group
Brássica japonesa de folhas muito recortadas, vigorosa e tolerante ao fresco, indicada para baby leaf, cortes repetidos ou rosetas adultas em sucessão.
Brassica juncea
Brássica picante e rápida, disponível em tipos verdes, frisados e vermelhos, cultivada para baby leaf ou folhas adultas durante as estações frescas.
Cynara cardunculus var. altilis
Parente vigoroso da alcachofra cultivado pelos grandes pecíolos, que precisam de espaço, água de crescimento e branqueamento seco antes da colheita.
Helianthus tuberosus
Girassol perene muito alto cultivado pelos tubérculos de inverno, produtivo e rústico mas difícil de erradicar se pequenos fragmentos ficarem no solo.
Dactylis glomerata
Gramínea perene de estação fresca, produtiva e tolerante à sombra e à seca moderada, mas que perde palatabilidade quando se deixa espigar.
Festuca arundinacea
Gramínea perene robusta, de raiz profunda e boa persistência, cuja semente forrageira deve ter estatuto de endófito conhecido para proteger os animais.
Trifolium repens
Leguminosa perene rasteira, tolerante ao pastoreio e fixadora de azoto, especialmente útil em misturas húmidas mas com risco de timpanismo.
Trifolium pratense
Leguminosa perene de curta duração, produtiva para corte, silagem ou mistura, que pede drenagem, rotação e controlo do risco alimentar.
Lolium multiflorum
Gramínea anual ou bienal de arranque rápido, central em muitas pastagens atlânticas e culturas para silagem, mas exigente em água e fertilidade.
Vicia villosa
Leguminosa anual de inverno, resistente ao frio e excelente cobertura azotada, usada em mistura e terminada antes de sementes maduras ou infestação.
Ornithopus sativus
Leguminosa anual mediterrânica adaptada a solos arenosos e ácidos, útil em pastagens de sequeiro e coberturas capazes de se autorregenerar.
Hedysarum coronarium
Leguminosa mediterrânica bienal, profunda e produtiva em solos calcários, apreciada como forragem e pela presença de taninos condensados.
Lotus corniculatus
Leguminosa perene de flores amarelas, tolerante a solos difíceis e geralmente não timpanizante, mas lenta a instalar e sensível ao sobrepastoreio.
Zea mays
Milho escolhido e conduzido para ensilagem da planta inteira, de elevada produção e energia, exigindo água, fertilidade, colheita medida e silo seguro.
Sorghum × drummondii
Gramínea anual de verão, alta e tolerante ao calor, cuja produção vem acompanhada de riscos graves de ácido prússico e nitratos.
Eragrostis tef
Gramínea anual de verão, fina e de ciclo curto, útil para feno ou pastoreio quando a semente minúscula é instalada numa cama muito firme.
Tropaeolum majus
Anual rasteira ou trepadora de folhas redondas e flores picantes comestíveis, útil como cobertura leve e recurso para abelhas e sirfídeos.
Borago officinalis
Anual mediterrânica de flores azuis muito visitadas por abelhas, vigorosa e capaz de se autorressemeiar, com uso culinário que exige prudência.
Monarda didyma
Perene aromática norte-americana de flores tubulares muito ricas em néctar, melhor em solo fresco e arejado onde o oídio pode ser prevenido.
Centaurea cyanus
Anual de estação fresca, esguia e florífera, valorizada por abelhas e pela cor das pétalas comestíveis quando cultivada especificamente para alimentação.
Lavandula angustifolia
Subarbusto aromático de clima seco e fresco, muito procurado por abelhas e diferente dos rosmaninhos ibéricos já presentes na flora portuguesa.
Phacelia tanacetifolia
Anual de crescimento rápido usada como cobertura e faixa floral, produzindo abundante néctar quando a sementeira é faseada e contida na parcela.
Agastache foeniculum
Perene aromática de folhas anisadas e longas espigas violetas, generosa para abelhas quando se mantém em solo drenado e sem tratamentos em floração.
Echinacea purpurea
Perene robusta de grandes capítulos rosados, útil a abelhas e borboletas no verão e a aves quando as cabeças secas permanecem no inverno.
Cosmos bipinnatus
Anual alta e leve, de capítulos simples acessíveis a abelhas e sirfídeos, muito florífera em solo pouco rico e com remoção faseada das flores.
Zinnia elegans
Anual mexicana de verão, fácil e intensamente colorida, cuja forma simples ou semidobrada mantém pólen e néctar acessíveis a abelhas e borboletas.
Scabiosa atropurpurea
Anual ou bienal mediterrânica de capítulos em alfineteira, leve e prolongada, visitada por abelhas e borboletas em solos drenados e pouco adubados.
Alcea rosea
Bienal ou perene curta de altas hastes florais, valiosa em muros solarengos quando se escolhem formas simples e se controla a ferrugem.
Crocus sativus
Geófito estéril de outono propagado por cormos, valioso pelos três estigmas de cada flor e exigente sobretudo em drenagem e autenticidade.
Zingiber officinale
Tropical de rizoma horizontal que em Portugal rende melhor como gengibre jovem, iniciado quente e cultivado em abrigo ou vaso largo.
Curcuma longa
Rizomatosa tropical de longo ciclo, cultivável em Portugal como anual protegida ou em vaso, com colheita após a senescência das folhas.
Rheum × hybridum
Perene de clima fresco cultivada pelos pecíolos, duradoura quando a coroa fica ao nível correto e o solo permanece profundo sem encharcar.
Armoracia rusticana
Perene vigorosa de raiz picante, plantada por segmentos e melhor confinada porque qualquer fragmento deixado no solo pode rebentar.
Colocasia esculenta
Aroide tropical de cormo amiláceo, produtiva com calor e água, mas crua é irritante e em Portugal deve ser contida longe de linhas de água.
Maranta arundinacea
Tropical rizomatosa cultivada pelo amido, diferente das marantas ornamentais de interior e viável apenas onde o ciclo quente é longo.
Oxalis tuberosa
Tubérculo andino de dias curtos que precisa de outono longo sem geada para engrossar, oferecendo cores diversas e exigindo material fitossanitário limpo.
Smallanthus sonchifolius
Perene andina de grande porte que forma raízes de reserva doces, mas se propaga pela coroa gemífera e não pelas raízes colhidas.
Iris × germanica
Perene ornamental de rizoma superficial, muito resistente à seca quando recebe sol e ar, mas vulnerável a podridão se for enterrada ou regada em excesso.
Freesia × hybrida
Geófita sul-africana de cormo, perfumada e adequada ao inverno ameno português, desde que floresça antes do calor e o solo drene livremente.
Ranunculus asiaticus
Ornamental mediterrânica de raízes tuberosas em garra, magnífica no tempo fresco e seco, mas irritante ao toque e vulnerável a solo saturado.
Ceratophyllum demersum
Hidrófita autóctone totalmente submersa e sem raízes verdadeiras, útil como estrutura subaquática mas capaz de crescer depressa a partir de fragmentos.
Potamogeton natans
Aquática autóctone enraizada de águas permanentes pouco mineralizadas, com folhas submersas e lâminas coriáceas flutuantes que exigem espaço.
Lemna minor
Minúscula aquática autóctone livre-flutuante, multiplicada por gemulação e capaz de formar rapidamente um tapete que precisa de remoção frequente.
Ranunculus peltatus
Ranúnculo autóctone de águas frias, rasas e pobres em nutrientes, reconhecível pela combinação de folhas submersas finas e flores brancas flutuantes.
Callitriche brutia
Pequena hidrófita autóctone de águas limpas oligotróficas, formando rosetas estreladas à superfície e exigindo identificação e proveniência rigorosas.
Mentha aquatica
Menta autóctone rizomatosa de margens e água rasa, aromática e muito visitada por insetos, mas suficientemente vigorosa para precisar de cesto.
Alisma plantago-aquatica
Helófita autóctone de roseta e panícula leve, adequada a margens rasas e cestos, onde a remoção de sementes evita colonização excessiva.
Carex riparia
Cárice autóctone robusta de margens, reconhecível por caules triangulares e espigas distintas, apropriada apenas onde há espaço para uma grande touceira.
Lythrum salicaria
Helófita autóctone de altas espigas magenta, valiosa para polinizadores em margens húmidas, mas produtora de muita semente que deve permanecer local.
Typha domingensis
Grande helófita autóctone para lagos e bacias extensas, tolerante a água rica em nutrientes mas demasiado vigorosa para a maioria das charcas pequenas.
Eleocharis palustris
Helófita autóctone de caules simples e espigueta terminal, adequada a prateleiras rasas e margens baixas onde forma um tapete controlável.
Veronica anagallis-aquatica
Helófita autóctone de água rasa e corrente suave, com cachos azulados delicados, melhor em água limpa e fresca do que numa charca quente e eutrófica.
Betula pubescens subsp. celtiberica
Vidoeiro autóctone de montanha e solos ácidos frescos, indicado para linhas húmidas e restauro com material florestal de proveniência documentada.
Sorbus aucuparia
Árvore caducifólia autóctone de orlas e escarpas montanas siliciosas, valiosa para biodiversidade mas pouco tolerante ao calor seco das terras baixas.
Juniperus communis subsp. alpina
Conífera prostrada de alta montanha, extremamente resistente ao frio e vento mas sensível a calor húmido, sombra e solos mal drenados.
Cytisus oromediterraneus
Leguminosa arbustiva de piornais ácidos e pedregosos de alta montanha, moldada por frio e vento e inadequada a jardins quentes ou solos férteis.
Vaccinium myrtillus
Subarbusto autóctone de bosques e urzais montanos húmidos, distinto do mirtilo-americano e dependente de solo ácido, fresco e pobre em calcário.
Nardus stricta
Gramínea autóctone dominante dos cervunais húmidos de montanha, própria de solos ácidos pobres em fósforo e não de relvados fertilizados.
Festuca elegans
Gramínea autóctone de orlas florestais e afloramentos montanos, protegida pelos anexos II e IV da Diretiva Habitats e aqui tratada apenas para conservação assistida.
Erica tetralix
Urze rara em Portugal, própria de turfeiras, brejos e urzais higrófilos ácidos do Norte e Centro, exigindo água pobre em minerais e origem propagada.
Drosera rotundifolia
Pequena carnívora autóctone de turfeiras montanas com Sphagnum, cultivável apenas em substrato muito pobre, água sem minerais e com dormência fria.
Sedum brevifolium
Suculenta autóctone estritamente silicícola de fendas, cascalheiras e taludes, ideal para uma rocha ácida bem drenada mas nunca para calcário.
Crocus carpetanus
Geófito ibérico de prados pedregosos montanos que floresce na primavera e precisa de inverno frio, solo drenado e material cultivado corretamente identificado.
Campanula herminii
Endemismo ibérico Vulnerável, em Portugal restrito aos cervunais e prados húmidos altos da Serra da Estrela, documentado apenas para conservação autorizada.
Alnus glutinosa subsp. lusitanica
Árvore estruturante de galerias ribeirinhas húmidas, fixadora de azoto em simbiose e dependente de água permanente, proveniência ibérica e espaço para a copa adulta.
Fraxinus angustifolia subsp. angustifolia
Árvore autóctone de freixiais, várzeas e bosques frescos, tolerante a alguma secura depois de adulta mas dependente de solo profundo e espaço radicular.
Salix atrocinerea
Salgueiro autóctone multicauloso de charcos, margens e solos húmidos ácidos, útil na estabilização viva quando o táxon e a origem do material estão confirmados.
Salix salviifolia subsp. salviifolia
Salgueiro endémico ibérico de margens sobretudo siliciosas e cursos sazonais, valioso no continente mas taxonomicamente complexo e sempre dependente de proveniência local.
Populus alba
Grande choupo ribeirinho de folhagem prateada, autóctone provável apenas no sudeste português e cultivado ou naturalizado noutras zonas, onde não deve simular restauro nativo.
Populus nigra var. nigra
Choupo cultivado e classificado como exótico em Portugal, rápido e monumental, mas inadequado para restauro autóctone e exigente em espaço, gestão estrutural e controlo de rebentos.
Frangula alnus
Arbusto autóctone de bosques, sebes e margens persistentemente frescas, valioso para fauna mas com frutos e casca impróprios para automedicação ou ingestão.
Viburnum opulus
Arbusto ribeirinho vulnerável em Portugal e restrito sobretudo ao nordeste transmontano, cuja propagação deve servir conservação local, nunca jardinagem genérica ou translocação.
Sambucus nigra
Arbusto ou pequena árvore vigorosa de sebes e orlas húmidas, excelente para biodiversidade e fácil de renovar, mas com partes cruas tóxicas e uso alimentar que exige certeza e cozedura.
Flueggea tinctoria
Arbusto espinhoso ibérico de rios sazonais e leitos siliciosos do sudoeste, capaz de suportar cheia e longa estiagem quando plantado na bacia e cota corretas.
Rubus ulmifolius var. ulmifolius
Silva mais frequente no continente, excelente abrigo e recurso para fauna, mas vigorosa, espinhosa e capaz de dominar margens perturbadas quando não há gestão por mosaico.
Prunus lusitanica subsp. lusitanica
Pequena árvore perenifólia quase ameaçada de vales húmidos e sombrios, relíquia atlântica que exige proveniência local, proteção contra fogo e nenhuma recolha silvestre.
Ophrys apifera
Orquídea terrestre autóctone de prados e clareiras com alguma humidade, dependente de fungos do solo e imprópria para transplante fora de propagação especializada e legal.
Ophrys speculum
Orquídea mediterrânica de prados anuais e clareiras baixas, polinizada por engano sexual e dependente de habitat aberto, fungos do solo e proveniência legal.
Serapias lingua
Orquídea autóctone relativamente difundida em prados e clareiras, reconhecível pelo labelo em língua e ainda assim inseparável da micorriza e da gestão extensiva do habitat.
Anacamptis pyramidalis
Orquídea de prados e pastagens, sobretudo calcários, cuja espiga rosa piramidal depende de solo pobre, polinizadores, micorrizas e calendário de corte tardio.
Dactylorhiza elata
Orquídea quase ameaçada de prados húmidos e margens, afetada por drenagem e perda de lameiros, que exige conservação hidrológica e nunca extração para jardim.
Limodorum abortivum
Orquídea quase sem clorofila de bosques e matagais, mico-heterotrófica e ligada a redes fúngicas subterrâneas, tornando transplante e cultivo doméstico particularmente inviáveis.
Narcissus bulbocodium subsp. bulbocodium
Narciso autóctone de grande amplitude ecológica, adequado a prado naturalista com material propagado, solo pobre e respeito pelo ciclo foliar e pela proteção da Diretiva Habitats.
Narcissus calcicola
Endemismo lusitano de fendas calcárias da Estremadura e Algarve, protegido pelos anexos II e IV da Diretiva Habitats e reservado a conservação ou cultivo certificado.
Scilla peruviana
Geófito autóctone e ornamental de prados, pousios e olivais húmidos do Centro e Sul, vistoso mas tóxico e sujeito a distinguir cultivo de ocorrência natural.
Pancratium maritimum
Grande geófito das dunas litorais, adaptado a areia móvel, sal e seca, cuja conservação exige manter a duna intacta e nunca retirar o bolbo profundo.
Fritillaria lusitanica
Geófito autóctone discreto de clareiras mediterrânicas e solos pedregosos, adequado apenas a cultivo especializado com bolbo propagado e identificação da variedade.
Urginea maritima
Grande geófito mediterrânico de folhas invernais e haste floral estival, escultórico e resistente à seca, mas fortemente tóxico por glicósidos cardíacos.
Geranium maderense
Gerânio endémico, monumental e de vida curta, cultivável a partir de material legal em jardins madeirenses frescos e sem geada, mas ameaçado na natureza e nunca colhido no campo.
Echium candicans
Arbusto endémico de clareiras montanas da Madeira, espetacular para polinizadores e tolerante à secura depois de estabelecido, mas sensível a geada, encharcamento e movimentação sem controlo.
Digitalis sceptrum
Arbusto endémico da laurissilva húmida, conhecido como Isoplexis sceptrum mas atualmente aceite como Digitalis sceptrum, valioso para polinizadores e tóxico por ingestão.
Ocotea foetens
Árvore dominante da laurissilva do til, potencialmente monumental e dependente de clima oceânico húmido, solo profundo e material oficial para qualquer plantação de conservação.
Clethra arborea
Árvore ou grande arbusto macaronésico da laurissilva temperada, com racemos brancos perfumados, exigente em humidade atmosférica, solo ácido e ausência de geada.
Vaccinium padifolium
Arbusto endémico madeirense de floresta e urzal húmidos, parente dos mirtilos, adequado a solo ácido e fresco; fruto cultivado só deve ser consumido com identificação e origem seguras.
Campanula vidalii
Endemismo costeiro açoriano ameaçado, conhecido como Azorina vidalii mas aceite como Campanula vidalii, tolerante a vento e sal quando tem fendas minerais drenadas e material legal.
Erica azorica
Urze endémica de todas as ilhas, pioneira desde a costa à montanha e resistente a vento e alguma secura, mas dependente de solo ácido e proteção contra pastoreio.
Juniperus brevifolia
Única conífera nativa dos Açores, estruturante da floresta de nuvens e muito variável com altitude, devendo ser plantada apenas com subespécie e proveniência ecológica compatíveis.
Picconia azorica
Árvore endémica das florestas costeiras açorianas, historicamente explorada pela madeira, adequada a baixas e médias altitudes húmidas com proteção contra vento inicial e origem insular rastreável.
Vaccinium cylindraceum
Arbusto endémico frequente acima dos 400 m na laurissilva açoriana, de flores tubulares e bagas escuras, para solo ácido e fresco e sempre separado da uveira madeirense.
Lysimachia azorica
Pequena cobertura endémica de prados húmidos e clareiras açorianas, geralmente acima dos 500 m, eficaz apenas em solo fresco, baixa competição e material de origem controlada.
Salicornia ramosissima
Halófita anual pioneira do sapal baixo, própria de lodos salinos regularmente cobertos pela preia-mar; a instalação depende mais da cota e do hidroperíodo do que de rega.
Sarcocornia perennis
Caméfita suculenta e perene de sapal baixo a médio, submersa nas preia-mares e capaz de reter sedimento, mas sensível a erro de subespécie, proveniência e cota.
Halimione portulacoides
Subarbusto cinzento-prateado muito característico do sapal médio, tolerante a sal e inundação periódica, excelente indicador de cota consolidada e hospedeiro de Cistanche.
Suaeda vera
Arbusto halófito do sapal alto, taludes de salinas e arribas nitrificadas, mais seco que a gramata e apropriado apenas onde a inundação marinha é breve e ocasional.
Spartina maritima
Gramínea rizomatosa nativa e pioneira dos bancos de vasa do sapal baixo, capaz de dissipar corrente e acumular sedimento, mas facilmente confundida com Spartina invasoras.
Juncus maritimus
Junco rizomatoso de solos salgadiços permanentemente húmidos, dominante no sapal alto e em prados halófitos onde a inundação é menos frequente que no morraçal.
Juncus acutus
Junco mediterrânico robusto e pungente de dunas húmidas, margens salobras e sapal alto, tolerante a seca superficial mas perigoso junto de circulação pela ponta das folhas.
Bolboschoenus maritimus
Ciperácea vigorosa de águas doces a moderadamente salobras, própria da transição superior de estuários, lagoas e salinas abandonadas, propagando-se por rizomas e tubérculos.
Puccinellia maritima
Pequena gramínea perene de clareiras halófitas em sapais e estuários, pouco registada em Portugal e por isso destinada sobretudo a conservação in situ e propagação técnica.
Spergularia media
Pequena perene de flores rosadas que ocupa clareiras arenosas nos matos halófitos, útil para representar a diversidade fina do sapal que plantações densas podem eliminar.
Atriplex halimus
Arbusto prateado do sapal alto, taludes de salinas e arribas nitrificadas, autóctone no continente mas não automaticamente apropriado às ilhas nem a qualquer jardim costeiro.
Cistanche phelypaea
Geófita parasita sem clorofila dos sapais e estuários, dependente das raízes de gramata, valverde ou salgadeira e imprópria para transplante ou cultivo doméstico autónomo.
Matricaria chamomilla
Anual aromática de estação fresca, distinguida pelo recetáculo cónico oco e aroma doce, produtiva em sucessões curtas e solo leve sem excesso de azoto.
Hypericum perforatum
Perene europeia de flor amarela e folhas aparentemente perfuradas por glândulas, resistente em prado drenado mas capaz de se espalhar e de interagir fortemente com medicamentos.
Silybum marianum
Cardo anual ou bienal mediterrânico, inconfundível pelas folhas espinhosas marmoreadas, útil para biodiversidade mas volumoso, agressivo ao toque e prolífico por semente.
Urtica dioica
Perene dióica, rizomatosa e urticante de solos ricos e frescos, valiosa para insetos e biomassa mas exigente em contenção, identificação e proteção durante o manejo.
Plantago lanceolata
Perene de roseta comum em prados portugueses, tolerante a corte e compactação moderada, reconhecível pelas folhas lanceoladas nervadas e espigas curtas em hastes nuas.
Malva sylvestris
Bienal ou perene curta de flores rosa-violeta, fácil em solo drenado e fértil, amiga de polinizadores mas hospedeira de ferrugem e capaz de se auto-semear.
Valeriana officinalis
Perene alta de solos frescos, com folhas pinadas e flores claras muito visitadas, cultivada em Portugal continental mas exigente em água estival e controlo da semente.
Achillea millefolium
Perene aromática de prado com folhas finamente divididas e corimbos planos, resistente ao corte e à secura moderada, mas expansiva por rizoma e semente.
Artemisia absinthium
Subarbusto prateado, intensamente aromático e amargo, adequado a jardins secos mas capaz de se auto-semear e impróprio para experiências caseiras com extratos ou óleo essencial.
Symphytum officinale
Perene vigorosa de solo fresco, com flores pendentes para polinizadores e raiz regenerativa, útil como planta de biomassa mas difícil de remover e perigosa para ingestão.
Genista tridentata
Subarbusto ibero-magrebino de matos ácidos, conhecido como Pterospartum tridentatum mas aceite como Genista tridentata, resistente à secura e sensível a transplante e calcário.
Foeniculum vulgare
Perene mediterrânica alta e aromática, de folhas filiformes e umbelas amarelas, fácil em solo seco mas volumosa, prolífica e confundível com umbelíferas tóxicas.
Ceterach officinarum subsp. officinarum
Pequeno feto autóctone de fendas secas e muros, capaz de enrolar as frondes na seca e expor as escamas douradas protetoras da página inferior.
Asplenium trichomanes subsp. quadrivalens
Feto pequeno de muros e rochas, reconhecível pelo ráquis castanho-negro e pelas pínulas arredondadas, preferindo fissuras frescas sem encharcamento.
Polypodium cambricum subsp. cambricum
Feto mediterrânico de rizoma rastejante que coloniza rochas, muros, troncos e taludes sombrios, crescendo sobretudo na estação fresca e retraindo-se no verão.
Umbilicus rupestris
Suculenta autóctone de folhas circulares peltadas, comum em muros, telhados, troncos e rochas, ativa na estação húmida e dormente durante a seca.
Saxifraga spathularis
Perene autóctone de plataformas e fendas siliciosas húmidas, fontes e pequenos cursos de água, exigindo substrato ácido, sombra fresca e água oxigenada.
Chaenorhinum origanifolium subsp. origanifolium
Pequena planta ibérica de fendas calcárias e muros secos, formando almofadas floridas quando a coroa fica seca, as raízes frescas e a fertilidade baixa.
Phagnalon saxatile
Subarbusto mediterrânico cinzento de muros, arribas e rochas secas, tolerante ao calor e à pobreza mineral, mas sensível a sombra densa e encharcamento.
Silene longicilia
Endemismo português de fendas calcárias incluído nos anexos II e IV da Diretiva Habitats, apresentado apenas para conservação ex situ e restauro licenciados.
Dianthus cintranus subsp. cintranus
Cravo endémico do litoral de Sintra, classificado Em Perigo em Portugal continental, cuja propagação se restringe a programas autorizados e rastreáveis.
Aeonium glandulosum
Suculenta endémica da Madeira, geralmente com grande roseta achatada em falésias e escarpas, frequentemente monocárpica e dependente de material legal.
Aeonium glutinosum
Suculenta arbustiva endémica da Madeira e Desertas, com rosetas viscosas sobre caules ramificados, típica de ravinas, penhascos e afloramentos costeiros.
Antirrhinum linkianum
Endemismo ibérico sobretudo português de clareiras, taludes e substratos arenosos ou rochosos do oeste, vistoso mas inadequado para recolha ou mistura com cultivares.
Papaver rhoeas
Anual autóctone emblemática de searas, pousios e olivais, valiosa para a paisagem agrícola mas incompatível com herbicidas e mobilizações repetidas.
Agrostemma githago
Arqueófita rara das searas, em forte regressão com a limpeza das sementes; é muito tóxica e só cabe em conservação demonstrativa isolada da produção.
Glebionis segetum
Anual mediterrânica de grandes capítulos amarelos, frequente em terras cultivadas e pousios mas classificada como exótica em Portugal.
Anthemis arvensis
Anual autóctone de campos, pousios e bermas, parecida com camomilas medicinais mas distinguível pelo recetáculo sólido e provido de páleas.
Convolvulus arvensis
Perene autóctone muito persistente de campos e bermas, cujas raízes profundas e rastejantes regeneram de fragmentos; a ficha é de gestão, não de cultivo.
Fumaria officinalis
Anual delicada de hortas, campos e solos remexidos, reconhecível pelas flores rosadas com esporão; é aqui tratada como flora espontânea, não medicinal.
Echium plantagineum
Autóctone ibero-mediterrânica de pousios e pastagens, excelente para polinizadores mas com alcaloides pirrolizidínicos e comportamento invasor noutros países.
Datura stramonium
Anual ruderal extremamente tóxica, problemática em milho e outras culturas pela contaminação com sementes; a ficha ensina deteção e controlo seguro.
Mercurialis annua
Anual ruderal de folhas opostas, com plantas masculinas e femininas e flores discretas; é tóxica e não deve ser confundida com uma hortícola comestível.
Chenopodium album
Anual autóctone nitrofílica de hortas, entulho e caminhos, reconhecível pelo revestimento farináceo; a proximidade de contaminantes torna a apanha alimentar imprudente.
Avena sterilis subsp. sterilis
Gramínea anual de searas com grandes espiguetas aristadas, capaz de reduzir rendimento e contaminar semente; exige prevenção e rotação de métodos.
Lolium rigidum subsp. rigidum
Gramínea anual autóctone de campos e vinhas, com populações portuguesas resistentes ao glifosato; a gestão deve diversificar práticas e prevenir semente.
Antirrhinum rothmaleri
Microendemismo Em Perigo dos afloramentos ultrabásicos de Bragança–Vinhais e Morais, com poucos núcleos e menos de 250 indivíduos maduros estimados.
Arenaria querioides subsp. fontqueri
Caméfito serpentinícola endémico dos maciços de Bragança–Vinhais e Morais, próprio de litossolos, vertentes pedregosas e clareiras muito especializadas.
Dianthus laricifolius subsp. marizii
Cravina de fendas e prados vivazes sobre rochas ultrabásicas, incluída nos anexos II e IV da Diretiva Habitats e pontual fora desses substratos.
Avenula pratensis subsp. lusitanica
Gramínea perene endémica dos maciços ultramáficos transmontanos, também publicada como Helictochloa lusitanica, vulnerável e estruturante de prados pioneiros.
Armeria eriophylla
Arméria Quase Ameaçada e exclusiva do maciço Bragança–Vinhais, onde ocupa fissuras serpentínicas e prados secos sobre solos ultrabásicos.
Festuca brigantina subsp. brigantina
Festuca Vulnerável, endémica de Portugal e protegida pelos anexos II e IV, restrita a afloramentos ultramáficos de altitude de Bragança–Vinhais.
Armeria langei subsp. marizii
Arméria Quase Ameaçada e exclusiva do Maciço de Morais, especialista de fendas estreitas e cascalhos ultramáficos sujeitos a erosão diferencial.
Asplenium adiantum-nigrum var. corunnense
Variedade ibérica serpentinícola de fendas sombrias e húmidas, em Portugal limitada aos maciços ultramáficos transmontanos e sensível a alterações microclimáticas.
Alyssum serpyllifolium subsp. lusitanicum
Caméfito serpentinícola e hiperacumulador de níquel, capaz de concentrar mais de 3% do peso seco nas partes aéreas; também tratado como Odontarrhena na literatura.
Notholaena marantae subsp. marantae
Feto de fendas ensolaradas em serpentinitos, raro no noroeste ibérico e classificado como excludente de níquel, também publicado como Paragymnopteris marantae.
Santolina semidentata
Subarbusto endémico do noroeste ibérico, preferencialmente serpentinícola e protegido pelos anexos II e IV, localmente abundante em Trás-os-Montes.
Erica andevalensis
Metalófita Vulnerável da Faixa Piritosa, conhecida em Portugal apenas junto da Mina de São Domingos, nas margens húmidas de lagoas ácidas e escombreiras.
Caropsis verticillato-inundata
Pequena vivaz Vulnerável e legalmente protegida, de charcos e depressões arenosas costeiras, hoje fragmentada e conhecida em poucas localizações portuguesas.
Chaetopogon fasciculatus subsp. prostratus
Gramínea anual rasteira e discreta, diagnóstica das margens de charcos costeiros que encharcam no inverno e secam intensamente no verão.
Eryngium corniculatum
Bioindicador inconfundível da zona central e mais profunda dos charcos siliciosos, mudando de folhas carnosas submersas para uma arquitetura rígida e azulada.
Hyacinthoides vicentina
Geófito endémico do sudoeste português e protegido pela Diretiva Habitats, associado a clareiras e prados em solos arenosos ou argilosos temporariamente encharcados.
Isoetes histrix
Licófita pequena, sem flores, típica da faixa exterior arenosa dos charcos e reconhecível pelos filopódios persistentes com dentes rígidos e espinhosos.
Isoetes setaceum
Licófita anfíbia bioindicadora do habitat 3170, formando rosetas de folhas que podem atingir cerca de quarenta centímetros em charcos siliciosos mais profundos.
Isoetes velatum subsp. velatum
Licófita de charcos temporários e margens de lagoas, muito semelhante a outros Isoetes e dependente de exame da base foliar e dos esporos para identificação segura.
Juncus capitatus
Junco anual minúsculo das orlas siliciosas temporariamente encharcadas, frequente mas útil para interpretar as faixas mais altas e efémeras do charco.
Pilularia minuta
Feto aquático minúsculo e Vulnerável, conhecido em apenas poucas localizações do Sul, formando tapetes anfíbios com esporocarpos esféricos junto à base das folhas.
Eryngium galioides
Anual ibérico Vulnerável e muito raro em Portugal, associado a charcos arenoso-limosos; a Nave do Barão alberga a maior população nacional conhecida.
Juncus emmanuelis
Junco helófito Vulnerável e endémico do sudoeste ibérico, concentrado em Portugal sobre areias húmidas oligotróficas de charcos, lagoas e depressões dunares.
Littorella uniflora
Planta aquática Vulnerável, dispersa por apenas poucas localizações continentais, que forma rosetas clonais em lagoas temporárias oligotróficas e pouco profundas.
Erica ciliaris
Urze atlântica frequente em tojais e charnecas húmidas ácidas, reconhecível pelas margens ciliadas das folhas e pelas flores rosadas viscosas.
Erica erigena
Urze rara e fragmentada de brejos, margens turfosas e areias húmidas sobretudo costeiras, sensível à drenagem e à perda de continuidade do habitat.
Myrica gale
Arbusto aromático de turfeiras, depressões dunares húmidas e margens de linhas de água, capaz de fixar azoto e alterar comunidades se usado fora do local certo.
Narthecium ossifragum
Geófito atlântico de escorrências, turfeiras e prados muito húmidos sobre substratos siliciosos, marcante pelos racemos amarelos e estames lanosos.
Eriophorum angustifolium
Ciperácea Vulnerável de turfeiras montanas, hoje conhecida sobretudo na Serra da Estrela e em poucas serras do Norte, com infrutescências brancas muito visíveis.
Arnica montana subsp. atlantica
Subespécie Quase Ameaçada de prados húmidos, urzais e margens de turfeira montanas do Noroeste, protegida de exploração incompatível pelo anexo V.
Drosera intermedia
Pequena carnívora autóctone de turfeiras, brejos, depressões dunares e margens ácidas, dependente de água pobre em minerais e substrato sem fertilizante.
Pinguicula lusitanica
Carnívora minúscula de charcos, brejos, turfeiras, depressões dunares e escorrências ácidas, presente no continente e arquipélagos com proveniências separadas.
Rhynchospora alba
Ciperácea Criticamente Em Perigo em Portugal, historicamente dispersa entre Minho e Beira Litoral e possivelmente reduzida a um único núcleo não confirmado recentemente.
Sphagnum auriculatum
Esfagno robusto de depressões encharcadas e turfeiras sublitorais, engenheiro do ecossistema que retém água e contribui para formar turfa.
Sphagnum capillifolium
Esfagno de almofadas e montículos compactos, verde a vermelho, citado nas turfeiras portuguesas de altitude e decisivo para armazenar água e carbono.
Molinia caerulea
Gramínea autóctone de turfeiras, prados e matos higrófilos com humidade permanente, importante na estrutura do habitat mas capaz de dominar após drenagem ou nutrientes.
Holcus lanatus
Gramínea macia e muito difundida em prados húmidos, juncais e lameiros, indicadora de humidade superficial e frequentemente de alguma riqueza em nutrientes.
Cynosurus cristatus
Gramínea perene característica de lameiros pastados ou de uso misto, reconhecível pela inflorescência estreita e unilateral semelhante a um pequeno pente.
Poa trivialis
Gramínea autóctone de margens húmidas e orlas, frequente nos lameiros de regadio e útil para reconhecer solos frescos com sombra ou escorrência.
Arrhenatherum elatius subsp. bulbosum
Gramínea alta dominante de muitos prados de feno 6510 portugueses, distinguida pelos entrenós basais bulbosos alinhados como contas.
Agrostis castellana
Gramínea plástica de prados e clareiras, frequente nos lameiros de sequeiro, onde ajuda a revelar menor disponibilidade estival de água.
Gaudinia fragilis
Gramínea anual de prados húmidos e lameiros, com eixo da espiga quebradiço; integra secadais diversos e exige reprodução anual por semente.
Juncus acutiflorus
Junco rizomatoso diagnóstico de lameiros muito húmidos e acidófilos, onde a sua abundância pode indicar encharcamento persistente e baixo valor forrageiro.
Ranunculus flammula
Helófita autóctone de prados encharcados, turfeiras e margens, indicadora das variantes mais húmidas dos lameiros e tóxica quando fresca.
Caltha palustris
Malmequer-dos-brejos de fontes, paúis e prados húmidos, localizado em Portugal e marcante pelas grandes folhas cordiformes e flores amarelas sem pétalas verdadeiras.
Glyceria declinata
Gramínea helófita de solos encharcados, charcas e lameiros de erva, reconhecível pela panícula inclinada e espiguetas compridas sem aristas.
Anthoxanthum aristatum subsp. aristatum
Pequena gramínea anual aromática ao secar, associada a lameiros de sequeiro pobres; difere da erva-doce perene e completa o ciclo antes da seca.
Trifolium dubium
Trevo anual pequeno de prados húmidos, juncais e pastagens ácidas, útil para diversidade e fixação biológica de azoto sem o vigor dos trevos semeados.
Filipendula ulmaria
Megafórbia autóctone de margens, lameiros, soutos e carvalhais húmidos, bioindicadora explícita do habitat 6430pt2 e valiosa para polinizadores.
Eupatorium cannabinum subsp. cannabinum
Planta alta autóctone de valas, margens e orlas húmidas, dominante possível do habitat 6430pt2 e fonte tardia de néctar.
Epilobium hirsutum
Helófita autóctone robusta de linhas de água perenes ou temporárias, sobretudo em margens húmidas perturbadas e por vezes eutrofizadas.
Epilobium parviflorum
Epilóbio autóctone de fontes, regatos e margens encharcadas algo ruderalizadas, menos robusto e de flor menor do que o epilóbio-maior.
Calystegia sepium subsp. sepium
Trepadeira autóctone de bosques ripícolas, caniçais, silvados e outras margens húmidas, estrutural no 6430 mas vigorosa por rizomas.
Phalaris arundinacea subsp. arundinacea
Gramínea helófita autóctone de prados higrófilos e margens, capaz de estabilizar solo mas também de formar caniçais densos.
Equisetum telmateia
Grande cavalinha autóctone de margens, bosques ripícolas e prados húmidos, sobretudo em solos argilosos e básicos.
Angelica sylvestris
Apiácea autóctone alta de prados húmidos sombrios e margens, importante para insetos mas perigosa de identificar por semelhança com umbelíferas tóxicas.
Scrophularia auriculata subsp. auriculata
Perene higrófila autóctone de fontes e cursos de água, reconhecível pelas folhas opostas auriculadas e pequenas flores escuras.
Oenanthe crocata
Umbelífera autóctone muito tóxica de margens e leitos temporários; a ficha serve para reconhecer, evitar exposição e gerir o habitat com profissionais.
Solanum dulcamara
Subarbusto trepador autóctone de bosques ripícolas, leitos de cheia, barrancos e valas húmidas, com bagas atrativas mas tóxicas.
Lysimachia vulgaris
Perene helófita autóctone de prados húmidos, pauis, bosques ripícolas, lagoas e valas, com flores amarelas estivais.
Humulus lupulus
Trepadeira dioica autóctone de bosques ripícolas e silvados, tolerante à sombra; também existe em cultivares agrícolas destinadas à cerveja.
Rosa canina
Roseira silvestre caducifólia do complexo canina, valiosa em sebes pela floração, abrigo espinhoso e escaramujos, mas taxonomicamente difícil.
Lonicera periclymenum
Trepadeira autóctone de silvados, sebes ripícolas e orlas de bosque acidófilas, com flores perfumadas noturnas e frutos para fauna.
Euonymus europaeus
Arbusto caducifólio Vulnerável em Portugal, restrito às terras altas do Nordeste Transmontano e associado a sebes e bosquetes húmidos de carvalho.
Cornus sanguinea subsp. sanguinea
Arbusto autóctone de sebes e orlas frescas ou húmidas, reconhecível por ramos avermelhados, folhas opostas de nervuras arqueadas e frutos negros.
Viburnum lantana
Arbusto Criticamente Em Perigo em Portugal, conhecido de uma única população no vale do rio Mente, em Montesinho.
Ligustrum vulgare
Arbusto nativo apenas em Trás-os-Montes; noutras regiões portuguesas é sobretudo ornamental de origem desconhecida e frequentemente escapado.
Dioscorea communis
Geófito trepador autóctone de bosques, matagais, sebes e olivais abandonados; o nome aceite atual é Dioscorea communis, sinónimo de Tamus communis.
Bryonia dioica
Trepadeira geófita autóctone de sebes, pomares antigos e barrancos sombrios, vigorosa e com partes potencialmente tóxicas.
Hedera hibernica
Hera autóctone de bosques ripícolas, carvalhais, sobreirais e pinhais sombrios, importante por florescer no outono e frutificar no inverno.
Clematis vitalba
Trepadeira lenhosa autóctone de bosques, sebes e matagais, localizada em Portugal e reconhecível pelos frutos plumosos persistentes.
Ulex europaeus
Tojo robusto autóctone de charnecas e orlas ácidas, sobretudo atlânticas, útil como abrigo mas inflamável e em expansão por taludes rodoviários.
Ilex aquifolium
Árvore dioica protegida por lei, autóctone de carvalhais e matagais montanos sombrios; o azevinho espontâneo não pode ser arrancado, cortado, transportado ou vendido.
Pyrus cordata
Pequena pereira autóctone de orlas, clareiras, matagais e sebes, indiferente ao solo e importante como flor e fruto de fauna.
Malus sylvestris
Macieira silvestre pouco registada em Portugal, própria de orlas e cobertos caducifólios, sebes e matagais, ameaçada por confusão e introgressão de macieiras domésticas.
Sphagnum palustre
Esfagno robusto e muito plástico das turfeiras açorianas, usado em restauro experimental apenas com material local, nível de água corrigido e controlo de competição.
Sphagnum subnitens
Esfagno verde, salmão ou avermelhado presente na vegetação nativa açoriana, associado a superfícies húmidas abertas e impossível de validar apenas pela cor.
Sphagnum papillosum
Esfagno robusto de tapetes e montículos baixos citado nas turfeiras açorianas, reconhecido com segurança pela anatomia e pela posição hidrológica.
Carex vulcani
Ciperácea endémica açoriana de taludes, ravinas e floresta de nuvens acima de cerca de 300 m, distinta da também endémica Carex hochstetteriana.
Avenella foliosa
Gramínea perene endémica, ainda muito citada como Deschampsia foliosa, dominante em prados montanos e parceira estrutural de turfeiras e florestas de cedro.
Daboecia azorica
Subarbusto endémico dos Açores, distinto da daboécia continental e próprio de charnecas, orlas montanas e mosaicos turfosos ácidos.
Ilex azorica
Árvore endémica das florestas húmidas açorianas, com folhas geralmente inteiras e troncos ricos em briófitos, diferente do azevinho continental.
Erica maderensis
Urze baixa endémica do maciço montanhoso madeirense, exposta a vento, frio e nevoeiro, cuja conservação depende de rocha, solo raso e microclima intactos.
Avenella flexuosa subsp. maderensis
Gramínea endémica da Madeira ainda publicada como Deschampsia maderensis, própria de comunidades herbáceas altas e frias do maciço central.
Teucrium francoi
Herbácea endémica madeirense das comunidades de altitude e clareiras de urzal, dependente de identidade correta e origem legal.
Viola paradoxa
Pequena violeta endémica da Madeira, ameaçada e pouco conhecida, própria de microssítios montanos cuja conservação não pode ser reduzida a cultivo.
Polystichum falcinellum
Feto perene endémico da Madeira, associado ao urzal de altitude e reconhecível pelas pínulas em foice, mas sujeito a confusão e hibridação.
Bryoxiphium madeirense
Musgo endémico e ameaçado da Madeira, restrito a rochas vulcânicas húmidas ou escorrentes, com poucos locais e enorme sensibilidade ao regime de água.
Juniperus cedrus
Zimbro macaronésico raríssimo na Madeira, historicamente tratado como subsp. maderensis, outrora codominante do urzal de altitude e reduzido por abate.
Sorbus maderensis
Pequena árvore endémica da Madeira, aceite como espécie por Kew e componente rara do urzal arbóreo de altitude, distinta da tramazeira continental.
Quercus robur
Carvalho caducifólio dominante dos bosques atlânticos portugueses, próprio de clima temperado, solos profundos, ácidos e frescos.
Quercus pyrenaica
Carvalho de montanha e interior que domina reboleiros ácidos, reconhecido pelas folhas profundamente lobadas, tomentosas e frequentemente marcescentes.
Taxus baccata
Conífera autóctone Em Perigo, restrita sobretudo ao Gerês, Estrela e Caramulo; quase toda a planta é extremamente tóxica.
Anemone nemorosa
Geófito Vulnerável conhecido em Portugal apenas na envolvente de Castro Laboreiro, em bosques húmidos abertos e solos frescos.
Hyacinthoides non-scripta
Bolbosa atlântica muito localizada em Portugal, própria de prados nas orlas e sob coberto de carvalhais sombrios e húmidos.
Polygonatum odoratum
Geófito rizomatoso de bosques e matagais húmidos e sombrios, com caules arqueados, flores pendentes e bagas tóxicas.
Lilium martagon
Lírio silvestre Vulnerável de carvalhais, clareiras e orlas montanas do Norte e Centro, ameaçado por fogo, gestão e colheita.
Primula acaulis subsp. acaulis
Prímula autóctone de orlas e sub-bosque de carvalhais, bosques ripícolas e prados montanos húmidos, distinta de cultivares.
Polystichum setiferum
Feto robusto e macio de bosques fechados, barrancos e linhas de água sombrias, frequente em microclimas atlânticos.
Athyrium filix-femina
Feto autóctone de bosques húmidos e sombrios, frequentemente ripícola e em solos ácidos, com frondes finas e soros curvos.
Allium ursinum subsp. ursinum
Geófito Em Perigo com uma única população conhecida em Portugal, na serra da Nogueira; não deve ser colhido para alimentação.
Chamaerops humilis
Única palmeira espontânea do território continental português, forma touceiras resistentes à seca em matagais e arribas quentes do sul.
Quercus coccifera subsp. coccifera
Carvalho arbustivo perenifólio dos matagais mediterrânicos, muito resistente à seca, ao vento marítimo e à rebentação depois de corte ou fogo.
Quercus pseudococcifera subsp. rivasmartinezii
Táxon ibérico costeiro de porte arbóreo, anteriormente tratado como Quercus coccifera subsp. rivasmartinezii, cuja conservação exige proveniência e revisão especializada.
Pistacia terebinthus
Parente caducifólio do lentisco, próprio de encostas rochosas e vales mediterrânicos, valioso para aves e para a diversidade estrutural do matagal.
Osyris lanceolata
Arbusto mediterrânico hemiparasita que liga as raízes às de plantas vizinhas, exigindo cultivo com hospedeiros compatíveis e grande cuidado de proveniência.
Asparagus albus
Espargo arbustivo de caules claros e espinhosos, característico de encostas secas, barrocal e matagais termófilos do centro e sul.
Clematis cirrhosa
Liana mediterrânica de floração invernal, Quase Ameaçada em Portugal e limitada sobretudo ao Algarve e Baixo Alentejo.
Lonicera implexa
Madressilva perenifólia de matagais quentes, reconhecível pelos pares superiores de folhas unidos em taça à volta do caule.
Teucrium fruticans
Arbusto mediterrânico prateado de flores azuis, muito adaptado a calor, vento e solos pobres, útil em orlas termófilas e jardins secos.
Bupleurum fruticosum
Grande umbelífera arbustiva de orlas mediterrânicas e arribas abrigadas, com folhagem coriácea e floração estival muito procurada por insetos.
Withania frutescens
Solanácea arbustiva rara e localizada em encostas quentes do centro-oeste português, com bagas encerradas num cálice persistente e toxicidade potencial.
Euphorbia pedroi
Eufórbia arbustiva endémica das arribas calcárias entre Sesimbra e o cabo Espichel, classificada Em Perigo e ameaçada por destruição e fraca regeneração.
Aristolochia baetica
Liana mediterrânica de flores tubulares muito singulares, presente em matagais quentes do sul e importante hospedeira de insetos, mas severamente tóxica.
Ulex densus
Endemismo português dos tojais calcários costeiros do Centro-Oeste e Arrábida, baixo, compacto e importante na estrutura dos matos.
Thymus lotocephalus
Tomilho endémico do Algarve, Quase Ameaçado, restrito a clareiras secas entre o Barrocal e a costa meridional.
Plantago algarbiensis
Tanchagem ibérica Em Perigo, conhecida em Portugal apenas entre Algoz e Faro, dependente de argilas ferruginosas sazonalmente encharcadas.
Tuberaria major
Endemismo algarvio Em Perigo de clareiras arenosas, tratado nacionalmente como Tuberaria major e incluído por Kew em Tuberaria globulariifolia.
Convolvulus fernandesii
Endemismo português Em Perigo de falésias calcárias marítimas entre Sesimbra e o cabo Espichel, com população muito pequena.
Arabis sadina
Endemismo português das serras calcárias do Centro-Oeste, vivendo em afloramentos, cascalheiras e fendas rochosas.
Iberis procumbens subsp. microcarpa
Subarbusto endémico do oeste de Portugal, próprio de fendas, cascalheiras e arrelvados pedregosos sobre calcário.
Bellevalia hackelii
Geófito endémico português concentrado no Barrocal algarvio, surgindo em afloramentos e clareiras de tomilhais calcários.
Jonopsidium acaule
Minúscula anual endémica portuguesa de prados musgosos húmidos no inverno, clareiras arenosas e alguns solos calcários ou basálticos.
Teucrium algarbiense
Subarbusto ibérico de clareiras quentes e secas, frequente no sul português em areias, xistos e calcários descarbonatados.
Coincya cintrana
Endemismo português Quase Ameaçado de fendas, muros, escarpas e solos pedregosos, com núcleo principal na serra de Sintra.
Cistus ladanifer subsp. sulcatus
Subespécie endémica do Algarve ocidental, antes conhecida como Cistus palhinhae, própria de matos costeiros sobre areia, calcário e xisto.
Sideritis arborescens subsp. lusitanica
Subarbusto endémico português dos matos xerófilos algarvios, associado a calcários, margas e terra rossa.
Juniperus navicularis
Zimbro ibérico Quase Ameaçado das paleodunas ácidas do Sado e península de Setúbal, formando zimbrais baixos também sob pinhal.
Juniperus turbinata subsp. turbinata
Zimbro mediterrânico de dunas estabilizadas e arribas, capaz de formar zimbrais altos resistentes à seca, vento e maresia.
Corema album
Arbusto atlântico emblemático das dunas portuguesas, formando comunidades densas em dunas secundárias e vales dunares.
Thymus carnosus
Tomilho ibérico legalmente protegido das dunas secundárias básicas do sudoeste, também presente em clareiras de pinhal.
Santolina impressa
Endemismo português dos matos arenosos ácidos entre Setúbal e Sines, frequente em paleodunas e clareiras de pinhal.
Armeria pungens
Arméria robusta das dunas primárias e secundárias do sul, com rosetas densas e longas hastes de flores rosadas.
Stauracanthus genistoides
Arbusto ibérico espinhoso de areias ácidas, comum em dunas estabilizadas, pinhais e depósitos arenosos interiores.
Halimium calycinum
Sargaça de flores amarelas muito ligada a dunas estabilizadas, arribas e areias secas próximas do litoral português.
Halimium halimifolium subsp. multiflorum
Subespécie costeira de grande sargaça prateada, própria de dunas estabilizadas e cobertos abertos de pinhal e sobreiral.
Iberis procumbens subsp. procumbens
Subarbusto rasteiro de dunas e arribas litorais, distinto da subespécie microcarpa calcícola já documentada.
Scrophularia frutescens
Escrofulária subarbustiva especializada em dunas secundárias e paleodunas, com discretas flores escuras muito características.
Anchusa calcarea subsp. calcarea
Boraginácea ibérica de matos baixos em dunas secundárias, reconhecível pelas folhas ásperas e flores azuis.
Antirrhinum cirrhigerum
Boca-de-lobo ibérica de dunas secundárias, camarinheiras, zimbrais e pinhais, com ramos laterais curtos e gavinhosos.
Quercus canariensis
Carvalho raro dos fundos de encosta frescos da serra de Monchique, Criticamente em Perigo em Portugal e com menos de 250 indivíduos maduros estimados.
Paeonia broteri
Peónia ibérica de orlas e sub-bosques de azinhais, sobreirais e cercais, vistosa mas vulnerável à colheita local de flores.
Phillyrea latifolia
Pequena árvore perenifólia dos bosques e matagais mediterrânicos, mais ligada a solo desenvolvido e alguma frescura do que o aderno-de-folhas-estreitas.
Phillyrea angustifolia
Arbusto mediterrânico de folhas estreitas, próprio de matos secos e expostos em areia, calcário ou xisto, indiferente ao substrato mas exigente em drenagem.
Smilax aspera
Liana perenifólia espinhosa que forma o estrato trepador de bosques, matas ripícolas, sebes e matagais mediterrânicos.
Asparagus acutifolius
Espargo mediterrânico de sub-bosques, orlas e matagais, com cladódios muito finos e pungentes e rebentos primaveris emergindo do rizoma.
Daphne gnidium
Arbusto comum das orlas de azinhais e sobreirais e dos matagais de substituição, muito resistente à seca mas tóxico em todas as partes.
Osyris alba
Arbusto hemiparasita de orlas e sub-bosques mediterrânicos que obtém parte da água e nutrientes através de raízes de plantas vizinhas.
Juniperus oxycedrus subsp. oxycedrus
Zimbro mediterrânico de folhas rígidas com duas faixas claras, próprio de encostas secas, matagais e bosques abertos do interior e sul.
Erica arborea
A maior urze da flora continental, formando arbusto alto ou pequena árvore em bosques, orlas e vales mediterrânicos de solo ácido.
Cistus salviifolius
Cistácea baixa de montados, sobreirais e matos abertos, sobretudo em substratos ácidos e solos descarbonatados.
Genista hirsuta subsp. hirsuta
Tojo piloso e espinhoso de estevais, tojais e orlas de azinhais e sobreirais sobre xisto ou areia ácida.
Aristolochia paucinervis
Geófito de sombra parcial em bosques, matos, prados e margens, reconhecível pelas flores tubulares e importante para insetos especializados.
Cephalanthera longifolia
Orquídea terrestre de bosques e orlas, com flores brancas e folhas compridas, dependente de fungos do solo e imprópria para transplante informal.
Brachypodium retusum
Gramínea mediterrânica baixa que forma tapetes persistentes em clareiras e orlas secas, sobretudo sobre calcário, protegendo solo raso sem precisar de rega.
Brachypodium phoenicoides
Gramínea perene de prados e orlas mediterrânicas, mais alta e folhosa que Brachypodium retusum e adaptada a solos um pouco mais profundos.
Stipa tenacissima
Gramínea robusta de folhas enroladas que forma espartais em encostas soalheiras, pedregosas e geralmente calcárias do sul e sudeste ibérico.
Festuca ampla
Festuca ibérica robusta de pastagens xerófilas e solos pedregosos, com táxones infraespecíficos que exigem revisão em projetos de restauro.
Koeleria vallesiana subsp. vallesiana
Pequena gramínea cespitosa de prados secos calcícolas, valiosa em comunidades baixas onde solo raso e pobreza nutritiva limitam espécies dominantes.
Dactylis glomerata subsp. hispanica
Subespécie mediterrânica do panasco, própria de prados secos, taludes e clareiras, distinta dos cultivares forrageiros genéricos de Dactylis.
Eryngium campestre
Umbelífera espinhosa de pastagens secas, pousios e clareiras, com arquitetura ramificada e capítulos verdes muito visitados por insetos.
Thapsia villosa
Grande umbelífera mediterrânica de pastagens, encostas, orlas e bermas secas, reconhecível pelas umbelas amarelas e frutos amplamente alados.
Phlomis lychnitis
Subarbusto cinzento e lanoso de tomilhais, pastagens e clareiras pedregosas, frequentemente calcárias, com flores amarelas em verticilos.
Salvia verbenaca
Salva baixa de caminhos, pastagens, prados e margens de cultura, com roseta recortada e pequenas flores violeta úteis a polinizadores.
Sanguisorba verrucosa
Rosácea perene de clareiras, taludes e pastagens pedregosas, reconhecível pelas folhas pinadas e pelo fruto com superfície verrugosa.
Centaurea ornata
Centaurea ibérica de pastagens secas e clareiras abertas, sobretudo em substratos ácidos, com grandes capítulos amarelos e brácteas espinhosas.
Himantoglossum robertianum
Uma das maiores orquídeas terrestres portuguesas, de floração precoce em prados, encostas e clareiras pedregosas, muitas vezes calcárias.
Orchis anthropophora
Pequena orquídea calcícola de prados e clareiras, com flores verde-amarelas cujo labelo pendente lembra uma figura humana.
Halopeplis amplexicaulis
Anual halófita minúscula das áreas abertas de sapal alto e salinas abandonadas, hoje conhecida em Portugal numa área diminuta entre Faro e Olhão.
Sphenopus divaricatus
Gramínea anual muito pequena e pouco registada, de areia costeira solta e clareiras abertas próximas de salinas do sul.
Beta macrocarpa
Parente silvestre da beterraba, restrita em Portugal ao litoral algarvio, onde ocupa areias ruderalizadas, margas e ambientes costeiros halofíticos.
Juncus subulatus
Junco rizomatoso de zonas salobras mediterrânicas, capaz de formar manchas em margens de salina, lagoa e canais pouco profundos.
Parapholis filiformis
Gramínea anual de sapais, salinas e solos salgadiços costeiros, reconhecível pela espiga rígida e muito fina com espiguetas embebidas no eixo.
Frankenia pulverulenta
Pequena anual prostrada de clareiras halófilas, areias, cascalhos de salina e, raramente, depressões salobras endorreicas.
Salsola soda
Anual suculenta de solos salinos e húmidos em sapais e terrenos salgadiços litorais, historicamente associada à produção de soda vegetal.
Hordeum marinum subsp. marinum
Pequena cevada anual de pastagens e margens salgadiças, distinta das cevadas cultivadas e dos Hordeum ruderais pela espiga e espiguetas.
Artemisia caerulescens subsp. caerulescens
Subarbusto glauco de clareiras do sapal alto, taludes de salina e ruínas costeiras sobre solo salgadiço.
Spergularia tangerina
Pequena planta de clareiras de sapal alto e caminhos salinos, conhecida em Portugal apenas pontualmente no litoral sul algarvio.
Limonium diffusum
Limónio mediterrânico de orlas de sapal alto, areias húmidas e terrenos argilosos algo salgadiços, restrito em Portugal ao Algarve.
Triglochin barrelieri
Helófita de juncais e prados nas orlas de sapais e lagoas salgadas, pontual no litoral português e mais contínua no Sotavento Algarvio.
Suaeda splendens
Anual suculenta extremamente pouco registada em Portugal, de clareiras de sapal alto, salinas e argilas salinas húmidas algo perturbadas.
Cynomorium coccineum subsp. coccineum
Planta parasita vermelho-escura e sem clorofila, conhecida em Portugal em poucos locais do litoral sul algarvio, ligada a raízes de halófitas.
Cymbalaria muralis subsp. muralis
Arqueófita rastejante de muros antigos e rochas sombrias, reconhecida pelas pequenas flores lilases e folhas palmadamente lobadas.
Parietaria judaica
Planta autóctone ruderal de rochedos, muros, paredes e baldios, importante componente espontânea mas com pólen fortemente alergénico.
Sedum sediforme
Suculenta autóctone de solos pobres, dunas, rochas, escarpas e muros, especialmente frequente em substratos básicos e pedregosos.
Sedum album
Pequena suculenta autóctone de muros, telhados, rochas e areias, tolerante à secura e reconhecível pelas flores brancas estreladas.
Campanula erinus
Anual autóctone minúscula de prados abertos, bermas, afloramentos e muros, cuja presença depende de pequenas clareiras sem cobertura densa.
Asplenium ruta-muraria subsp. ruta-muraria
Pequeno feto autóctone de fendas calcárias e muros pedregosos básicos, mais localizado do que os fetos de muro comuns.
Centranthus ruber subsp. ruber
Perene mediterrânica cultivada que se naturalizou em muros, falésias, taludes e escombreiras, sobretudo sobre substratos calcários.
Calendula arvensis
Anual autóctone muito comum em campos, pousios, pastagens e olivais, oferecendo floração invernal e primaveril em solo pouco mobilizado.
Arisarum simorrhinum
Geófito mediterrânico autóctone muito disseminado em terrenos cultivados, bermas, clareiras, taludes e afloramentos, frequente em olivais extensivos.
Romulea bulbocodium
Pequeno geófito autóctone de prados e clareiras de bosques e matos, ativo no inverno e primavera em diversos tipos de solo.
Anemone palmata
Anémona autóctone de clareiras, taludes e coberto aberto, ligada a solos descalcificados algo húmidos durante a estação de crescimento.
Muscari neglectum
Geófito autóctone de calcários, campos agrícolas, pomares de sequeiro, prados e pousios, formando pequenos cachos azul-escuros na primavera.
Ornithogalum narbonense
Geófito autóctone de olivais, searas, pousios e campos pedregosos, sobretudo em solos argilosos ou calcários.
Fumaria capreolata
Anual autóctone de sebes, orlas, muros e campos agrícolas, geralmente em locais sombrios e algo perturbados.
Muscari comosum
Geófito autóctone de searas, olivais, vinhas, pousios e prados, inconfundível pelo penacho de flores estéreis violetas no topo do cacho.
Allium vineale
Alho silvestre de campos, pousios e prados algo húmidos, cujo nome traduz a associação histórica a terrenos agrícolas e vinhas.
Allium roseum
Geófito autóctone mediterrânico de prados, clareiras pedregosas e, menos frequentemente, margens de campos agrícolas.
Tulipa sylvestris subsp. australis
Tulipa autóctone de clareiras de matos e bosques perenifólios, em locais pedregosos frequentemente calcários, adequada a socalcos seminaturais.
Gagea pratensis
Geófito vulnerável e extremamente localizado em Portugal, restrito a prados e matos pedregosos sobre afloramentos máficos ou ultramáficos de Trás-os-Montes.
Scandix pecten-veneris subsp. pecten-veneris
Anual autóctone arvense de campos, pousios, searas e vinhas, reconhecida pelos frutos muito longos que formam um pente.
Legousia hybrida
Minúscula anual de campos agrícolas e olivais em solos básicos, fácil de perder sob coberturas densas ou mobilização uniforme.
Adonis annua
Arvense vulnerável de pousios, searas e olivais tradicionais de sequeiro, sobretudo em solos básicos, ameaçada pela intensificação e conversão para regadio.
Papaver hybridum
Papoila anual autóctone de campos, searas, pousios, baldios e pastagens nitrificadas, identificável pela cápsula densamente eriçada.
Papaver argemone
Papoila autóctone de searas, pomares, pousios e prados, distinguida pela cápsula estreita e longa com pelos eretos.
Caucalis platycarpos
Umbelífera anual segetal de solos cultivados básicos, hoje rara em muitas paisagens agrícolas europeias e dependente de gestão extensiva.
Bupleurum rotundifolium
Anual de campos secos e básicos, historicamente conhecida de uma única localidade no Minho e avaliada como regionalmente extinta em Portugal.
Bifora testiculata
Anual vulnerável de searas, pousios e subcoberto de olivais de sequeiro em solos básicos, hoje conhecida de poucas subpopulações portuguesas.
Ranunculus arvensis
Anual autóctone de campos e incultos recentes, associada a solos frescos ou algo húmidos e reconhecível pelos aquénios espinhosos.
Poa bulbosa
Gramínea perene de pequena estatura e base bolbosa, estruturante de pastagens mediterrânicas muito pastoreadas sem mobilização excessiva.
Trifolium tomentosum
Trevo anual baixo de pastagens e caminhos compactados, reconhecível pelas pequenas bolas lanosas que encerram os frutos.
Trifolium angustifolium
Trevo anual ereto de prados secos e pobres em montados, matos e pinhais, com folíolos estreitos e capítulo alongado.
Ornithopus compressus
Leguminosa anual autóctone de montados, pastagens e pousios siliciosos, com vagem lateralmente comprimida e pequenas flores amarelas.
Tuberaria guttata
Pequena anual autóctone de prados secos, pousios e clareiras de montado, marcada pelo olho escuro nas pétalas amarelas.
Leontodon tuberosus
Composta perene mediterrânica de prados em azinhais, sobreirais, pinhais e matos, com raízes fasciculadas engrossadas.
Plantago lagopus
Tanchagem anual autóctone de pastagens, pousios e bermas secas, com espiga compacta de aspeto lanoso.
Erodium botrys
Anual de pastagens, pousios e clareiras perturbadas, reconhecida pelos frutos compridos que se enrolam ao secar.
Astragalus pelecinus subsp. pelecinus
Leguminosa anual de pastagens mediterrânicas ácidas e pisadas, singular pelas vagens achatadas com margens dentadas.
Trifolium nigrescens subsp. nigrescens
Trevo anual de prados algo húmidos ou nitrificados, útil para reconhecer zonas frescas dentro do mosaico de pastagem.
Astragalus cymbaecarpos
Leguminosa anual característica de pastagens, incultos e pousios de montado em substratos siliciosos pobres e pedregosos.
Ornithopus pinnatus
Pequena serradela autóctone de prados anuais, pousios e montados siliciosos, distinta da serradela-amarela pelo fruto e caracteres florais.
Pyrus bourgaeana
Pequena árvore autóctone de orlas, clareiras, montados e linhas temporárias, valiosa para estrutura, flor, fruto e refúgio de fauna.
Retama sphaerocarpa
Arbusto autóctone de sucessão em azinhais e montados secos, capaz de criar abrigo para regeneração mas também de fechar o subcoberto.
Cannabis sativa
Cultura anual para fibra e semente cuja instalação em Portugal exige autorização da DGAV, variedade elegível, semente certificada e cumprimento documental.
Gossypium herbaceum
Algodoeiro anual do Velho Mundo, cultivável em pequena escala nas zonas portuguesas de verão longo, mas exigente em calor e colheita seca.
Carthamus tinctorius
Anual mediterrânica de raiz profunda, cultivada para óleo ou capítulos corantes; tolera secura depois de instalada, mas não encharcamento.
Isatis tinctoria
Planta histórica de corante azul, mas extremamente localizada como espontânea em Portugal; cultivo e conservação não devem misturar proveniências.
Rubia tinctorum
Perene rizomatosa cultivada pelas raízes ricas em corantes vermelhos, produtiva após vários anos e vigorosa em solo drenante.
Reseda luteola
Anual autóctone frequente em campos e pousios perturbados, historicamente usada para amarelo e distinguida por folhas inteiras onduladas.
Cota tinctoria
Composta europeia bienal ou perene curta, cultivada em jardim seco pelos capítulos amarelos usados tradicionalmente como corante.
Persicaria tinctoria
Anual asiática de folhas produtoras de azul, adaptável a verão ameno com água regular, mas que deve permanecer em cultivo contido.
Dipsacus sativus
Cultígeno bienal introduzido em Portugal, historicamente selecionado pelas cabeças de brácteas recurvadas usadas no acabamento de tecidos.
Salix viminalis
Salgueiro euro-asiático cultivado por varas longas e flexíveis para cestaria, exigente em água e impróprio para libertação em galerias ripícolas naturais.
Hibiscus cannabinus
Malvácea anual tropical de crescimento rápido e fibra liberiana, viável apenas onde a estação quente permite formar caules antes do frio.
Boehmeria nivea
Perene asiática rizomatosa produtora de fibra branca muito resistente, exigente em calor e água e obrigatoriamente contida.
Cytisus scoparius subsp. scoparius
Arbusto autóctone de giestais, orlas e clareiras, tradicionalmente associado a vassouras, mas tóxico e combustível quando forma massas contínuas.
Erica scoparia subsp. scoparia
Urze autóctone mediterrânica de solos siliciosos e bosques abertos, produtora de ramagem fina tradicionalmente usada em vassouras.
Melilotus officinalis
Leguminosa autóctone muito localizada em Portugal, de longos cachos amarelos, útil a polinizadores mas inadequada para sementeira indiscriminada.
Dittrichia viscosa
Subarbusto autóctone ruderal que prolonga a oferta de flores amarelas pelo fim do verão e outono, quando muitos recursos já secaram.
Dorycnium pentaphyllum
Subarbusto autóctone de taludes e matos baixos secos, com numerosas pequenas flores leguminosas acessíveis a diferentes insetos.
Calicotome villosa
Arbusto espinhoso mediterrânico de floração amarela precoce, valioso em mosaicos do centro e sul quando não fecha caminhos nem cria combustível contínuo.
Ballota hirsuta
Lamiácea autóctone peluda de rochedos, matos e incultos do centro-sul, resistente à seca e visitada durante a primavera.
Centaurea pullata
Anual autóctone comum em campos e caminhos perturbados, com capítulos rosados e longa janela de floração em manchas não cortadas.
Echium lusitanicum
Endemismo ibérico autóctone de prados de montanha e clareiras frescas de carvalhais, soutos e giestais.
Aster sedifolius subsp. sedifolius
Perene autóctone de capítulos violetas tardios, valiosa para prolongar recursos florais em zonas adequadas do norte e interior.
Tilia cordata
Árvore europeia caducifólia de floração perfumada no início do verão, indicada sobretudo para regiões frescas e solos com volume suficiente.
Styphnolobium japonicum
Árvore urbana asiática de floração estival tardia, útil apenas em contexto construído e com espaço, sem alegar fixação de azoto.
Koelreuteria paniculata
Pequena árvore asiática tolerante ao calor urbano, com panículas amarelas de verão e cápsulas papiráceas, destinada a espaços construídos.
Caryopteris × clandonensis
Híbrido ornamental compacto de floração azul no fim do verão, útil em jardins construídos secos e sem ligação a habitats naturais.
Monarda fistulosa
Perene norte-americana de flores tubulares no verão, adequada a jardins frescos e contidos, onde complementa recursos sem entrar em habitat.
Nepeta cataria
Lamiácea euro-asiática aromática de longa floração clara, cultivada em jardim contido e frequentemente danificada por gatos.
Buxus sempervirens
Arbusto perene estrutural dos parterres e bordaduras históricas, hoje dependente de inspeção apertada contra traça-do-buxo e doenças foliares.
Magnolia grandiflora
Árvore monumental de copa perene, grandes flores brancas perfumadas e raízes superficiais, característica de parques e quintas românticas.
Cycas revoluta
Cicadófita escultórica de coleções oitocentistas e jardins subtropicais, muito lenta, sensível a excesso de água e tóxica se ingerida.
Phoenix canariensis
Palmeira monumental de eixos e jardins de aclimatação, reconhecível pelo estipe robusto e vulnerável ao escaravelho-vermelho das palmeiras.
Araucaria columnaris
Conífera colunar do Pacífico usada como marco vertical em jardins costeiros e insulares, dependente de clima ameno e espaço sem cortes.
Cedrus deodara
Grande conífera romântica de ramos pendentes e cones eretos, melhor em parques frescos com solo profundo e horizonte livre.
Platanus × hispanica
Árvore clássica de alamedas, sombra e enquadramento monumental, robusta mas enorme e sujeita a problemas sanitários que exigem ferramentas desinfetadas.
Jacaranda mimosifolia
Árvore sul-americana de copa leve e floração violeta emblemática de jardins e arruamentos amenos, vulnerável a geada e má formação estrutural.
Aucuba japonica
Arbusto perene clássico de sombra sob copas e pátios frescos, com cultivares variegadas e sexos separados para produção de bagas.
Euonymus japonicus
Arbusto perene de sebe e compartimentação, tolerante à costa mas propenso a cochonilha e oídio quando recortado em massas densas.
Clivia miniata
Perene sul-africana de sombra seca e floração laranja, tradicional sob árvores, em escadarias e vasos de jardins atlânticos e insulares.
Acanthus mollis
Perene arquitetónica de sombra fresca e tradição ornamental antiga, naturalizada no continente e legalmente invasora na Madeira.
Crinum moorei
Geófita sul-africana de grandes folhas e umbelas rosadas, usada em manchas de sombra húmida nos jardins amenos e insulares.
Hemerocallis fulva
Perene antiga de bordaduras e taludes frescos, com flores laranja que duram um dia e rizomas capazes de formar manchas persistentes.
Satureja hortensis
Condimentar anual de verão, compacta e intensamente aromática, semeada em sucessão para folhas tenras e sumidades floridas.
Satureja montana
Segurelha perene lenhosa para solos minerais e secos, de sabor mais intenso e poda leve depois da floração.
Anthriscus cerefolium
Apiácea anual delicada de folhas anisadas, própria de tempo fresco e exclusivamente de semente cultivada identificada.
Levisticum officinale
Grande perene aromática de clima fresco, semelhante ao aipo no aroma e exigente em solo profundo e água estival.
Ruta graveolens
Planta histórica de botica e jardim, fortemente aromática, fototóxica ao contacto e inadequada para receitas ou automedicação.
Tanacetum balsamita
Perene aromática antiga de hortos monásticos, de folhas balsâmicas e expansão lenta por rizoma, mantida sobretudo como património vivo.
Artemisia abrotanum
Subarbusto aromático tradicional de folhagem finamente recortada, conservado em boticas e bordaduras sem o apresentar como remédio doméstico.
Hyssopus officinalis
Lamiácea perene de espigas azuis e solo seco, historicamente culinária e de botica, mas cujo óleo essencial concentrado não é alimento.
Althaea officinalis
Malvácea perene de solos húmidos e algo salobros, histórica de botica e adequada a cultivo controlado sem recolha em populações naturais.
Pimpinella anisum
Apiácea anual de fruto anisado, exigente em primavera longa e seca na maturação, sempre cultivada de semente identificada.
Carum carvi
Condimentar bienal de clima fresco, cultivada pelo fruto curvo aromático e pouco adequada a verões quentes e secos do sul.
Nigella sativa
Anual condimentar de semente negra, distinta da nigela ornamental e adaptada a cultivo de inverno e primavera em grande parte de Portugal.
Pelargonium graveolens
Pelargónio aromático de folhas recortadas, frequente em vasos e quintais amenos, mas frequentemente vendido sob nomes híbridos imprecisos.
Helichrysum italicum subsp. picardi
Subarbusto autóctone prateado de dunas estabilizadas e paleodunas, aromático mas prioritariamente objeto de conservação, nunca de recolha comercial silvestre.
Celtis australis
Árvore mediterrânica robusta, de sombra densa e boa tolerância ao calor urbano, mas com copa e raízes que exigem espaço real.
Acer campestre
Bordo europeu de porte médio, útil para ruas moderadas e solos calcários quando se escolhe proveniência tolerante ao calor.
Tilia tomentosa
Grande tília de verso foliar prateado, tolerante ao calor entre tílias, indicada apenas onde copa, raízes e queda de brácteas tenham espaço.
Ulmus minor
Ulmeiro europeu de elevado valor ecológico e histórico, condicionado pela grafiose e por material de plantação cuja resistência deve ser documentada.
Zelkova serrata
Árvore de copa em vaso e boa estrutura quando jovem, usada como alternativa urbana a ulmeiros mas ainda exigente em solo e formação.
Cercis siliquastrum
Pequena árvore mediterrânica de floração cauliflora rosa, adequada a espaços moderados quando vagens, troncos múltiplos e calor são previstos.
Liquidambar styraciflua
Árvore norte-americana de cor outonal intensa, dependente de solo profundo não calcário e incompatível com pavimento onde os frutos criem risco.
Gleditsia triacanthos
Árvore de sombra filtrada muito tolerante ao urbano; em ruas usa-se material inerme e, quando possível, com baixa produção de vagens.
Lagerstroemia indica
Pequena árvore de verão quente, casca decorativa e floração longa, adequada a ruas estreitas apenas com cultivar e forma definidos.
Catalpa bignonioides
Árvore de sombra rápida, folhas enormes e flores vistosas, mas madeira e ramificação exigem espaço, formação e inspeção.
Tipuana tipu
Grande árvore subtropical de sombra e flor amarela, comum em cidades amenas, vigorosa demais para passeios estreitos e sensível a geada.
Brachychiton populneus
Árvore australiana perene a semidecídua, resistente ao calor e seca, com folículos cujos pelos irritantes condicionam o uso junto de pessoas.
Schinus molle
Árvore perene de copa chorona para cidades quentes e secas, com frutos não alimentares, potencial alergénico e ramos que exigem formação.
Melia azedarach
Árvore caducifólia de crescimento rápido e flor lilás, tolerante ao calor, mas com frutos tóxicos e forte produção de sementes.
Cucurbita moschata 'Moganga de Geraz'
Variedade tradicional de abóbora-moganga recuperada em Geraz e inscrita em 2023, para cultura de verão e conservação de semente de polinização aberta.
Cucurbita pepo 'Bornes'
Variedade de conservação de Cucurbita pepo ligada à freguesia de Bornes, Macedo de Cavaleiros, inscrita para preservar adaptação e património agrícola local.
Allium cepa 'Setúbal Portuguesa'
Cebola tradicional inscrita desde 1992, de ciclo bienal quando destinada a semente e dependente de boa cura, seleção de bolbos e rastreabilidade do lote.
Daucus carota 'Pau Roxo das Seis Marias'
Cenoura portuguesa tradicional de raiz roxa, inscrita em 2022, que exige solo sem pedras e um segundo ano cuidadosamente isolado para produzir semente fiel.
Brassica oleracea var. tronchuda 'Penca de Chaves'
Couve-portuguesa tradicional inscrita em 2005, adaptada à produção de folhas e penca em tempo fresco e bienal quando se conserva a sua semente.
Vicia faba var. major 'Do Algarve'
Fava tradicional inscrita desde 1992, apropriada ao ciclo fresco mediterrânico e à seleção de várias plantas para evitar perda de vigor e identidade.
Phaseolus vulgaris 'Murtosa'
Feijão trepador tradicional inscrito em 2022, recuperado para produção de vagem e multiplicação de uma população de polinização aberta identificada.
Phaseolus vulgaris 'Tarreste'
Variedade de conservação de feijão trepador com origem formal em Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, ligada aos sistemas agrícolas do Alto Minho.
Cucumis melo 'Branco do Ribatejo'
Melão tradicional inscrito desde 1996, associado à estação quente ribatejana e dependente de colheita no ponto, proteção do fruto e rega sem oscilações.
Cucumis melo 'Manuel António'
Variedade tradicional de Alpiarça com fruto verde encortiçado e polpa branca, recuperada para preservar um melão tardio de forte identidade ribatejana.
Capsicum annuum 'De Sabugal'
Variedade tradicional portuguesa inscrita em 2022, de fruto vermelho achatado, doce e muito carnudo, que precisa de calor sem extremos e época longa.
Solanum lycopersicum 'Cereja de Inverno'
Tomate tradicional de Penha Garcia, inscrito em 2022, com frutos pequenos de casca espessa selecionados para conservação pós-colheita durante o inverno.
Solanum lycopersicum 'Da Campina'
Tomate tradicional determinado da campina de Idanha-a-Nova, inscrito em 2022 e recuperado como semente aberta para a estação quente do interior.
Solanum lycopersicum 'Do Inverno'
Tomate tradicional de Penha Garcia com casca muito espessa e interior vermelho, selecionado para guardar em local fresco e escuro após a cultura de verão.
Pyrus communis 'Rocha'
Cultivar portuguesa de pereira, descoberta em Sintra em 1836, reconhecível pela carepa típica e particularmente adaptada ao Oeste com frio invernal suficiente.
Malus domestica 'Bravo de Esmolfe'
Macieira aromática da Beira Alta, de floração tardia, entrada lenta em produção e melhor adaptação tradicional entre cerca de 350 e 550 metros.
Olea europaea 'Galega Vulgar'
Cultivar autóctone muito difundida, de dupla aptidão, porte ereto e fruto relativamente pequeno que amadurece negro.
Olea europaea 'Cobrançosa'
Cultivar portuguesa importante, de vigor médio, hábito aberto e fruto médio a grande que chega a violeta-escuro na maturação.
Olea europaea 'Verdeal Alentejana'
Cultivar regional alentejana preservada e estudada pelo INIAV, cuja identidade não deve ser confundida com outras oliveiras chamadas Verdeal.
Olea europaea 'Cordovil de Serpa'
Cultivar tradicional ligada ao Baixo Alentejo, incluída na valorização e saneamento de recursos genéticos portugueses de oliveira.
Vitis vinifera 'Touriga Nacional'
Casta tinta autóctone hoje cultivada em várias regiões, de cachos pequenos e bagos diminutos, cuja produção depende muito da condução e do equilíbrio da videira.
Vitis vinifera 'Alvarinho'
Casta branca de forte implantação no Minho, especialmente Monção e Melgaço, que exige ventilação e material clonal corretamente identificado.
Vitis vinifera 'Arinto'
Casta branca versátil, conhecida por Pedernã como sinónimo reconhecido, cultivada em muitas regiões e historicamente destacada em Bucelas.
Vitis vinifera 'Baga'
Casta tinta autóctone de forte expressão na Bairrada, versátil quanto ao solo mas dependente de maturação e sanidade do cacho.
Vitis vinifera 'Castelão'
Casta tinta portuguesa, também conhecida pelos sinónimos reconhecidos João de Santarém e Periquita em âmbitos próprios, muito ligada ao sul litoral.
Vitis vinifera 'Fernão Pires'
Casta branca aromática e difundida, conhecida por Maria Gomes na Bairrada, de maturação relativamente precoce e sensível ao equilíbrio da copa.
Vitis vinifera 'Encruzado'
Casta branca portuguesa fortemente associada ao Dão, para locais com amplitude térmica, exposição equilibrada e condução rigorosa.
Vitis vinifera 'Loureiro'
Casta branca precoce de forte expressão no Minho, adaptada a humidade atmosférica mas dependente de abrigo do vento, solo profundo e copa arejada.
Vitis berlandieri × Vitis rupestris '110 R'
Híbrido berlandieri × rupestris vigoroso, muito resistente à seca e à filoxera radicular, mas muito sensível ao excesso de água.
Vitis berlandieri × Vitis rupestris '1103 P'
Porta-enxerto vigoroso para seca, solos compactos e alguma humidade primaveril temporária, com boa tolerância a cloretos mas limites em nemátodes.
Vitis berlandieri × Vitis rupestris '140 Ru'
Híbrido muito vigoroso orientado para seca intensa e solos calcários, inadequado quando fertilidade, água ou ciclo já favorecem vigor excessivo.
Vitis berlandieri × Vitis vinifera '41 B MGt'
Híbrido berlandieri × vinifera historicamente escolhido por tolerância elevada ao calcário, mas menos indicado para seca extrema ou solo saturado.
Malus domestica 'M.9'
Porta-enxerto ananicante e precoce para macieiras de alta densidade ou pequeno espaço, dependente de suporte permanente, rega e solo fértil.
Malus domestica 'M.26'
Porta-enxerto semiananicante, precoce e útil em cordões e espaldeiras, com necessidade de suporte e elevada sensibilidade ao fogo-bacteriano.
Malus 'M.M.106'
Porta-enxerto semivigoroso para árvores manejáveis e frequentemente autoportantes, muito dependente de boa drenagem por risco de podridão do colo.
Malus 'M.M.111'
Porta-enxerto vigoroso, bem ancorado e mais tolerante a solo seco, indicado para pomar espaçado e não para pequenos jardins.
Cydonia oblonga 'BA 29'
Seleção clonal de marmeleiro que reduz o vigor da pereira e antecipa produção, com raízes superficiais e compatibilidade varietal obrigatória.
Pyrus communis 'OH×F 333'
Clone Old Home × Farmingdale de vigor intermédio, criado para melhorar uniformidade e resistência ao fogo-bacteriano sem usar marmeleiro.
Citrus sinensis × Poncirus trifoliata 'Carrizo'
Citrange vigoroso de uso geral, híbrido de laranjeira-doce e Poncirus, produtivo mas fraco para salinidade elevada e certos solos húmidos.
Citrus macrophylla 'Porta-enxerto'
Porta-enxerto muito vigoroso usado sobretudo para limoeiro em climas suaves e solos problemáticos, com contrapartidas sanitárias e de qualidade.
Citrus × aurantium 'Porta-enxerto azeda'
Porta-enxerto histórico de boa qualidade de fruto e adaptação a calcário e solos pesados, hoje limitado pela suscetibilidade à tristeza dos citrinos.
Poncirus trifoliata 'Porta-enxerto'
Parente caducifólio dos citrinos, muito resistente ao frio e útil em solos ácidos a neutros, mas fraco sob calcário, sal ou seca mediterrânica.
Prunus persica × Prunus dulcis 'GF 677'
Híbrido pessegueiro × amendoeira muito vigoroso, usado em solos secos e calcários, mas sensível a encharcamento, galhas bacterianas e alguns nemátodes.
Prunus dulcis × Prunus persica 'Garnem'
Híbrido clonal muito vigoroso de folha vermelha, adaptado a seca e calcário e selecionado para tolerância a nemátodes das galhas.
Prunus persica × Prunus davidiana 'Cadaman'
Híbrido de pessegueiro selecionado para solos mais húmidos e resistência a nemátodes, com vigor médio a forte e longevidade a ponderar.
Prunus persica × Prunus davidiana 'Nemaguard'
Porta-enxerto vigoroso de caroço para pessegueiro, nectarina, ameixeira e amendoeira, conhecido pela resistência a vários nemátodes das galhas.
Prunus cerasifera 'Myrobalan 29C'
Clone vigoroso de ameixeira-de-jardim, longevo e compatível com muitas ameixeiras, adaptável a vários solos mas propenso a lançar pôlas.
Prunus cerasifera × Prunus munsoniana 'Marianna 2624'
Híbrido de ameixeira semivigoroso para solos pesados e húmidos, resistente a vários problemas do solo mas incompatível com algumas cultivares.
Prunus cerasifera × Prunus persica 'Krymsk 86'
Híbrido ameixeira × pessegueiro vigoroso e adaptável, usado em várias prunóideas e considerado para solos mais pesados e alcalinos.
Prunus avium × Prunus pseudocerasus 'Colt'
Híbrido vigoroso e compatível com muitas cerejeiras, adequado a vários solos com água disponível, mas muito sensível à galha-do-colo.
Prunus cerasus × Prunus canescens 'Gisela 5'
Porta-enxerto semiananicante e muito precoce para cerejeira, exigente em fertilidade, rega, suporte e equilíbrio entre folhas e fruto.
Prunus avium × Prunus mahaleb 'MaxMa 14'
Híbrido semivigoroso para cerejeira, menos precoce que Gisela 5 e adaptável a vários solos desde que não sejam asfixiantes.
Juglans hindsii × Juglans regia 'Paradox'
Híbrido vigoroso de nogueira-negra californiana × nogueira-comum, adaptável a solos marginais e relativamente tolerante a Phytophthora, mas vulnerável a galhas e blackline.
Pistacia atlantica × Pistacia integerrima 'UCB1'
Híbrido vigoroso para pistacheira, resistente a Verticillium e tolerante a salinidade, mas menos resistente ao frio que Pistacia atlantica.
Prunus persica 'Montclar'
Seleção de pessegueiro de semente com vigor médio a forte e resistência à clorose férrica superior à de francos comuns, para solos drenados.
Prunus domestica 'Penta'
Porta-enxerto clonal de ameixeira vigoroso para pessegueiro e outras prunóideas, tolerante a solos pesados, alcalinos e temporariamente húmidos.
Prunus insititia 'Adesoto 101'
Seleção clonal de abrunheiro para reduzir vigor em prunóideas, adaptada a calcário e solos mais pesados, mas propensa a produzir pôlas.
Prunus dulcis × Prunus cerasifera 'Rootpac R'
Híbrido clonal vigoroso de amendoeira × ameixeira para amendoeira, pessegueiro e outras prunóideas, selecionado para adaptação ampla e replantação.
Prunus avium 'Mazzard'
Franco de cerejeira-brava vigoroso, longevo e amplamente compatível, indicado para baixa densidade e solos profundos onde tamanho elevado é aceitável.
Prunus mahaleb 'Porta-enxerto'
Cerejeira-de-santa-lúcia de raiz profunda, vigorosa e tolerante à seca e calcário, mas inadequada a solos pesados e incompatível com algumas cultivares.
Prunus cerasus × Prunus canescens 'Gisela 6'
Porta-enxerto semivigoroso e precoce para cerejeira, mais vigoroso que Gisela 5 e exigente em gestão de carga, água e calor radicular.
Prunus fruticosa × Prunus serrulata 'Krymsk 5'
Porta-enxerto semivigoroso, bem ancorado e adaptável a frio, calor e solos mais pesados, mas hipersensível a dois vírus importantes de Prunus.
Prunus cerasus × (Prunus cerasus × Prunus maackii) 'Krymsk 6'
Porta-enxerto semiananicante a semivigoroso, precoce, bem ancorado e adaptável a temperaturas extremas e solos pesados, mas hipersensível a PDV e PNRSV.
Prunus cerasus 'CAB 6P'
Clone de ginjeira semivigoroso para cerejeira, adaptável e produtivo, com emissão de pôlas e sensibilidade ao cancro bacteriano a considerar.
Juglans hindsii × Juglans regia 'Vlach'
Clone Paradox vigoroso e uniforme para nogueira, produtivo e com menos galha-do-colo que plântulas Paradox, mas sensível a nemátode-das-lesões e Phytophthora.
Pistacia atlantica 'Porta-enxerto'
Pistacheira-do-Atlas de semente, muito tolerante ao frio e à salinidade como porta-enxerto, mas suscetível a Verticillium e menos uniforme que UCB1.
Vitis berlandieri × Vitis riparia 'SO 4'
Porta-enxerto vigoroso e produtivo, de boa instalação e tolerância moderada ao calcário, adequado a solos não demasiado secos nem compactos.
Vitis berlandieri × Vitis riparia '5 BB'
Material muito vigoroso, tolerante ao calcário e a condições húmidas, útil onde se procura força vegetativa mas arriscado em solos férteis ou para maturação precoce.
Vitis berlandieri × Vitis riparia '5 C'
Porta-enxerto vigoroso, com boa tolerância ao calcário e nemátode-das-galhas, capaz de dar vigor sem o atraso de maturação típico de alguns materiais fortes.
Vitis berlandieri × Vitis riparia '420 A MGt'
Porta-enxerto de baixo vigor para solos profundos, férteis e argilo-calcários com água suficiente, valioso para conter copa mas sensível a compactação e excesso de primavera.
Vitis riparia × Vitis rupestris '101-14 MGt'
Porta-enxerto de vigor limitado e maturação favorável para solos profundos, frescos e pouco calcários, inadequado a seca, acidez forte ou cobre acumulado.
Vitis riparia × Vitis rupestris '3309 C'
Porta-enxerto de vigor baixo a moderado e boa qualidade potencial para solos profundos com pouco calcário, mas extremamente sensível a cloretos e vulnerável a nemátodes.
Vitis riparia × Vitis berlandieri '161-49 C'
Porta-enxerto de vigor moderado, boa tolerância ao calcário e seca moderada, reservado a solos leves e profundos devido ao risco de tilose, excesso de água e declínio jovem.
Vitis hybrid 'Fercal'
Referência para calcário muito elevado e clorose férrica, com vigor moderado a alto e seca tolerável em solo profundo, mas propenso a deficiência de magnésio.
Vitis berlandieri × Vitis rupestris '99 R'
Porta-enxerto vigoroso para seca moderada a forte e calcário moderado, lento no arranque e inadequado a acidez ou excesso de cloretos.
Vitis hybrid 'Gravesac'
Porta-enxerto de vigor moderado a alto para solos ácidos, arenosos ou de cascalho, tolerante a humidade temporária mas fraco em calcário e nemátodes-das-galhas.
Vitis rupestris 'Rupestris du Lot'
Seleção vigorosa de Vitis rupestris para solos pobres e pouco calcários, com seca moderada e forte tendência a rebentar de raiz, inadequada a compactação e vários nemátodes.
Citrus paradisi × Poncirus trifoliata 'Swingle'
Citrumelo de vigor médio, resistente ao frio, tristeza, Phytophthora do pé e nemátode-dos-citrinos, indicado para solos ácidos mas fraco em calcário, sal e argila.
Citrus sinensis × Poncirus trifoliata 'C-35'
Citrange de vigor intermédio, boa qualidade de fruto, frio e Phytophthora, ainda com experiência portuguesa limitada e sem vocação para calcário elevado.
Citrus volkameriana 'Volkameriana'
Porta-enxerto muito vigoroso para calor, seca, pH alto e produção elevada, especialmente em limoeiro, com penalização frequente da qualidade interna do fruto.
Citrus reshni 'Cleopatra'
Tangerineira de arranque lento e vigor final alto, útil em salinidade, alcalinidade e solos pesados, mas vulnerável a Phytophthora e baixa produção inicial.
Citrus reshni × Poncirus trifoliata 'Forner-Alcaide 5'
Citrandarin semiananicante mediterrânico, tolerante a tristeza, calcário, sal e encharcamento e resistente a Phytophthora e nemátode-dos-citrinos.
Citrus reshni × Poncirus trifoliata 'Forner-Alcaide 13'
Citrandarin semiananicante tolerante a tristeza, salinidade, calcário e encharcamento, mais sensível ao nemátode-dos-citrinos que o FA5.
Citrus sinensis × Poncirus trifoliata 'Troyer'
Citrange histórico muito próximo de Carrizo, produtivo, tolerante ao frio e tristeza, mas limitado por calcário, salinidade e alguns problemas de afinidade.
Citrus hybrid 'Gou Tou'
Laranjeira chinesa do grupo azedo, tolerante à tristeza e a solos argilosos, promissora para substituir a azeda mas ainda pouco conhecida em Portugal.
Poncirus trifoliata var. monstrosa 'Flying Dragon'
Seleção ananicante de Poncirus com ramos contorcidos, indicada para alta densidade ou recipientes, resistente ao frio e nemátodes mas fraca em seca, sal e calcário.
Citrus jambhiri 'Rough Lemon'
Porta-enxerto muito vigoroso e produtivo para solos arenosos e seca relativa, com fruta geralmente menos concentrada e vulnerabilidades sanitárias importantes.
Malus domestica 'M.27'
O porta-enxerto comercial mais ananicante da macieira, indicado para vaso grande, cordão ou miniárvore em solo fértil, sempre com suporte e rega rigorosa.
Malus domestica 'M.7'
Porta-enxerto semi-anão adaptável e produtivo, aproximadamente da classe de 50–65% de franco, tolerante a solos mais pesados mas propenso a ladrões e inclinação.
Malus domestica 'Budagovsky 9'
Porta-enxerto ananicante, precoce e muito resistente ao frio, alternativa ao M.9 para pequenos eixos, exigindo suporte permanente e solo sem competição.
Malus hybrid 'Geneva G.11'
Porta-enxerto precoce próximo de M.26, com resistência moderada ao fogo bacteriano e poucos ladrões, mas sem proteção forte contra pulgão-lanígero.
Malus hybrid 'Geneva G.41'
Porta-enxerto ananicante e muito eficiente, resistente a fogo bacteriano, Phytophthora e pulgão-lanígero, cuja união jovem pode ser quebradiça.
Malus hybrid 'Geneva G.890'
Porta-enxerto semi-anão vigoroso, precoce e produtivo, próximo de M.7–MM.106, com resistência a fogo bacteriano, Phytophthora e pulgão-lanígero.
Cydonia oblonga 'Quince A'
Marmeleiro semi-anão para pereira europeia, precoce e produtivo em solo fértil, com compatibilidade variável que pode exigir filtro de enxertia.
Cydonia oblonga 'Quince C'
Marmeleiro fortemente ananicante para pereira, precoce e indicado para cordão, espaldeira ou pequeno jardim fértil, com tutor, rega e afinidade confirmada.
Pyrus communis 'OH×F 87'
Porta-enxerto clonal de pereira parcialmente ananicante, produtivo e resistente ao fogo bacteriano, com compatibilidade mais ampla que marmeleiro.
Pyrus communis 'Pyrodwarf'
Porta-enxerto clonal de Pyrus, semi-vigoroso apesar do nome, uniforme e de compatibilidade ampla, com menos ladrões que pereira de semente.
Citrus sinensis 'Newhall'
Laranja de umbigo precoce, sem sementes, de cor intensa e forma ligeiramente alongada, fundamental para abrir a campanha portuguesa de laranja.
Citrus sinensis 'Navelina'
Laranja navel precoce, produtiva, sem sementes e de cor intensa, com boa aderência à árvore mas risco de clareta e alguma alternância.
Citrus sinensis 'Lane Late'
Navel tardia, vigorosa e muito produtiva, sem sementes, que prolonga a campanha no inverno e primavera mantendo o fruto preso à árvore.
Citrus sinensis 'Valencia Late'
Laranja comum tardia e muito sumarenta, referência para sumo e final de campanha, cuja fruta atravessa floração e pode reverdecer com o calor.
Citrus sinensis 'D. João'
Cultivar portuguesa de laranja comum tardia, produtiva e sumarenta, património citrícola nacional para prolongar a colheita em clima suave.
Citrus reticulata 'Setubalense'
Tangerina tradicional portuguesa muito aromática e saborosa, de inverno, hoje rara por alternância, numerosas sementes e empolamento da casca.
Citrus × clementina 'Clemenules'
Clementina de meia-estação, muito apreciada pelo sabor, tamanho e facilidade de descasque, normalmente sem sementes se isolada de pólen compatível.
Citrus × clementina 'Marisol'
Clementina muito precoce, de fruto grande e fácil de descascar, útil para abrir a campanha mas sensível a casca inchada e perda rápida de condição.
Citrus hybrid 'Encore'
Híbrido tardio de sabor rico e boa conservação na árvore, capaz de prolongar a tangerina até à primavera, mas muito propenso a alternância e sementes.
Citrus reticulata × Citrus sinensis 'Ortanique'
Tangor tardio, vigoroso e aromático, com fruto grande de casca firme e muito sumo, valorizado no fim do inverno mas difícil de descascar e sujeito a sementes.
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